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Prévia New Orleans Saints 2019: um soco no estômago na temporada passada e Brees nos 40

New Orleans Saints

O New Orleans Saints bateu na trave duas vezes nas últimas duas temporadas em sua missão para chegar ao segundo Super Bowl da era ‘Drew Brees-Sean Payton’. Mas a desta última temporada foi um verdadeiro soco no estômago.

Categoria: Vai rolar uma decadência?
Campanha em 2018: 13-3
Projeção para 2019: 10-6
O que me faz sorrir: Michael Thomas com contrato renovado
O que me faz ter calafrios: a secundária defensiva

Em pleno Mercedes-Benz Superdome, na final da Conferência Nacional (NFC), os Saints foram ASSALTADOS (eu sou torcedor dos Saints e preciso escrever em caixa alta) e uma marcação mais óbvia que tudo de interferência no passe do cornerback Nickell Robey-Coleman, do Los Angeles Rams, não foi assinalada pela arbitragem e acabou custando uma vaga no Super Bowl LIII.

Nada menos do que isso.

E, agora, Payton e seus jogadores tentam juntar os cacos. Os problemas são: os rivais de divisão Atlanta Falcons, Carolina Panthers e Tampa Bay Buccaneers se reforçaram nesta offseason e Drew Brees não é mais nenhum menino.

Na NFL, a faixa dos 40 anos para um quarterback pode ser fatal. Pronto, agora vou parar por aqui nesta introdução e dar um espaço para Tom Brady gargalhar.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

O ataque dos Saints ainda é tudo isso e mais um pouco. Drew Brees, mesmo com sua idade avançada, vem de uma temporada 2018 em que seu passer rating foi de impressionantes 115.7, maior marca de sua carreira profissional, e ele completou quase 75% de seus passes para 3.992 jardas, 32 touchdowns e cinco interceptações.

Houve uma queda de produtividade em dezembro, nos últimos quatro jogos, mas nada, a meu ver, que tenha sido alarmante. Mas Brees não é mais nenhum menino e a janela para que ele leve o time a mais um título está se fechando mais rápido do que nunca.

E um dos grandes responsáveis por esses números espetaculares do camisa 9 foi Michael Thomas. O wide receiver mais talentoso da franquia da Louisiana fez 125 recepções para 1.405 jardas e nove TDs na temporada passada e, agora, teve seu contrato renovado para se tornar o WR mais bem pago da liga. Motivação maior do que essa é difícil.

Além disso, o time de Sean Payton conta com uma arma ofensiva letal como o running back Alvin Kamara para complementar Thomas. E, mesmo com a saída de Mark Ingram, a equipe trouxe Latavius Murray para ser um bom RB complementar.

O tight end Jared Cook, ex-Oakland Raiders, também chegou e pode ser o recebedor de passes na posição que Brees não tinha desde que Jimmy Graham saiu para o Seattle Seahawks.

Mas há problemas? É claro! O center Max Unger decidiu se aposentar e será uma perda enorme para o miolo da linha ofensiva que protege Brees. E, além de Michael Thomas, não há nenhum wide receiver estabelecido. A esperança é que o jovem Tre’Quan Smith apareça bem.

Drew Brees, quarterback do New Orleans Saints

(Crédito: Twitter/reprodução)

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

Olha, a defesa continua sendo o ponto mais fraco dos Saints. Mas, a meu ver, o pior de tudo é a secundária defensiva.

Apenas Marshon Lattimore é um cornerback com potencial para ser titular, já que Eli Apple é mais inconstante que meu fôlego atual jogando futebol. E isso pode representar um enorme problema.

Em 2018, os Saints foram a quarta pior equipe da NFL em jardas cedidas por jogada de passe, já que os adversários conseguiram 8,1 jardas por lançamento. Ao lado de New Orleans, apenas Tampa Bay Buccaneers, Oakland Raiders e Miami Dolphins (três times mega frágeis) cederam mais de oito jardas por passe aos adversários.

Na posição de safety, há Vonn Bell e Marcus Williams como titulares que prestam, sendo que Williams conseguiu se recuperar bem na temporada passada, depois de sua gafe monstruosa no jogo contra o Minnesota Vikings, quando deixou Stefon Diggs fazer a recepção que decretou a eliminação dos Saints nos playoffs.

O lado bom da defesa é que, a depender da volta do defensive tackle Sheldon Rankins, que está retornando após ruptura no tendão de Aquiles sofrida em janeiro, o front seven é bom e ainda conta com nomes como o monstruoso Cameron Jordan e Marcus Davenport.

A defesa é boa contra o jogo terrestre, ao menos, e tem tudo para manter ao menos esse aspecto positivo em 2019.

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

Olhando para a tabela do New Orleans Saints, sobretudo na reta inicial da temporada, o torcedor tem motivos para ficar um pouco desanimado. Nas primeiras quatro semanas, há duras partidas contra Houston Texans (casa), Los Angeles Rams e Seattle Seahawks (fora), e Dallas Cowboys (casa). Todas essas quatro equipes foram aos playoffs em 2018.

Ainda no restante da temporada, há os duelos sempre chatos contra os rivais de divisão Atlanta Falcons e Carolina Panthers, e um embate fora de casa contra o Chicago Bears, na semana 7.

Diante desses confrontos e outros que podem ser bem complicados, afinal estamos falando da NFL, vejo os Saints conseguindo nove ou dez vitórias em 2019.

Optei por 10-6 porque o time ainda é muito talentoso, sobretudo ofensivamente, e Sean Payton tem todas as condições de aproveitar toda a sua habilidade como head coach para colocar a equipe de volta aos trilhos e esquecer a pancada dolorosa que tomou contra os Rams em janeiro.

 

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