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Processo de ex-jogadores contra times da NFL sobre analgésicos seguirá na Justiça

(Crédito: Flickr)

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Mais de 1.500 ex-jogadores da National Football League estão brigando na Justiça contra times e comissões técnicas, alegando que as equipes disponibilizavam medicamentos poderosos e os enganavam sobre os riscos à saúde. E, nesta sexta-feira (1), o juiz federal William Alsup, do Distrito Norte da Califórnia, negou um recurso para que a ação dos ex-atletas seja descartada. Assim, o julgamento vai prosseguir.

Alsup rejeitou uma ação similar em dezembro de 2014, aquela movida por Richard Dent, um dos grandes da história do Chicago Bears, entre outros atletas. Naquela ocasião, o juiz determinou que o acordo coletivo de trabalho foi o fórum adequado para resolver as reclamações dos jogadores. Atualmente, este caso está na corte de apelação.

Já esta nova ação, que Alsup mandou seguir na Justiça, foi apresentada em maio de 2015 em uma corte federal em Baltimore, mas acabou sendo transferida para William Alsup por ser similar à anterior.

A nova ação coletiva, contudo, nomeia cada um dos 32 times da NFL individualmente e um novo grupo de queixosos (13 ao todo), entre eles Mal Renfro, defensive back que é membro do Hall da Fama do Dallas Cowboys, e Etopia Evans, viúva do ex-fullback do Minnesota Vikings e do Baltimore Ravens Chuck Evans, que morreu de insuficiência cardíaca aos 41 anos de idade.

Ao negar a moção para que a ação seja descartada, Alsup observou que o novo processo alega que a conduta dos times foi “intencional”, em vez de “negligente”, e, portanto, ilegal. Os ex-jogadores afirmam que eles receberam analgésicos potentes rotineiramente e indiscriminadamente, muitas vezes sem prescrição ou mesmo um exame superficial. Os medicamentos eram ministrados para mascaram dores e lesões e coloca-los de volta ao campo, tudo isso sem preocupação com a saúde deles a longo prazo.

“Quando perguntados sobre os efeitos colaterais dos medicamentos, os médicos e treinadores das franquias responderam ‘nenhum’, ‘não se preocupem com eles’, ‘não muito’, ‘eles são bons para você’ ou, no caso das injeções, ‘talvez alguns hematomas’”, escreveu o juiz federal. “Estas respostas deturparam os perigos reais para a saúde inerentes a estas drogas”, adicionou William Alsup.

Steve Silverman, advogado principal da parte queixosa, disse que “a corte abriu as portas da Justiça para esses jogadores que foram ilegalmente drogados, usados, abusados e descartados pelos times da NFL”.

“Os querelantes terão agora a oportunidade de apresentar aos times da NFL a tarefa de mostrar de onde estes analgésicos vieram, como eles foram anonimamente comprados em grandes quantidades e por que não há nenhum registro de exames e prescrições para a maioria dos jogadores”, frisou o advogado.

Brian McCarthy, porta-voz da NFL, se negou a comentar sobre o assunto.

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