NFL

Prévia Tennessee Titans 2019: depois de anos de ofensas, voltaremos a elas?

Ontem eu falei um pouco sobre fazer as prévias do Jacksonville Jaguars há anos. O mesmo acontece com o Tennessee Titans, que sobrava para mim porque ninguém queria eu tenho grande interesse na franquia. Entretanto, depois de anos falando que eles eram picolé de chuchu, isso causou um desgaste com a comunidade, os jogadores e o dono Bud Adams, que morreu aos 90 anos e, segundo relatos, por desgosto dos meus comentários maldosos.

Então eu sinalizo a bandeira branca mais uma vez. Na previsão do ano passado eu acertei na lata o 9-7 que o time teve. E, para este ano… eu acho que voltaremos à fase chuchu.

Categoria: Buscando um motivo para sorrir
Campanha em 2018: 9-7
Projeção para 2019: 10-6
O que me faz sorrir: jogo old school e um bom treinador em Mike Vrabel
O que me faz ter calafrios: Marcus Mariota no Ano 5

Eu sou um grande defensor de Marcus Mariota. Gostava dele em Oregon, defendi que ele fosse a primeira escolha e gostei dele em vários momentos. Toda matéria que você lê sobre o cara é enobrecedora. Ele é um excelente companheiro, dava carona para jogadores que mal tinham vaga no elenco, salvou três crianças em um incêndio. Só uma coisa que falei anteriormente é mentira.

Na temporada passada, com Matt LaFleur chegando para ser coordenador ofensivo, eu pensava que ia rolar uma explosão. Não aconteceu. Claro, os recebedores não ajudam e fica difícil quando seu tight end acima da média vê o seu tornozelo ir para o espaço. Enfim, vamos falar sobre isso mais tarde.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

Na NBA, eu só totalmente a favor dos três pontos, amo Stephen Curry e não tenho problemas com James Harden. Mas é claro que ficou um pouco chato todo time tentando fazer a mesma coisa, mesmo que os arremessos de três não sejam de qualidade. Na NFL também houve uma clara mudança: os ataques tornaram-se muito mais aéreos, os linebackers tiveram que se adaptar e a posição de safety é uma das que mais mudou.

O Tennessee Titans é old school. Como Mariota ainda tropeça, o ataque terrestre assumiu a bronca de Derrick Henry, passando de 176 carregadas e 744 jardas para 215 carregadas e 1.059 jardas, mais do que dobrando seu número de TDs (de cinco para 12). Dion Lewis teve 155 carregadas, mesmo sendo uma ameaça talvez maior no jogo aéreo, como mostrou nos Patriots.

Essa tônica deve continuar nesta temporada, já que o time trouxe o enorme Rodger Saffold dos Rams para ser o guard e jogar com Taylor Lewan, três vezes Pro Bowler em cinco anos na liga.

E a defesa segue com grandes nomes. Nos anos em que não tinha muito para falar dos Titans, eu sempre tinha que citar Jurrell Casey, um monstro no meio da linha defensiva e dono de sete sacks em 2018. Cameron Wake chega de Miami depois da aposentadoria de outro veterano pass rusher, Brian Orakpo. Wesley Woodyard segue como um linebacker de excelente produção e a secundária com os ex-Patriots Logan Ryan e Malcolm Butler, o irregular Adoree Jackson e o acima da média Kevin Byard.

A questão aqui é fazer os mais jovens chegarem ao nível dos veteranos. Se Jackson, o pass rusher Harold Landry e o DL Jeffrey Simmons (recuperando-se de lesão no joelho) conseguirem ser consistentes para complementar os mais veteranos Casey, Woodyard e Byard, estamos falando de uma defesa que pode ser realmente boa.

Marcus Mariota, quarterback do Tennessee Titans

(Crédito: Twitter/reprodução)

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

Os Seahawks usam a mesma fórmula, mas tiram big plays da cartola e two minutes drills quando precisam porque tem um tal de Russell Wilson. Marcus Mariota não precisa ser o camisa 3 de Seattle, mas o problema é que ele não fica tanto no campo porque se expõe muito e não tem nem metade da qualidade. Se ele chegar a 70% de Wilson por 16 jogos, os Titans vão para os playoffs.

Só que é difícil ficar esperando isso, ainda mais porque chegamos no ano 5 (sim, isso mesmo, estamos ficando velhos). Por isso os Titans trouxeram Ryan Tannehill depois de anos colocando Blaine Gabbert e Matt Cassel em campo. Tannehill é uma evolução comparado a esses dois e pode perfeitamente assumir a titularidade e mostrar que o problema maior era Miami, não ele.

Além da linha ofensiva boa, um bom duo de tight ends em Walker e Jonnu Smith, uma dupla de running backs complementar, o time tem Corey Davis, que se não merecia ser a quinta escolha de Draft, ele pode ser um recebedor de 1.000 jardas na NFL. E Adam Humphries é o típico recebedor de rotas curtas que os Patriots empregam há anos e que quase foi para New England ao sair de Tampa Bay.

Não falamos de um ataque sem peças, muito pelo contrário. Só que Mariota vai produzir? Tá na hora.

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

Sinceramente, eu colocaria os Titans em um ano de queda, mas a notícia de Andrew Luck me chocou e a de Lamar Miller me deixou um pouco com pé atrás com os Texans, além da questão Jadeveon Clowney. Depois de um duelo duro na semana 1, a tabela não é complicada.

tabela tennessee titans 2019

Vejo os Titans superiores aos Colts e melhores que os Texans (que acredito que irão cair) e em um bom duelo com os Jaguars. Acredito que pensar em 4-2 dentro da divisão não é loucura e vitórias fora de casa contra os Raiders e Panthers também não são fora da realidade. Os jogos que realmente são mais difíceis são contra os Chiefs em casa e Browns fora. De resto, até os Saints em casa na semana 16 pode render um triunfo.

Dito tudo isso, depois de três temporadas com nove vitórias, acho que estamos falando em uma temporada dos Titans com… 10 vitórias. De novo o bobão aqui vai botar fé no Mariota. Prometo que se ele não entregar essas 10 vitórias eu termino a relação.

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