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Prévia Tampa Bay Buccaneers 2019: Jameis Winston incógnita contínua e novo pirata no comando

Prévia Tampa Bay Buccaneers

O que podemos esperar de um time cujo quarterback titular é uma completa incógnita? Após quatro temporadas na National Football League, Jameis Winston nos apresentou mais perguntas do que respostas. Bem mais.

O camisa 3 chamou a atenção mais fora de campo do que extracampo (uma dica é que envolve Uber, mas não com ele fazendo bico de offseason) e ainda não chegou nem perto de fazer jus ao status de primeira escolha geral do draft de 2015.

Porém, o signal caller agora tem duas palavras que, juntas, representam um trunfo e, ao mesmo tempo, algo capaz de desmascará-lo: Bruce Arians.

Categoria: Eu tenho que assistir?
Campanha em 2018: 5-11
Projeção para 2019: 6-10
O que me faz sorrir: Bruce Arians no comando no navio dos bucaneiros
O que me faz ter calafrios: secundária, running backs e special teams

Se Winston não conseguir de fato mostrar a que veio, agora que terá como mentor um técnico do porte de Arians, então seus dias como titular dos Bucs podem estar contados.

Arians, mesmo após problemas de saúde, resolveu voltar da aposentadoria para assumir esse Tampa Bay cheio de buracos. O ‘velhinho’ de quase 67 anos não tem muitos anos mais como head coach, então é preciso iniciar a reformulação para ontem.

Arians, aliás, rasgou elogios a Winston em janeiro, dizendo que o QB “pode ganhar tudo”. Mas vamos analisar friamente o que o líder de ataque entregou até agora desde 2015. O que ele entregou em campo, pelo menos…

Em 56 jogos, são 58 interceptações e 37 fumbles no total, um verdadeiro horror. Winston erra mais do que o Deyverson estraga contra-ataques no Palmeiras.

Calma. Antes que 40% da imensa massa de cinco torcedores dos Bucs no Brasil me xinguem, Winston tem sim seus méritos. É um quarterback de bom braço, que completou mais de 61% de seus passes na liga para 14.628 jardas e 88 touchdowns.

Mas, ao mesmo tempo, o QB de Tampa Bay vem de uma temporada 2018 em que, além de ter encarado uma suspensão, lançou 14 interceptações em 11 jogos. Incluindo uma atuação horrorosa na derrota por 37 a 34 para o Cincinnati Bengals, em outubro, com uma interceptação mais feia que a outra. Erros mais feios que xingar a mãe por falta de mistura no almoço.

Se Winston conseguir enganar um pouquinho que seja em 2019, ele receberá um contrato legal. A NFL sabe como jogar dinheiro no lixo com QBs medianos, não se preocupe, Winston.

E, convenhamos: se um guru ofensivo como Arians, que já ganhou dois títulos de Técnico do Ano da NFL e já fez milagres (com quarterbacks e com o Arizona Cardinals, que chegou a ter 8-8 em 2017 mesmo com Carson Palmer lesionado na maior parte da temporada), não der jeito em Winston, nem o Roberto Justus conseguirá.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

Falamos, falamos e falamos de Winston. E a boa notícia para o torcedor dos Bucs é que, pelo menos em termos de peças para o jogo aéreo, o camisa 3 tem o que celebrar.

Mike Evans é um BAITA DUM WIDE RECEIVER (voz do craque Neto) e não teve uma temporada sequer com menos de 1.000 jardas recebidas desde que entrou na NFL, ao ser selecionado com a sétima escolha geral do draft de 2014.

Inclusive, o camisa 13 vem do melhor ano de sua carreira em termos gerais: em 2018, foram 86 recepções para 1.524 jardas (média de 17,7 jardas por recepção) e oito touchdowns.

O WR número 2 é Chris Godwin, que tem Deus e vitória no mesmo sobrenome, então é para glorificar de pé. Em seu segundo ano na liga em 2018, o camisa 12 fez 59 recepções para 842 jardas e sete touchdowns. Nada mal.

Winston ainda tem à sua disposição os bons tight ends O.J. Howard e Cameron Brate.

Em sua segunda temporada na liga, Howard fez 34 recepções para 565 jardas e cinco TDs. E isso em apenas 10 jogos disputados. Talento ele tem de sobra, mas precisa se manter longe do departamento médico.

Peças para Winston lançar a bola há de sobra. Agora resta ele aproveitá-las.

Jameis Winston, quarterback do Tampa Bay Buccaneers

(Crédito: Twitter/reprodução)

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

Basicamente daria para fazer uma monografia neste tópico se eu desejasse. Os Buccaneers têm mais buracos do que a rodovia BR-230 em vários setores.

Grupo de running backs, linha ofensiva, secundária, special teams. Eu não estou exagerando.

Vamos falar brevemente sobre cada para não tomar mais tempo da sua vida melancólica, torcedor dos Buccaneers.

No grupo de RBs, Peyton Barber e Ronald Jones lideram as ações. Barber foi o melhor do time em 2018, com 234 corridas para 871 jardas e cinco touchdowns. Média de 3,7 jardas por corrida é algo que minha vó no auge conseguiria superar.

Um ataque terrestre ineficiente pode significar mais bolas lançadas por Winston (ele de novo). E isso pode significar… desastre.

A linha ofensiva não é nenhum primor. Nas pontas, Donovan Smith é um left tackle nada mais do que OK. Do lado direito Demar Dotson em breve estará mais perto dos 40 do que dos 30. E o miolo conta com o guard Ali Marpet, esse sim um bom lineman, além do fraco center Ryan Jensen.

Já que estou me estendendo demais, vamos à defesa.

A linha defensiva é boa? Até que sim. O pass rusher Gerald McCoy foi a maior perda de offseason no setor e Vinny Curry também saiu. Em compensação, Ndamukong Suh(jo) chegou para reforçar o interior, sendo um grande jogador na contenção do jogo terrestre.

Vita Vea é um nose tackle de qualidade também. E, nas pontas, Jason Pierre-Paul pode ser um grande pass rusher, mas antes ele precisa se recuperar da fratura na vértebra sofrida em um acidente de carro na offseason. Sim, JPP também perdeu dedos das mãos devido a um rojão anos atrás e virou especialista na arte de fazer cag**** na intertemporada.

No draft, os Bucs pegaram o jovem Devin White com a quinta escolha e ele chega para ser um bom middle linebacker para se construir ao redor dele. O corpo de linebacker também conta com o ótimo Lavonte David.

Mas aí que vêm os problemas.

A secundária é um horror. Nem a cara do Marquito, do Ratinho, é tão assustadora.

Vernon Hargreaves, selecionado na primeira rodada do draft de 2016, foi mal na temporada, sofreu com lesões e dificilmente melhorará muito. A única notícia boa é que Sean Murphy-Bunting e Jamel Dean foram selecionados no começo do draft e podem melhorar as coisas na posição.

A defesa dos Bucs contra o passe foi medonha na temporada passada, cedendo um passer rating médio de 110.9 aos QBs adversários e permitindo 72,5% de passes completados, ambas marcas que foram as segundas piores da história da NFL em uma única temporada nos dois quesitos, segundo o ‘The Athletic’.

Os quatro titulares combinaram para uma mísera interceptação no ano passado. E Arians ainda disse que o problema na secundária foi resolvido.

É, o negócio dele é ataque mesmo…

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

É, nem tem muito o que falar. Essa projeção minha deve ser bem realista e ficarei muito impressionado se os Bucs chegarem a sete vitórias, quem dirá oito.

A tabela já no começo da temporada é uma pedrada: San Francisco 49ers (casa), Carolina Panthers (fora), New York Giants (casa), Los Angeles Rams e New Orleans Saints (fora) e Panthers (casa).

Após o bye na semana 7, ainda há jogos contra Tennessee Titans e Seattle Seahawks (fora), o Arizona Cardinals de Kyler Murray e Kliff Kingsbury (alguém sentiu cheiro de jogo de 500 jardas de Murray?), mais um contra os Saints, Atlanta Falcons (fora e casa) e Houston Texans (casa).

Se eu fosse você, torcedor dos Bucs, começava a rezar agora mesmo…

 

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