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Prévia Pittsburgh Steelers 2019: agora sem Antonio Brown e Le’Veon Bell, time promete menos ‘chilique’

Pittsburgh Steelers

“Alô, Art Rooney II? Aqui é o Senor Abravanel! Silvio Santos, rapaz! Viu, tava querendo comprar os direitos para filmar o seu time e passar nas tardes depois do Casos de Família. Tá interessado?”.

Essa conversa (não posso dizer se é fictícia ou não) teria acontecido lá em dezembro do ano passado, perto do aniversário do dono do SBT, que queria um presente especial e foi tentar consegui-lo junto ao presidente do Pittsburgh Steelers.

A temporada 2018 da franquia da Pensilvânia foi um drama só, melhor do que muitas das novelas mexicanas exibidas pelo Sistema Brasileiro de Televisão.

Categoria: Buscando um motivo para sorrir
Campanha em 2018: 9-6-1
Projeção para 2019: 10-6
O que me faz sorrir: agora não terei mais que escrever tanto (espero) sobre o fuzuê no vestiário
O que me faz ter calafrios: a secundária

Antonio Brown foi o principal motivo para drama em todos os sentidos, chegando inclusive a sumir do time antes da semana 17 do campeonato passado. Mas, agora, ele está no Oakland Raiders (e já causando problemas por lá), depois de ser trocado.

Le’Veon Bell, que fez boicote durante toda a temporada passada em meio a uma disputa contratual com os Steelers, fechou com o New York Jets na free agency e está respirando novos ares.

E Ben Roethlisberger, mesmo com sua liderança sendo questionada por alguns (e tretando com Brown), segue lá como o franchise QB da organização e ainda tem lenha para queimar.

Perder atletas do talento de Brown e Bell nunca é fácil, mas era uma ‘faxina’ necessária. Agora, chega de desculpas, Mike Tomlin!

Este é um caso claro em que menos é mais. Agora, resta os Steelers provarem que essa limpeza realmente vai render dividendos.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

O ataque dos Steelers ainda tem talento, mesmo sem Bell e Brown, muito por causa de JuJu Smith-Schuster e de uma linha ofensiva parruda, sendo este um dos setores mais estáveis na equipe nos últimos anos.

Smith-Schuster agora é claramente o WR número 1 dos Steelers e precisa ocupar imediatamente esse posto deixado por A.B. A boa notícia é que o jovem de 22 anos de idade vem de uma temporada 2018 em que somou 111 recepções para 1.426 jardas e sete touchdowns. Esses números, inclusive, foram melhores do que os de Brown (104 recepções para 1.297 jardas), exceto os TDs.

Já no caso da perda de Bell, James Conner mostrou que está pronto para ser o principal RB do time. No ano passado, em sua segunda temporada na liga, o camisa 30 correu 215 vezes para 973 jardas e 12 touchdowns, além de ter feito 55 recepções para 497 jardas e um TD.

E, em relação a Big Ben, mesmo com 37 anos nas costas, o durão QB é o cara e vem de uma temporada em que liderou a NFL em jardas de passe, com 5.129, e lançou para 34 touchdowns e 16 interceptações. O camisa 7 não parece estar em declínio e até recebeu uma extensão de dois anos de contrato nesta offseason.

A linha ofensiva, que já mencionamos como um primor, pode até ter perdido o right tackle Marcus Gilbert, trocado com o Arizona Cardinals, mas ainda tem Alejandro Villanueva, excelente bloqueador de blindside, David DeCastro, um dos melhores guards da liga, e o bom center Maurkice Pouncey.

A menos que ocorra uma catástrofe, Roethlisberger estará bem protegido novamente.

Ben Roethlisberger, quarterback do Pittsburgh Steelers

(Crédito: Twitter/reprodução)

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

Olha, a defesa dos Steelers sempre foi conhecida por sua qualidade, mas não vinha rendendo o mesmo desde o afastamento de Ryan Shazier devido a uma grave lesão nas costas. Contudo, com a décima escolha geral do draft de 2019, o time selecionou o linebacker Devin Bush, da Universidade de Michigan, e ele deve ser um substituto perfeito.

O front seven no geral é muito bom, com a linha defensiva contando com jogadores excelentes do porte de Cameron Heyward e Stephon Tuitt, e o corpo de linebackers também tendo um pass rusher muito bom chamado T.J. Watt.

Mas o que me faz ficar com nojo é a secundária.

O cornerback Steven Nelson foi trazido, mas não é nenhum primor na cobertura de passes, longe disso. Do outro lado está Joe Haden, esse sim um bom cornerback. Mas, além dele, há caras como Artie Burns, que ainda não rendeu o esperado e não fez jus à expectativa de um jogador selecionado na primeira rodada em 2016.

Na posição de safety, Terrell Edmunds não brilhou em sua temporada de calouro, depois de ser selecionado na primeira rodada em 2018, mas ainda é jovem e pode brilhar. E Sean Davis é mediano (e nada mais).

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

Agora livre de muitas turbulências e com um ambiente mais leve, os Steelers têm tudo para voltar aos trilhos.

Não sou o maior fã de Mike Tomlin como head coach, mas seus números são inegavelmente consistentes e, desde que ele assumiu o cargo em 2007, as piores campanhas foram de 8-8 (em 2012 e 2013). Ou seja, nunca abaixo dos 50% de aproveitamento.

Os Steelers começam a temporada com dois jogos bem difíceis, estreando contra o New England Patriots, fora de casa, e depois recebendo o Seattle Seahawks, no Heinz Field.

A equipe ainda tem partidas bem duras contra o Los Angeles Chargers, fora de casa, na semana 6, e contra o Los Angeles Rams, em casa, na semana 10. Mas, no geral, a tabela não é das piores.

Portanto, agora com menos chilique e mais futebol americano, é bem possível que o time consiga pelo menos umas nove ou dez vitórias nesta temporada.

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