NFL

Quatro quarterbacks “jovens” com um alvo nas costas

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A contratação de Joe Flacco pelo New York Jets foi uma biribinha nesta sexta-feira, mas a contratação indica que a franquia pode ter dúvidas com Sam Darnold. Até porque o camisa 5 confirmou que está em queda livre em sua passagem por Denver: duas vitórias, seis derrotas, 6 TDs, 5 INTs. Para sermos justos, ele foi caçado em campo e terminou se lesionando.

Em uma offseason que tivemos a bomba da saída de Tom Brady dos Patriots, o fim da era Philip Rivers nos Chargers, Cam Newton nos Panthers e o gênio Jameis Winston em Tampa, algo também chamou minha atenção: como alguns quarterbacks “jovens” têm um alvo nas costas e alguém em posição para tentar acertar a mira.

Confira nosso podcast da semana, com perguntas, discussões e opiniões dos nossos leitores e patifaria dos membros da mesa

Sam Darnold nos Jets

Escolhido na terceira posição no Draft de 2018, Sam Darnold era um prospecto talentoso com um sério problema para segurar a bola e um tesão por interceptações. Nas suas duas primeiras temporadas na NFL, Sam Darnold mostrou que é um quarterback talentoso com um sério problema para segurar a bola e um tesão por interceptações.

Seu primeiro passe na liga foi uma pick six e a sua temporada de calouro teve mais 14 interceptações e cinco fumbles. Tudo bem, primeira temporada, era esperado que o desenvolvimento viesse aos poucos. Mas sua segunda temporada começou com a notícia que ele contraiu mononucleose, perdendo três jogos depois da semana 1. Darnold voltou bem, até um jogo contra o New England Patriots que ele próprio admitiu no banco que “estava vendo fantasmas” na completa pancada do bicho-papão da divisão (ex?) por 33 a 0.

Mesmo que ele tenha se recuperado e feito bons jogos, seus 11 fumbles e 13 interceptações continuam mostrando que ele tem um problema para segurar a bola e não entregá-la para os rivais. A torcida ainda tem fé e esperança em Darnold, mas também temos que levar em conta que os coitados estão destruídos pelos últimos anos e precisam se agarrar a qualquer coisa.

Flacco não é um rival pela titularidade como outro QB que será citado abaixo é. Mas é uma apólice: Darnold perdeu três jogos nas suas duas primeiras temporadas e já mostrou que quando cai em um buraco, é difícil tirá-lo de lá. Nesta terceira temporada precisa mostrar maior regularidade, até porque terá melhor companhia, se não os Jets podem começar a pensar em outras alternativas mais sólidas que Flacco com 35 anos.

Mitch Trubisky nos Bears

Aqui nem precisamos dar grandes explicações. O Chicago Bears draftou Mitch Trubisky em segundo, outro QB que qualquer análise que você encontrar à época diria que ele precisava ser trabalhado, ainda mais porque jogou pouco na universidade. Pois bem, a experiência Trubisky não deu certo, com o ano passado sendo a prova inegável disso. A defesa excelente teve uma queda de rendimento e não foi mais suficiente para segurar o ataque, totalmente exposto.

Solução dos Bears: procurar um veterano no mercado. Nick Foles foi uma boa escolha, mesmo que seu ano em Jacksonville tenha sido perdido e ele não tenha jogado bem após voltar de lesão. O preço foi uma escolha compensatória no Draft deste ano.

Trubisky é o único desta lista que deve perder a posição logo de cara a menos que faça um training camp realmente destacável, solucionando seu problema de leitura de jogo, por exemplo.

Jarrett Stidham nos Patriots

Ok, é um pouco forçação de barra colocar Stidham aqui, mas vamos lá. Ninguém sabe o que o quarterback dos Patriots vai mostrar e qualquer análise positiva vai muito mais pela confiança que depositamos em Bill Belichick e Josh McDaniels do que provas que Stidham pode ser competente.

Por essas e outras Brian Hoyer chega para sua terceira temporada na franquia, depois de ter saído para comer banco em Indianapolis. Hoyer não é a solução, todo mundo sabe disso, mas se Stidham for trágico, Hoyer está lá para entregar performances medianas que não vão deixar os torcedores dos Patriots emocionados.

Extra: Derek Carr nos Raiders

Carr já não é mais tão jovem – completou 29 anos – e está em seu segundo contrato, mas coloco ele aqui porque é o ano do ou vai ou racha. E se ele rachar tem um substituto no banco.

Eu realmente achava que os Raiders entrariam pesado na disputa por Tom Brady, apesar dele ser o vilão em uma das derrotas mais doídas da história da franquia. Depois pensei que eles dariam uma ligada para o agente de Cam Newton para saber colékié (leia alto para entender).

Agora estamos em maio e pelo visto vamos de Carr mesmo. Em sua seis temporadas ele passou de 3 mil jardas em todos os anos e de 4 mil jardas nos últimos dois, com Jon Gruden. Seus números de turnovers não são excessivos. Ou seja, ele não é ruim.

Mas também não é bom. Gruden é um treinador que sempre cuidou de ataques e Carr não será a razão para esse time explodir. E está claro que é isso que os Raiders querem este ano, draftando Henry Ruggs na primeira rodada e Bryan Edwards na terceira. O time ainda tem o tight end Darren Waller e o bom running back Josh Jacobs.

Se o ataque não for produtivo, Marcus Mariota irá aparecer em campo. O ex-Titans não foi um excelente quarterback no time que o draftou, mas pelo menos chegou aos playoffs e ganhou dos Chiefs em Kansas City dando um passe para ele mesmo. Depois de perder a vaga para Ryan Tannehill, ele é o melhor candidato a ser Ryan Tannehill em 2020.

 

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