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Prévia New York Jets 2019: reforços de peso, expectativas altas e buracos no elenco

Prévia New York Jets

O New York Jets é o nome da cidade. A equipe fez o que se esperava que o New York Giants tivesse feito. Com um quarterback com futuro, o time recebeu como principal adição o running back Le’Veon Bell.

Depois de três anos com Todd Bowles, o time nova-iorquino trouxe Adam Gase diretamente de Miami. O treinador, que estava no rival, conseguiu fazer frente ao New England Patriots por três temporadas, além de ter ficado em segundo da divisão em duas oportunidades, sendo que foi aos playoffs em seu primeiro ano nos Dolphins.

Mais importante do que isso, Gase conseguiu construir uma boa cultura. Soma-se a isso sua moral. Para se ter ideia, o general manager Mike Maccagnan foi demitido em maio, dando mais poder ao head coach inicialmente. Mas, então, Joe Douglas chegou como novo GM e vai dividir as funções com o treinador.

Categoria: Buscando um motivo para sorrir
Campanha em 2018: 4-12
Projeção para 2019: 8-8
O que me faz sorrir: o time está fazendo as coisas certas
O que me faz ter calafrios: elenco raso

O que eu gosto e não gosto nesse time é a mesma coisa. Incrivelmente. Enquanto o New York Jets está no caminho para voltar a ter alguma relevância, o que irá gerar melhores resultados em 2019, a equipe ainda toma decisões ruins.

Um dos exemplos é no grupo de especialistas. Deixar o kicker Jason Myers e o retornador Andre Roberts irem embora é uma decisão duvidosa. Contudo, não vou estregar a surpresa escrevendo mais aqui.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

Os reforços do New York Jets são de brilhar os olhos. A principal aquisição foi o running back Le’Veon Bell, que ficou um ano sem jogar por opção própria. Esse canivete suíço é paciente correndo com a bola e ainda é um recebedor incrível. Ele se juntará ao quarterback Sam Darnold, que, apesar dos altos e baixos em 2018, terminou o ano em alto nível e ainda trabalhou muito na offseason para melhorar no pocket. A dúvida é se ele voltará tocando o sino ou precisará se readaptar.

Outro nome para o ataque é o slot receiver Jamison Crowder, que é uma peça fundamental no esquema de Adam Gase. Ele se junta a Robby Anderson no corpo de recebedores, já deixando Darnold com três boas alternativas. Com os reforços e a chegada de um novo head coach conhecido por desenvolver quarterbacks, o camisa 14 deve melhorar o seu jogo.

A equipe nova-iorquina também trouxe bons nomes para o lado defensivo. O defensive tackle Quinnen Williams foi draftado na primeira rodada e se juntará a Leonard William para formar uma grande dupla na linha defensiva. Já na segunda camada do front seven, C.J. Mosley vem de bons anos pelo Baltimore Ravens.

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

Ao mesmo tempo em que melhorou muito, o New York Jets segue como um time em reformulação e é justamente isso que fará Adam Gase não ter um primeiro ano explosivo. Há muitos buracos no elenco que ainda precisam ser preenchidos.

A linha ofensiva foi uma bagunça no ano passado e pouco se fez para resolver essa questão. Spencer Long foi mal como center e ninguém foi contratado. A aposta é que Jonatthan Harrison conseguirá parar a sangria. Outra esperança é que Kelechi Osemele seja uma melhoria em relação a James Carpenter.

Já na defesa Gregg Williams, um dos responsáveis pelo bountygate e fã da pressão ao quarterback adversário, não tem um pass rusher de elite e tudo está nas costas de Quinnen Williams. A secundária não faz boas coberturas, o que pode pesar contra o front seven, e Trumaine Johnson chegou na tentativa de reencontrar o seu melhor junto ao coordenador defensivo, com quem já teve sucesso.

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

O calendário do New York Jets é no mínimo curioso. Pela frente terão jogos contra Cleveland Browns, Buffalo Bills e New York Giants, times que estão em um momento similar. As maiores pedreiras serão contra New England Patriots, Dallas Cowboys e Philadelphia Eagles.

Só aí foram mais da metade dos jogos. No meio do caminho ainda há duelos frente a Jacksonville Jaguars, Pittsburgh Steelers e Oakland Raiders. Então, projetando altos e baixos, é justo dizer que oito vitórias é um bom objetivo e parte desse target será definido nos jogos de divisão contra Bills, com quem briga pelo vice da AFC East, e o enfraquecido Miami Dolphins.

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