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Prévia New York Jets 2017: o time nem está escondendo que apertou o botão de tank

Prévia New York Jets

O New York Jets teve um ano de 2015 interessante, conseguindo reerguer a carreira de Ryan Fitzpatrick e Brandon Marshall e ficando muito perto de playoffs, algo que não vem desde o começo da era Rex Ryan. O problema é que aquele time não tinha para onde subir e tinha muito para cair, o que acabou acontecendo.

Fitzpatrick foi embora, Marshall está nos Giants e a direção da equipe não escondeu que 2017 é um ano que já é para ser esquecido antes mesmo da temporada começar. O time não vai ganhar jogos e nem quer ganhar jogos, visando a primeira escolha do Draft de 2018.

Categoria: quanto falta para a temporada 2018 mesmo?

Desempenho em 2016: 5-11

Previsão nada científica para 2017:  3-13

Linha de Las Vegas (você pode apostar em mais ou menos vitórias que o número a seguir): 4,5

Jogadores de Pro Bowl em 2017: Leonard Williams

Quem pode se juntar a essa lista:

Por enquanto, a primeira escolha do Draft de 2018 é o quarterback Sam Darnold, de USC. E é por ele que os Jets (não) vão jogar em 2018. Isso ficou claro com a estratégia na offseason: o time abriu mão, além dos citados Fitzpatrick e Marshall, do wide receiver Eric Decker, o linebacker David Harris (desde 2007 no time), o 7x Pro Bowler e draftado pelos Jets em 2011, Nick Mangold e o cornerback Darrelle Revis. Só isso.

E a substituição, veio? Claro que não.

Por isso não vou me alongar muito nessa prévia, porque não há muito o que analisar. Enquanto os Browns, que ganharam um mísero jogo em 2016, têm muito a ser analisado e com certeza é um time que deve subir de rendimento, mesmo que isso não signifique vitórias a rodo, os Jets estão mesmo no começo da reconstrução.

O problema é que é os Jets e mesmo esse processo já começa estranho. Por exemplo, o quarterback titular será Josh McCown, de 38 anos e quem sem dúvida nenhuma não estará no time quando a reconstrução estiver terminada. A razão para isso é que os Jets e o seu general manager Mike Maccagnan erraram brutalmente escolhendo Christian Hackenberg na segunda rodada em 2016. Hackenberg é o QB que faria sentido aqui para ele poder provar seu valor sem a pressão de ganhar jogos porque todos sabem que o time não vai ganhar, mas seu desempenho em treinos e jogos de pré-temporada nesse último ano e meio é tão ruim, que nem essa chance ele terá.

E McCown não tem a mínima chance de ser bem-sucedido. Decker e Marshall saíram e a chance seria para Quincy Enunwa, surpreendente em 2016 (857 jardas, 4 TDs), de 25 anos. Mas com uma lesão no pescoço, ele já está fora da temporada.

A linha é provavelmente a melhor parte desse ataque destruído, mas ainda tem diversas dúvidas. Além dos guards James Carpenter e Brian Winters, ainda não há titulares definidos para a posição de center e ambos os tackles. Mesmo assim, o site Pro Football Focus coloca essa linha na posição 20 da NFL. Para um time em reconstrução, isso não é deprimente.

Por isso o coordenador ofensivo John Morton, que assume no lugar do aposentado Chan Gailey, deve investir muito no jogo corrido, com o potente Bilal Powell e Matt Forte, longe de seus anos áureos, ainda podendo ser uma ameaça dupla e estender sua carreira justamente por não ser o running back que vive de contato. Com McCown e os famosos quem recebedores Robby Anderson, Jalin Marshall e Charone Peake, com certeza não teremos o ataque dos Broncos de 2013 rolando em Meadowlands.

A defesa ainda tem algo

Muhammad Wilkerson, Sheldon Richardson e Leonard Williams. A linha defensiva dos Jets continua muito boa e Williams é o principal jogador do time hoje e com certeza uma pedra fundamental nesse processo de levantamento da franquia. Já Wilkerson pode ser um dos que saem, já que mesmo com o contrato que assinou ano passado, ele pode ser cortado ao final desta próxima temporada sem grandes penalizações financeiras.

E se Wilkerson precisa se provar para receber um belíssimo salário em 2018 pelos Jets, Richardson está lutando por um novo contrato e também precisa melhorar seu desempenho de 2016. Se isso não é motivação suficiente para ambos, então os Jets não precisam deles para o futuro.

Atualização (01/09): logo no dia que publicamos a prévia dos Jets, a equipe troca Richardson para o Seattle Seahawks em troca do wide receiver Jermaine Kearse, com uma escolha de segunda rodada. O time de NY perde uma força na linha, mas havia a preocupação de perder ele na próxima free agency. Com Kearse, o time pode ter um wide receiver de respeito, apesar de sua queda de rendimento em 2016.

 

The gang's all here. #MondayMotivation

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Sem Harris no corpo de linebackers, o segundo anista Darron Lee precisa dominar esse segundo nível e provar que apesar de não ser uma monta de músculos, sua velocidade compensa. Só que ele vai sofrer na cobertura porque a secundária foi completamente renovada: Revis saiu e entrou Morris Claiborne, que finalmente em 2016 provou para os Cowboys que sua escolha em sexto no Draft de 2012 não foi completamente errada.  Buster Skrine e Marcus Williams continuam, mas na posição de safety, mais renovação, com Jamal Adams, escolha de primeira rodada dos Jets no último draft e Marcus Maye, a de segunda rodada, como prováveis titulares.

Os Jets são muito Jets mesmo. No ano da reconstrução, as duas primeiras escolhas no Draft são dois safeties. Não estou dizendo que foi errado, mas é bastante curioso.

A defesa sim parece a de um time em reconstrução: veteranos que precisam se provar, jovens talentos e muitos snaps para aprender a como jogar juntos e na NFL. O treinador Todd Bowles foi um excelente coordenador defensivo no Arizona Cardinals e pode trabalhar bem com essa turma. Seu emprego depende de uma ligeira mostra de evolução ao longo dos jogos.

Tabela

New York Jets tabela

Uma das apostas mais interessantes é “Quantos jogos os Jets serão favoritos na temporada 2017”. Sim, favoritos, não quantos vão ganhar. Você pode apostar em nenhum ou mais de um. Olhando na tabela, podemos argumentar que há dois jogos que suscitam dúvidas. Contra os Browns, em Cleveland, eu acho que os Jets são azarões. Mas contra o Buffalo Bills, em casa, na semana 9, eu acho que o time de Nova York pode chegar como ligeiro favorito, já que os Bills também deram início a uma reconstrução, apesar de ser menos profunda que a de Nova York.

E é isso. Las Vegas coloca a linha de vitórias em 4,5 e eu acho que ficará abaixo.

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