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Prévia New York Giants: secundária espetacular e dois recebedores fora do comum, NYG busca os playoffs mais uma vez

New York Giants

É possível que o New York Giants tenha a melhor defesa da NFC. Com uma secundária de elite e um front seven potente, o time de Ben McAdoo pode fazer jogo duro na NFC East.

O ataque também tem um reforço de peso em Brandon Marshall, que formará uma bela dupla de recebedores com o estelar Odell Beckham Jr. A grande dúvida que paira é se 2017 será um ano bom ou ruim de Eli Manning.

Categoria: a melhor defesa é a defesa

Desempenho em 2016: 11-5

Previsão nada científica para 2017: 9-7

Linha de Las Vegas (você pode apostar em mais ou menos vitórias que o número a seguir): 9

Jogadores de Pro Bowl em 2017: Odell Beckham Jr. (WR), Landon Collins (SS), Dwayne Harris (ST), Janoris Jenkins (CB)

Quem pode se juntar a essa lista: Eli Manning (QB), Brandon Marshall (WR), Damon Harrison (DT)

Ataque baseado no jogo aéreo

As últimas temporadas foram boas para Manning, que levou os Giants aos playoffs mais uma vez em janeiro. E é justamente isso que preocupa para 2017: o quarterback tem essa característica estranha de a cada 2 ou 3 anos ter uma temporada desastrosa. Em 2013, Manning lançou 27 interceptações, nove a mais do que seus touchdowns.

E a esperança dos Giants passa pela mão do QB, vez que o ataque de Nova York é baseado no jogo aéreo.

Odell Beckham Jr. é uma força por si próprio. Desde que chegou à NFL, há três temporadas, o recebedor sempre somou ao menos 1300 jardas aéreas e dez touchdowns. O recebedor, porém, pode desfalcar o time no início da temporada por conta de uma lesão.

Além dos números, OBJ é um fator que preocupa as defesas adversárias, o que abre espaços na secundária para os demais wide receivers da equipe. Com a chegada de Brandon Marshall, ex-Jets, o potencial ofensivo para os Giants é gigante. Marshall, quando contou com Ryan Fitzpatrick inspirado nos Jets, acumulou 1500 jardas e 14 TDs há duas temporadas.

Shane Vereen, principal running back dos Giants, é uma dupla ameaça, tanto no jogo corrido como recebendo passes no backfield—característica na qual se destacou quando atuou pelos Patriots.

Eli Manning terá, neste ano, a sombra de Geno Smith como seu reserva. Não é como se eu acreditasse que McAdoo tem coragem para colocar um dono de dois anéis de Super Bowl no banco, mas Smith é um dos bons reservas da NFL. Na improvável casualidade de Manning ter um início desastroso, defendo um teste com o reserva para tentar manter as chances de playoffs vivas—vale lembrar o que aconteceu quando o outro Manning foi para o banco de Denver por alguns jogos.

Defesa preparada para tudo

A secundária de Nova York é, possivelmente, a melhor da NFL. Na Conferência Nacional, é certamente a unidade mais recheada de bons jogadores. Dominique Rodgers-Cromartie e Janoris Jenkins formam uma dupla de cornerbacks de dar inveja a qualquer time da liga, e ambos foram ranqueados no top 10 da última temporada entre defensive backs pelo site Pro Football Focus. Eli Apple, filho da mãe mais legal da internet, é um jovem com potencial para chegar ao mesmo nível dos companheiros.

Os safeties dos Giants não ficam muito abaixo. Landon Collins, entrando em seu terceiro ano de NFL, está na elite de sua posição—em 2016, esteve entre os melhores jogadores de defesa da temporada e só tende a melhorar com mais experiência na Liga. Andrew Adams também é ótimo como free safety.

Para times que passam muito a bola, como o Detroit Lions (semana 2) e o Washington Redskins (semana 12 e 17), enfrentar essa defesa contra o jogo aéreo será dureza.

A verdade é que encarar os Giants não será fácil para ninguém. A defesa é bem construída nas duas dimensões. O front seven, embora não tão espetacular como a secundária, impõe algum respeito. Damon Harrison é o homem que fecha todos os espaços pelo meio da linha de scrimmage, e dificulta o jogo corrido adversário. Por fora, Jason Pierre-Paul e Olivier Vernon são fazem bem o pass-rush e incomodam demais os QBs. Devon Kennard é o melhor linebacker da equipe.

O problema desse front-seven, porém, é a falta de opções. Além dos titulares já citados, não há quem muito tenha se destacado no passado. Steve Spagnuolo, coordenador defensivo dos Giants, tem o grande desafio de fazer os demais jogadores na linha defensiva subirem de produção.

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