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Prévias NFL temporada 2016/17: Tampa Bay Buccaneers

Crédito: Instagram/reprodução

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Tampa Bay Buccaneers

Desempenho em 2015/16: 6-10

Sobe, desce ou fica na mesma? Sobe um pouquinho

Principal jogador: Gerald McCoy

Vai feder: defesa. Sim, basicamente inteira

Previsão nada exata ou científica: 7-9

Quando a temporada 2015/16 terminou, os torcedores dos Bucs obviamente não estavam atirando para o alto e fechando as ruas de Tampa, mas o cenário depressivo do passado recente começou a ganhar cores, já que Jameis Winston provou que poderia ser o que é dele esperado, o quarterback do futuro.

Mas se o ataque andou, a defesa foi péssima. E por isso, Lovie Smith, que sempre foi um treinador especialista em defesa, teve que recolher as tralhas. E por isso o coordenador Dirk Koetter ganhou a promoção. Certo não foi, mas dependendo do desempenho deste ano, pode ser que errado também não.

Ataque dos Buccaneers

A temporada 2015/16 começou da forma mais hilária possível, a menos que você seja um fã dos Bucs: jogo entre Titans e Buccaneers, Mariota, segunda escolha do Draft, ou seja, rejeitado pelo time da Flórida, passou para quatro touchdowns só no primeiro tempo. Winston, 1ª escolha, em seu primeiro passe na NFL, foi interceptado. Mas isso foi só um microcosmo de uma boa temporada de estreia, com mais de 4 mil jardas, 22 TDs e 15 interceptações.

A grande ajuda de Winston nem foram seus recebedores, por mais que Mike Evans (1206 jardas) e e Vincent Jackson sejam dois alas de basquete que pegam bolas de futebol americano no ar. O auxílio monstro veio de Doug Martin, que acordou de duas temporadas de sono para 1400 jardas corridas e seis touchdowns. Só que era ano de contrato e e agora ele recebeu. Dougão de verdade é o de 2015 ou de 2014? O bom para os Bucs é que mesmo uma queda de produção do RB titular não será horrível, porque Charles Sims também mostrou alta qualidade.

Só que toda essa brincadeira só pode ser providenciada se a linha ofensiva trazer mais para a mesa do que os nomes sugerem. Logan Mankins, eterno Patriot, não é mais um Buccaneer porque se aposentou. O lado esquerdo ganhou o reforço do ex-Seahawks J.R. Sweezy, mas a linha de Seattle estava longe de ser um celeiro de craques. O site Pro Football Focus colocou a linha ofensiva dos Bucs como a terceira pior da NFL.

O ataque tem talento, mas a linha ofensiva pode puxar esse talento para baixo.

Defesa dos Buccaneers

 

Com 417 pontos sofridos, a defesa dos Bucs foi a sétima que mais levou pontos na NFL na temporada passada e isso não deve mudar muito. Apesar de Gerald McCoy ser o melhor jogador da equipe e um dos melhores DTs da NFL, falta elenco em basicamente todos os setores. A defesa de 2002 da equipe campeã do Super Bowl é só um sonho molhado dos fãs mesmo.

Claro, como todo time da NFL, por mais trágico que o setor seja, tem nomes que remetem a algo bom. Robert Ayers liderou os Giants em sacks na temporada passada, mas perdeu oito jogos nas suas duas temporadas na Big Apple. O cornerback Brent Grimes, apesar da esposa tóxica no Twitter, teve bons momentos em Miami, mas o torcedor dos Dolphins viu vários pontos baixos e os dos Bucs também devem.

Lavonte David na posição de linebacker é talvez o segundo jogador em quem a torcida mais deposita confiança, mas ainda é muita falta de talento em comparação com o próprio ataque, apesar do time ter usado a 1ª escolha do Draft deste ano para escolher o cornerback Vernon Hargreaves. Lembremos que cornerback é uma das piores posições para ser um calouro na NFL, especialmente na divisão de Drew Brees, Cam Newton e Matt Ryan. Grimes, Hargreaves e Alterraun Verner com certeza vão sofrer.

Tabela

Crédito: ESPN/reprodução

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Os Bucs ganharam três jogos na divisão (2 contra os Falcons e Saints fora) em 2015/16 e isso deve se manter, já que os Panthers são claramente superiores mas os outros três estão equilibrados da mesma forma: desequilibrados, com ataques bons e defesas medianas para baixo.

O problema é que os jogos contra a NFC West e a AFC West serão um inferno: Cardinals fora, Broncos em casa, Chiefs fora, Seattle em casa e mais um jogo contra os Cowboys no AT&T Stadium têm os Bucs como azarões. Ou seja, uma temporada com mais vitórias do que derrotas é muito difícil. E um 7-9 não é uma real evolução em relação à era Lovie Smith. Ainda há que ter paciência com esses Bucs.

 

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