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Prévia Seattle Seahawks 2019: ataque estilo Felipão, muito Russell Wilson e defesa enfraquecida

Prévia Seattle Seahawks

Depois de conquistar o Super Bowl (2013) e ir aos playoffs por mais três anos (até 2016), o Seattle Seahawks teve uma queda de rendimento em 2017, quando já começava a reformular o seu elenco. No ano passado, Russell Wilson foi o grande responsável por impedir a equipe de Pete Carroll de seguir a rota de uma reformulação dolorosa, com uma campanha de playoffs.

Para esta temporada, Doug Baldwin e Kam Chancellor não estão mais no elenco, mas tudo bem. Essa parte da reconstrução já fazia parte de 2018.

No entanto, outros nomes importantes saíram e isso se deu por um grande motivo: a justa e merecida renovação contratual, que tornou o camisa 3 o quarterback mais bem pago da liga. A pressão agora é que ele corresponda à altura e mantenha os Seahawks em nível de pós-temporada. Com isso, podemos esperar uma queda de rendimento pelo enfraquecimento do elenco.

Categoria: Vai rolar uma decadência?
Campanha em 2018: 10-6
Projeção para 2019: 9-7
O que me faz sorrir: Russell Wilson
O que me faz ter calafrios: linha defensiva

Em palavras rápidas, o ataque está a cara do treinador Pete Carroll, que tem um quarterback “do futuro” com uma linha ofensiva que melhorou muito e um jogo voltado para a corrida. Por sua vez, a defesa perdeu peças, principalmente na linha defensiva. Tudo isso explicarei a seguir.

Além disso, o time de especialistas é um dos melhores da liga. Michael Dickson supriu a carência de um punter no ano passado, tendo média de 48,2 jardas, a segunda melhor da liga. Jason Myers é o novo kicker depois de ter acertado seis de sete field goals com mais de 50 jardas pelos Jets. E Tyler Lockett é uma arma fatal nos retornos.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

O ataque está longe de ser o tiki-taka do Barcelona e mais se assemelha ao jogo vertical de Felipão, mas é exatamente isso que você precisa para vencer nessa liga.

Atendendo os desejos obscuros de Pete Carroll, o Seattle Seahawks tem excelente jogo corrido. No ano passado, a equipe liderou a liga com 2.560 jardas terrestres, sendo que Chris Carson foi quem puxou o carro com 1.151 jardas (5º da NFL) ao usar um estilo muito similar ao de Marshawn Lynch. Junto com ele, Rashaad Penny aliviava nos momentos-chave.

Isso só foi possível em grande parte porque a linha ofensiva melhorou muito. Duane Brown protegeu o blind side e Germain Ifedi reduziu o número de faltas que comete (16 para 10). D.J. Fluker é excelente abrindo o jogo corrido e é um excelente nome. O ponto fraco são os 51 sacks permitidos.

Tudo isso se junta com a verticalidade de Tyler Lockett e DK Metcalf, wide receivers incisivos e que incomodam muito a defesa. Essas características se casam com o jogo de Russell Wilson, que muitas vezes ganha tempo para seus recebedores fazendo jogadas mágicas. Isso sem contar quando ele resolve a parada correndo com a bola.

Longe de ser um cara das estatísticas, o quarterback é o líder de passes para touchdowns desde 2017 com 69 no período. Ele corre, ganha tempo para os wideout e faz os passes. Tudo que Pete Carroll poderia querer. Basicamente um Cam Newton versão 2015 – ano em que foi MVP – melhorado.

Resultado: um time vertical e que corre, o que permite controlar o tempo.

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

Nada é perfeito e no Seattle Seahawks isso também é verdade. O caminhão de dinheiro entregue a Russell Wilson enfraqueceu a defesa. Frank Clark foi para o Kansas City Chiefs e o calouro L.J. Collier e o segundo anista Jacob Martin serão os defensive ends. Jarran Reed teve 10,5 sacks no ano passado, mas será desfalque por suspensão nos seis primeiros jogos da temporada. Assim, Poona Ford terá mais pressão sobre si. Ziggy Ansah, que chegou de Detroit, precisa se recuperar de lesão no ombro e virilha e voltar em grande estilo para os Seahawks serem fortes neste setor.

Bobby Wagner é um dos melhores linebackers da liga e tem ao seu lado K.J. Wright, que só jogou um terço da última temporada por causa de lesão no joelho. Eles são o alívio na defesa.

ATUALIZAÇÃO: Jadeveon Clowney (9,5 e 9 sacks nas últimas duas temporadas) chegou em cima da hora em troca com o Houston Texans e ajudará (e muito) a defesa do Seattle Seahawks.

A dominante secundária não existe mais. A Legion of Boom foi oficialmente extinta com Earl Thomas se tornando free agent e indo para o Baltimore Ravens. Bradley McDougald precisou assumir o papel de liderança em uma secundária jovem e que ainda precisa melhorar. Em suma, uma defesa com muito mais buracos que no passado.

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

Os primeiros dez jogos do Seattle Seahawks serão alternados entre partidas como mandante e visitante. Serão cinco partidas contra equipes que foram aos playoffs no ano passado: dois contra o Los Angeles Rams, uma fora casa contra o Philadelphia Eagles e confrontos como mandante contra Baltimore Ravens e New Orleans Saints.

Os duelos contra Minnesota Vikings e Pittsburgh Steelers também são importantes, ambos ficaram perto de ir para a pós-temporada. A chave será chegar na reta final vivos, nem que seja no esquema de tudo ou nada.

Isso porque fechará 2019 com confrontos contra Arizona Cardinals e San Francisco 49ers, as duas piores equipes da temporada passada. Uma observação? Os Niners venceram os Seahawks no CenturyLink Field em 2018.

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