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Que Omaha que nada! Aqui é Seattle, Manning!

Uma nova era para o QUINTO QUARTO começou na última semana e, depois de quase dois anos trazendo, via Facebook, o melhor dos esportes americanos a todos que acompanham nosso trabalho, agora migramos para uma plataforma mais condizente com o tamanho de nossos sonhos e aspirações de popularizar o futebol americano da NFL, o basquete da NBA, o beisebol da MLB e o hóquei no gelo da NHL no Brasil. Sim, agora o QUINTO QUARTO é muito mais do que apenas uma página no Facebook e está com o site quintoquartobr.com funcionando a todo vapor.

Bom, e um dos grandes chamarizes desta nossa nova empreitada são as colunas de notícias e opiniões que traremos a você, fã dos esportes dos Estados Unidos, e, especificamente neste espaço, a você, fã da bola oval.

Nada melhor para começar a coluna Redzone de estreia do que falarmos sobre a 48ª edição da final do futebol americano, o Super Bowl XLVIII, que foi disputado no último e terminou com um triunfo do Seattle Seahawks sobre o Denver Broncos pelo placar de 43 a 8, o que foi mais do que o suficiente para garantir que o troféu Vince Lombardi iria para o estado de Washington.

No duelo realizado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, os Seahawks mostraram amplo domínio dentro de campo e liquidaram a fatura praticamente na primeira metade de jogo. E o sólido sistema defensivo dos Seahawks, que se mostrou bastante eficiente durante quase todo o ano, teve a missão complicada de parar Peyton Manning, mas o time de Seattle fez o difícil parecer fácil (assim como aquela famosa marca de shampoo para caspa…).

A defesa dos Seahawks, apesar de ter derrubado o camisa 18 dos Broncos atrás da linha de scrimmage apenas em uma única oportunidade, criou situações de extremo desconforto a Peyton Manning e forçou o quarterback a lançar duas interceptações. No final do primeiro quarto, Manning teve um passe roubado por Kam Chancellor e, não bastasse isso, o irmão de Eli lançou outra interceptação no segundo período, recuperada por Malcolm Smith, e o linebacker retornou 69 jardas e anotou mais um TD para o Seattle Seahawks.

Um domínio absoluto de uma única equipe foi o que os espectadores puderam presenciar. Um Seattle Seahawks que dava a impressão de estar pensando neste jogo muito antes de ele ser realizado. Um título mais do que merecido à equipe dona da melhor defesa da National Football League na temporada 2013.

Uma defesa que cedeu apenas apenas oito pontos ao time de melhor ataque da NFL, que apresentou média de 37,9 pontos marcador por jogo na temporada regular, um time que marcou 24 pontos contra o San Diego Chargers, na rodada de divisão, e 26 contra o New England Patriots, na decisão da Conferência Americana (AFC). Um grupo de defensores que também permitiu que o Denver Broncos ganhasse apenas 27 jardas terrestres no jogo inteiro.

Bom, mas não podemos falar do sucesso do Seattle Seahawks no Super Bowl XLVIII sem, antes, nos lembrarmos dos erros dos Broncos. Logo na primeira jogada da partida, o center Manny Ramirez fez um snap muito ruim e deu um safety de graça aos representantes da NFC. Como um prenúncio de uma morte bastante dolorosa, a jogada serviu para mostrar que a noite era realmente dos Seahawks.

A partir do safety que deixou o placar marcando um inesperado 2 a 0, o Seattle Seahawks conseguiu engatar uma sequência de pontuações, abriu 36 a 0 no minutos finais do terceiro quarto, o que foi a última pá de terra em cima do caixão dos Broncos.

Os debates sobre Peyton Manning ser ou não pipoqueiro nos playoffs e sobre o legado do lendário camisa 18 ficarão mais acalorados daqui em diante. Os torcedores que desejam resumir carreiras de jogadores apenas a título talvez devam repensar esse pensamento. Se acham que Manning amarela na pós-temporada, é sempre bom lembrar que foi esse mesmo jogador que levou o Indianapolis Colts ao título do Super Bowl XLI, em 2007, quando os Colts bateram o Chicago Bears pelo placar de 29 a 17. Foi esse mesmo Peyton Manning que levou o Indianapolis Colts ao Super Bowl XLIV e que participou da derrota da equipe para o talentoso New Orleans Saints da temporada 2009. E foi esse mesmo Manning que, na noite do último domingo, não foi capaz de jogar, mas que, sim, foi o grande responsável pelo fato de sua equipe estar atuando até o começo de fevereiro.

Ganhe ou não mais um título, volte ou não para a próxima temporada, Peyton Manning já deixou um legado muito mais valioso do que osanéis conquistados. Verdadeiro estudioso da bola oval, Peyton Manning já foi protagonista de algumas das melhores jogadas da história do esporte e sempre deixou o torcedor cheio de esperanças, independentemente de qual partida que foi transmitida.

Manning, aliás, ajudou a promover a cidade de Omaha com seus gritos na linha de scrimmage e reconstruiu o Indianapolis Colts, que agora conta com Andrew Luck, e tenta recolocar dos Broncos nos eixos.

E o camisa 18 deve estar bem cheio de ouvir falar que o legado Peyton Manning está manchado. Mas Manning é muito mais do que os títulos… Ele é de outro planeta!

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