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Prévia Washington Redskins: Cousins segue tendo que se provar, mas talento em volta ajuda

Prévia Washington Redskins

Pelo segundo ano consecutivo, Washington Redskins e Kirk Cousins não chegaram a acordo para um contrato de longo prazo e pelo segundo ano consecutivo, Cousins jogará com a franchise tag. Se não há uma segurança a longo prazo no trabalho, o QB enche a carteira de dinheiro com esses acordos curtos.

Mas por que os Redskins não jogam logo o caminhão de dinheiro, como já fizeram várias vezes de forma até irresponsável (olá Albert Haynesworth)? Porque Cousins até pode ser bom, mas os novos contratos dos quarterbacks são absurdos e o time está tentando evitar o efeito Joe Flacco-Jay Cutler no seu quintal. E além disso, o elenco atual não é garantia de sucesso, apesar de ter bons nomes.

Categoria: O que é que vai sair disto?

Desempenho em 2016-17: 8-7-1

Previsão nada científica: 9-7

Linha de Las Vegas (você pode apostar em mais ou menos vitórias que o número a seguir): 7,5

Jogadores de Pro Bowl em 2017: Kirk Cousins, Jordan Reed, Trent Williams, Brandon Scherff, Ryan Kerrigan

Quem pode se juntar a essa lista: Terrelle Pryor, Jonathan Allen

Os Redskins mais uma vez não conseguiram fugir da polêmica. Na offseason o time dispensou o general manager Scot McCloughan de forma nada sutil, depois de um vazamento para a imprensa que o dirigente talvez tenha recaído em seu problema com o álcool.  E só pode ser isso, porque seu desempenho foi bom, montando uma equipe que venceu a divisão em 2015 e bateu na porta dos playoffs em 2016.

O ataque aéreo em 2016 funcionou muito bem, sendo o terceiro da liga em jardas e o segundo em jardas aéreas. O problema: o coordenador ofensivo saiu (Sean McVay, novo treinador dos Rams), dois dos principais alvos, DeSean Jackson – ameaça eterna de big play, 1005 jardas em 2016 e líder em jardas por recepção – e Pierre Garçon, saíram e Cousins pode mostrar o impacto da falta de confiança integral da diretoria.

Até dá para entender a razão para o pé atrás: Cousins não começou a temporada bem em 2016 e uma interceptação sua na semana 17 contra os Giants, jogo que colocaria o time nos playoffs caso fosse vencido, tirou o time da temporada. O problema de um contrato de longo prazo não é 2017 e sim 2020. E nem adianta oferecer um contrato cheio de opções e com a possibilidade de ser rasgado, como Tyrod Taylor e 2 receberam, porque Cousins tem seus fãs na liga, especialmente Kyle Shanahan em San Francisco.

#CaptKirk on #Redskins photoshoot day. #HTTR

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Para provar que ele merece um contrato multimilionário e longo, o camisa 8 terá todas as peças necessárias, apesar das perdas de Jackson e Garçon. O problema são os vários “se”. Terrelle Pryor foi excelente em sua primeira temporada como wide receiver, após entrar na liga como quarterback. Apesar das 1007 jardas recebidas e jogar com QBs horríveis nos Browns, ele foi visto com desconfiança quando estava no mercado e os Redskins pegaram ele por apenas US$ 6 milhões em um ano de contrato. MAS: e “se” essa experiência foi um tiro de apenas um ano e com os times cientes de seu potencial, as marcações e esquemas tirarem seu espaço com maior efetividade?

Josh Doctson, escolha de primeira rodada dos Redskins em 2016, é ainda visto com bons olhos, apesar de ter jogado apenas duas vezes na temporada passada por causa de uma lesão no tendão de Aquiles. E se essa lesão continuar incomodando o jogador, já que ela é historicamente um tendão de Aquiles (ahn, ahn?) de esportistas, especialmente no basquete e futebol americano.

Jamison Crowder, que teve excelente ano no slot, continua. Mas e se também seu desempenho foi um one hit wonder? Enfim, já deu para entender. Mais uma, vai: Jordan Reed é um dos melhores tight ends da NFL. Mas e se sua sequência de lesões, e ainda pior, concussões, não der um tempo em 2017?

Ou seja, estamos falando de um bom corpo de recebedores, mesmo que não tenha uma estrela como Odell Beckham Jr ou Dez Bryant. E Cousins terá tempo, com uma linha ofensiva que conta com dois jogadores de Pro Bowl – Trent Williams no lado cego, o guard Brandon Scherff – e o bom Morgan Moses de right tackle. Aliás o time terá o mesmo quinteto na linha que em 2016, algo que com certeza ajuda em um setor que química e comunicação são tão importantes.

O time, entretanto, precisa mais de seu jogo terrestre. Com a saída de McVay, Jay Gruden volta a acumular a função de treinador e “selecionador” de jogadas e ele prometeu para o running back Robert Kelley que o jogo corrido seria mais acionado, após o time ter sido o sexto que menos jogou pelo chão em 2016. Com Kelley e o calouro Samaje Perine, que teve um jogo de 427 jardas no college contra Kansas – recorde da história da FBS -, os Redskins esperam tirar o peso das costas de Cousins, diminuindo suas interceptações e quem sabe também a necessidade de ter que dar um contrato ainda mais gigantesco para ele.

Prévia Washington Redskins: a péssima defesa terá que melhorar

Se McVay saiu dos Redskins por causa de seu bom trabalho, ganhando um cargo melhor em Los Angeles, Joe Barry também saiu dos Redskins, mas pela porta dos fundos. O time foi a oitava pior defesa em DVOA – estatística que considera uma série de fatores, gerando um ranking mais efetivo dos melhores ataques e defesas da liga – com 377,9 jardas cedidas por jogo (5ª pior marca da NFL).

Greg Manusky, o novo coordenador defensivo, chegou prometendo um esquema mais agressivo. E o time focou na defesa na free agency e no draft. O time trouxe o safety D.J. Swearinger para uma secundária que precisa de ajuda e o segundo maior “tackleador” de 2016, o linebacker Zach Brown, ex-Bills.

A agressão fica por conta de Ryan Kerrigan, Pro Bowler na temporada passada, Mason Foster, o defensive lineman Jonathan Allen, que foi considerado um steal por sua escolha na posição 17 do Draft deste ano e Trent Murphy, que teve nove sacks na temporada passada mas está suspenso para os quatro primeiros jogos da temporada.

Ou seja, o time têm ancoras na linha, com Allen sendo acompanhado por Stacy McGee e Terrell McClain, Brown e Kerrigan de linebackers e Josh Norman na secundária, que teve um primeiro ano em D.C. bom, mas nada de outro mundo. Mas o time vai precisar de coadjuvantes: Bashaud Breeland não teve um bom 2016 e pode ser um ponto de ataque para Dak Prescott, Eli Manning e Carson Wentz em 2017. Além de Kerrigan perseguindo o QB, o time também precisa do calouro Ryan Anderson, de Alabama assim como Allen, para não ser óbvio e evitar marcações duplas.

Prévia Washington Redskins: tabela

Washington Redskins tabela

A divisão é a principal dor de cabeça para os Redskins. Além do Dallas Cowboys, que vem de uma temporada com 13 vitórias e o New York Giants, que tem uma defesa muito acima da média, os Eagles devem melhorar no segundo ano de Carson Wentz e têm uma defesa faminta. Para o time de Washington ter chance de pós-temporada, é vital ter pelo menos três vitórias contra seus rivais diretos.

Mas se o problema fosse só a NFC East, Jay Gruden estaria feliz. O time tem a sétima pior tabela da NFL se considerarmos o desempenho dos rivais em 2016, a chamada strenght of schedule (força da tabela). O problema é que os Redskins pegam times que são bons e tiveram 2016 ruins, como o Arizona Cardinals na semana 15 e o Los Angeles Chargers na 14. Cousins ainda terá que encarar a defesa dos Broncos, dos Chiefs, Vikings e Seahawks, todas elas entre as 10 melhores da liga sem dúvida alguma.

Com todas essas pedreiras, os Redskins não podem escorregar no ataque e precisam de muito mais da defesa. Como acredito que Cowboys e Giants devem cair de rendimento em relação à temporada passada, acho que o time da capital pode sim chegar aos playoffs, mas não conseguirá a folga que os Cowboys tiveram, tanto na liderança da divisão como na primeira semana dos playoffs.

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