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Prévia Philadelphia Eagles 2019: agora é Carson Wentz até morrer

Philadelphia Eagles

Quando surgiu no final da temporada passada uma reportagem, com fontes anônimas, que deixava no ar que Carson Wentz não gerava tanta empolgação e empatia no vestiário como Nick Foles, tudo fez sentido. Por dois anos seguidos o Philadelphia Eagles teve Foles no momento de maior importância, não só deixando a peteca no ar como ainda elevando o nível de competitividade.

Agora Foles está em Jacksonville. E Carson Wentz já assinou uma extensão de 107,9 milhões de dólares garantidos. O time é dele. Será que isso é bom?

Categoria: Vai rolar uma decadência?
Campanha em 2018: 9-7
Projeção para 2019: 11-5
O que me faz sorrir: elenco muito talentoso
O que me faz ter calafrios: lesões

A temporada pós-conquista do Super Bowl foi esquisita para os Eagles, com queda de desempenho, um zilhão de lesões, um 4-6 e a reação final para chegar nos playoffs, bater o Chicago Bears por causa de um erro incrível do kicker rival e no fim a eliminação nas mãos do New Orleans Saints. Respeito quem pensar que vai rolar uma decadência.

Mas não se engane, o time continua bom, especialmente o ataque. Então vamos partir para o que interessa.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

Estamos falando de um ataque com um tight end que está quase pau a pau com Travis Kelce (Zach Ertz, 1163 jardas e 8 TDs em 2018). Alshon Jeffery é um recebedor acima da média, Nelson Agholor tem Doug Pederson como o salvador de sua carreira e DeSean Jackson volta, ainda com status de ídolo, como uma ameaça de big play cada vez que está em campo.

Mesmo no ano do Super Bowl o ataque dos Eagles quando se tratava de running backs eram complementar, com vários nomes para compensar a falta de um definitivo. Jordan Howard, que veio em troca dos Bears, pode ser esse cara e dominar no backfield. E Carson Wentz, tirando o fato de ter tido sua liderança questionada, era um candidato a MVP em 2017 até se machucar e em 2018, mesmo voltando de lesão no joelho e com um problema nas costas, teve mais de 3 mil jardas, quase 70% de aproveitamento dos passes e 21 TDs em apenas 11 jogos.

Carson Wentz, quarterback do Philadelphia Eagles

Ele precisa se manter em campo (Crédito: Twitter/reprodução)

Entendeu o que estou falando? Este é um ataque que continua metendo medo. Sim, a linha está envelhecida, mas Jason Peters e Jason Kelce figuraram no topo de suas posições por anos. Lane Johnson é um dos melhores right tackles da liga. Ainda tem os calouros JJ Arcega-Whiteside de wide receiver e o running back Miles Sanders que muitos esperam que tenham papel nesse ataque.

A linha pode cair um pouco de rendimento, mas está longe de ser a razão para esse ataque naufragar, caso isso aconteça, a menos que as lesões voltem a limar o elenco. Essa é minha preocupação, que exponho mais abaixo.

Se Carson Wentz machucar, quem entra é Josh McCown, o eterno.  Ok, devo admitir que quero ver ele em campo.

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

Não tem nada que me deixa exatamente com nojo. A defesa é ótima e se no ano passado sofreu no jogo aéreo é porque todos os cornerbacks foram parar na UTI basicamente. O pass rush continua incrível com Fletcher Cox e Brandon Graham agora com a companhia de Malik Jackson (ex-Jaguars) e ainda tem Derek Barnett e Vinny Curry, que voltou de Tampa. As perdas de Michael Bennett (Patriots) e Chris Long (aposentadoria), que seriam um peso para muitos, na Filadélfia são menos sentidas.

Malcolm Jenkins é o líder da secundária, que terá Ronald Darby (9 jogos em 2018) e Rodney McLeod (13 jogos perdidos em 2018) de volta. Jalen Mills está machucado e irá perder o começo da temporada.

Estamos falando de um ataque cheio de bons nomes e um pass rush especificamente de alta qualidade, que terá o sinal verde (não é trocadilho) com Jim Schwartz para ir atrás do QB rival sempre. O problema é que todos esses jogadores tem uma certa idade e histórico de lesões. E vimos ano passado quanto isso derrubou os Eagles.

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

O Philadelphia Eagles é o melhor time da NFC East, apesar do Dallas Cowboys ter sido o vencedor na temporada passada. Com os Giants em uma fase que não sei nem como intitular e os Redskins parados na mediocridade, é perfeitamente normal esperar pelo menos um 4-2 dentro da divisão.

philadelphia eagles 2019 tabela

Saindo dela, há vários jogos desafiadores. Receber o Chicago Bears na reedição do Cody Parker game é um deles, no dia 3 de novembro. Mesma coisa jogar em Minnesota na reedição da final da NFC de 2017. O jogo dos Bears é o início de uma sequência que tem Patriots e Seahawks, também em casa, com um bye no meio. Se o time sai da semana 12 com quatro ou menos derrotas, falamos de um time que pode até pegar bye na NFC.

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