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Prévias NFL temporada 16/17: New England Patriots

New England Patriots

Desempenho em 2015/16: 12-4

Sobe, desce ou fica na mesma? Desce

Principal jogador: Rob Gronkowski

Vai feder: (ou já está fedendo) suspensão de Tom Brady por 4 jogos no polêmico DeflateGate

Previsão nada exata ou científica: 11-5

Por mais surpreendente que seja depois de uma década dominando a AFC Leste, pode ser que 2016/17 seja a temporada em que o New England Patriots tenha mais trabalho por uma vaga nos playoffs. É claro que tudo gira em torno do fato de que o superstar da equipe — e possivelmente o melhor quarteback de todos os tempos — Tom Brady perderá 25% da temporada, ou 4 jogos, por conta da suspensão recebida pelo envolvimento no escândalo do DeflateGate.

Mas a árdua caminhada entre os Patriots e a 14ª campanha de playoffs da era Brady-Belichick em 16 anos também passa pelo fato de que FINALMENTE a divisão promete briga boa: os Jets vem de um bom 2015/16, os Dolphins tem nomes no roster para desencantar, e até o Buffalo Bills de Rex Ryan, sempre ele, pode surpreender.

O ataque seguirá sendo a principal arma em Foxborough, especialmente após a chegada de Martellus Bennett, que forma a primeira, segunda e terceira melhor dupla de tight ends da NFL ao lado de Rob Gronkowski. O ponto de interrogação que fica até o Sunday Night Football de abertura da temporada — diante do competente Arizona Cardinals — é se Jimmy Garoppolo pode comandar as ações ofensivas à altura do titular Brady.

Ataque dos Patriots

Gronkowski e Bennett. Edelman e Amendola. Lewis e Blount. Qualquer um pode fazer estrago com esse ataque, o melhor ou segundo melhor de toda a NFL. É bem verdade que Edelman e Amendola passaram por cirurgias na pré-temporada, Lewis perdeu metade da última por um problema no joelho e voltou a mesa no último mês para uma segunda operação no local, e Gronkowski assustou ao sair de um treino com dores. Mas os Patriots nãos seriam um time de Bill Belichick se não tivessem alternativas: Chris Hogan, ex-Bills, chegou via free agency, Malcolm Mitchell, calouro, via Draft (4ª rodada), e A.J. Derby, 2º ano, draftado na última temporada e destaque nos jogos da pre-season.

A linha ofensiva tem sido o calcanhar de Aquiles há um tempo e foi a única parte da equipe posicionada na “metade de baixo” (18ª melhor) da Liga segundo avaliação do site Pro Football Talk. Neste ano, a inexperiência dos jogadores é a faca de dois gumes: cinco dos possíveis titulares têm três anos de NFL ou menos no currículo, incluindo o calouro Joe Thuney, que tem dominado a posição nos treinos. Nate Solder volta após lesão que o tirou de boa parte do último ano, o que é ótima noticia. Outro ponto positivo digno de nota é que Dante Scarnecchia, que tem três Super Bowls com Belichick, volta a comandar a unidade, quem sabe para trazer de volta a tranquilidade aos QBs de Massachussets.

Mesmo se tudo estiver a seu favor, o desempenho de Garoppolo ainda é chave para os Patriots. Pelo que mostrou nos dois últimos anos com os Patriots e na pré-temporada, não porque duvidar que o jovem Jimmy G consiga substituir Brady e e garantir pelo menos duas vitórias.

Defesa dos Patriots

Mesmo sem Chandler Jones, protagonista de uma surpreendente troca, a defesa dos Patriots nunca esteve tão bem nos últimos anos como para a temporada que se aproxima. A saída de Jones deixa um buraco, mas a melhora da já espetacular dupla de linebackers Jamie Collins e Dont'a Hightower, ambos entre os melhores da posição na NFL e com contratos vencendo, faz a decisão da troca ser justificável. Chris Long, ex-Rams, Rob Ninkovic, Jabaal Sheard e Shea McClellin, ex-Bears e escolha de 1ª rodada em 2012, dão opções para coordenador defensivo Matt Patricia trabalhar diferentes tipos de formações.

Na cobertura do jogo aéreo, os Patriots também despontam com um grupo de elite. A secundária formada por Malcolm Butler, Logan Ryan, Patrick Chung e Devin McCourty conta com a adição de um rookie escolhido na 2ª rodada do último Draft, Cyrus Jones, destaque na Universidade de Alabama como cornerback e retornador.

Tabela

Crédito: ESPN/reprodução

Crédito: ESPN/reprodução

Os confrontos diretos, normalmente já importantes, serão mais do que fundamentais para as pretensões de New England. Com a suspensão de Brady, Jimmy Garoppolo entra com a missão de segurar as pontas e NA FOGUEIRA.

A tabela foi ingrata nesse aspecto: dos 4 primeiros jogos, 3 são confrontos diretos na AFC e 2 são contra equipes da divisão Leste. Jimmy G estreia como titular num duro duelo contra os Cardinals — que agora têm Chandler Jones. Na sequência, Dolphins, Texans e Bills.

A missão de Garoppolo é entregar o time nas mãos de Brady com pelo menos duas vitórias. No caso de um 1-3 ou de um HECATÓMBICO 0-4, o time de Belichick já passa a ver ameaçada a chance de faturar a divisão, algo que não acontece desde 2008/09. Curiosamente, foi a última vez que Brady perdeu uma série de jogos pelo Patriots. Matt Cassel fechou a campanha com o recorde de 11-5, o mesmo que prevemos para esse ano, e a segunda colocação na AFC East. Mas mesmo assim a última vez que os Patriots ficaram de fora dos playoffs.

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