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Prévia New York Giants para a temporada 2018

New York Giants

Desde a reta final da temporada 2017 da National Football League, houve forte especulação de que Eli Manning seria substituído como quarterback titular do New York Giants. Contudo, o ídolo do Big Blue entra em sua 15ª temporada com a camisa do time e terá pelo menos mais um ano como signal caller principal por lá.

Categoria: 6-10 ou 10-6
Desempenho em 2017: 3-13
Falamos que teria: 9-7
Previsão nada científica para 2018: 6-10
Linha de Las Vegas (você pode apostar em mais ou menos vitórias que o número a seguir): 7
Jogadores de Pro Bowl em 2017: Landon Collins

Eli pode até estar longe do seu auge e claramente nos últimos anos de sua carreira, mas o camisa 10 ainda faz grande diferença no vestiário e no campo, obviamente. E ele tem motivos para sorrir entrando na temporada 2018.

O primeiro de todos é que o wide receiver Odell Beckham Jr. está novamente saudável, depois de perder a maior parte da temporada passada devido a uma fratura no tornozelo. E OBJ representa cerca de 40% (talvez um pouco menos neste ano e já vou explicar o porquê) do ataque dos Giants.

O segundo grande motivo é que os Giants selecionaram com a segunda escolha geral do draft o running back Saquon Barkley, considerado por muitos especialistas como o melhor jogador da classe de 2018 independentemente da posição. E creio que Barkley tenha a chance de ser cerca de 30% ou mesmo 40% do ataque da equipe (entendeu o porquê do parágrafo acima?).

O calouro é daqueles running backs completos, da escola Le’Veon Bell, com grande capacidade de assumir grande parte da carga de trabalho no jogo terrestre e ainda receber uma enorme quantidade de passes saindo do backfield.

Já imaginou ver Manning trabalhando com OBJ e Barkley neste ataque revigorado? Para mim, é tão empolgante quanto o Metallica fazendo um show no Allianz Parque lotado depois de uma abertura do Moletchan (lamento se você não conhece essa fusão).

Outro ponto positivo a se destacar é que a diretoria do time, comandada pelo novo general manager Dave Gettleman, reforçou a linha ofensiva com duas grandes adições.

Os Giants despejaram um caminhão de dinheiro para trazer o left tackle Nate Solder e ele é, sim, um ótimo offensive lineman. O grande problema dele é ficar longe das lesões e isso é o que realmente preocupa.

Outro enorme reforço para a linha é o guard Will Hernandez, selecionado na segunda rodada do draft, que deve dar uma encorpada boa na OL. No mais, a linha não é nada interessante, com nomes como o center Brett Jones, o guard John Jerry e o right tackle Ereck Flowers.

Flowers só vem decepcionando desde que foi escolhido na primeira rodada do draft de 2015, mas quem sabe ele não apaga as más atuações do lado esquerdo da linha indo para a outra ponta.

Antes uma das grandes responsáveis pelo insucesso ofensivo dos Giants, a linha ofensiva deve melhorar muito em 2018. Mas ainda não será nenhuma Brastemp, vamos com calma.

Entretanto, se o ataque que foi o segundo pior da NFL em pontos no ano passado (média de 15,4 por jogo) melhorar ao menos um pouco, os Giants têm chance de se apoiar na defesa como foi no retrasado.

E é sobre a defesa que vamos falar no tópico abaixo.

O que me faz sorrir no New York Giants

Apesar de ter perdido um nome monstruoso como Jason Pierre-Paul, a defesa dos Giants ainda conta com alguns nomes bem interessantes na linha defensiva, tais como o defensive tackle Damon Harrison, além do promissor defensive tackle Dalvin Tomlinson, que teve um ano de calouro interessante.

Os bons nomes meio que param por aí, mas o setor até que presta.

No esquema 3-4, Olivier Vernon agora deve migrar de defensive end para outside linebacker e ainda será preciso ver se ele renderá na nova função.

O corpo de linebackers ainda conta com o recém-chegado Alec Ogletree, que se render o que pode vai se mostrar uma enorme aquisição, e o bom B.J. Goodson, além de Kareem Martin e de Lorenzo Carter, calouro selecionado na terceira rodada do draft. Connor Barwin também chegou e pode ser um nome de liderança para o corpo de LBs.

A secundária até perdeu os bons Dominique Rodgers-Cromartie e Ross Cockrell nesta offseason, mas o setor também tem bons nomes remanescentes como os cornerbacks Janoris Jenkins e Eli Apple, sem falar no safety Landon Collins.

Se uma defesa como essa puder se manter saudável, ao menos podemos esperar certa regularidade do time comandado pelo novo head coach Pat Shurmur.

O que me faz chorar no New York Giants

S-P-E-C-I-A-L

T-E-A-M-S

Basicamente essa é a minha maior preocupação em relação aos Giants entrando na temporada 2018. O time foi muito mal no ano passado tanto em retornos de kickoffs quanto em retornos de punts e também não foi consistente chutando a bola.

Entrando em sua segunda temporada na NFL, o kicker Aldrick Rosas acertou apenas 18 chutes de 25 em 2017 (aproveitamento de 72%) e, apesar de ter convertido todos os seus três field goals de 50 ou mais jardas de distância, ele errou três extra points em 23 chutados.

É difícil ver como um time pode vencer jogos apertados sem um kicker consistente. Espero que os Giants possam mostrar a resposta para essa pergunta neste ano.

Produção, o que foi isso?

Como o New York Giants pode ter deixado um center bom como Weston Richburg sair sem ter um reserva à altura. A posição pode ser um dos grandes pontos fracos na OL dos Giants e, se Brett Jones não tiver consistência, não vai adiantar muito ter despejado uma dinheirama em Solder.

Por que fiz a previsão de 6 vitórias para o New York Giants?

O time ainda tem buracos a serem resolvidos e a tabela dos Giants para a temporada 2018 é uma verdadeira pedreira.

Só na reta inicial temos jogos contra Jacksonville Jaguars (casa), Dallas Cowboys e Houston Texans (fora), New Orleans Saints (casa), Carolina Panthers (fora), Philadelphia Eagles (casa) e Atlanta Falcons (fora). No restante do campeonato ainda tem San Francisco 49ers e Tennessee Titans.

É de desanimar qualquer torcedor de NY.

abela 2018 New York Giants

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