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Prévia New England Patriots para a temporada 2018

Prévia New England Patriots

Por cerca de duas décadas a história foi mesma: o New England Patriots é um dos favoritos na NFL. Pois bem. Chegou o ano em que finalmente… nada mudou. Quer dizer, um pouco mudou, mas você não achava que eu — ou qualquer pessoa em sã consciência — fosse dizer que a dinastia chegou ao fim, né?

Categoria: No mínimo quero final de conferência
Desempenho em 2017: 13-3, derrotado no Super Bowl LII pelo Philadelphia Eagles
Falamos que teria na prévia em 2017: 13-3 (na lata)
Previsão nada científica para 2018: 12-4
Linha de Las Vegas (você pode apostar em mais ou menos vitórias que o número a seguir): 11
Jogadores de Pro Bowl na temporada 2017: Tom Brady, Rob Gronkowski, James Develin e Matthew Slater

Mas não é por isso que o time de New England não tenha suas fraquezas. Ele tem e, como sempre, a maior virtude do time de Belichick é saber administrar os pontos fracos e explorar ao limite o que é bom.

Comecemos pelas más notícias, por ordem de significância

Danny Amendola, principal wide receiver do time no último ano, deixou Foxborough por um rival de divisão, o Miami Dolphins. E quem assistiu aos playoffs dos últimos dois anos sabe que ele pode fazer falta.

Isaiah Wynn, escolha número 23 do Draft da NFL rompeu o tendão de Aquiles na pré-temporada, e está fora do primeiro ano. Havia altíssima expectativa no que o jogador de linha ofensiva acrescentaria na proteção a Brady e no jogo corrido, e agora o time terá de se contar com Marcus Cannon, Trent Brown e La’Adrian Waddle, além de outros nomes menos conhecidos do elenco.

Dion Lewis, running back número um nas duas últimas campanhas, também disse bye-bye e foi parar no Tennessee Titans. Julian Edelman, que retorna de lesão no joelho e já declarou não estar se sentindo o mesmo, está suspenso pelos quatro primeiros jogos.

Obviamente, seria ótimo para Josh McDaniels se pudesse contar com o recebedor nas 16 rodadas. Mas após um ano de ausência e uma importante cirurgia no joelho, um time como o New England Patriots até que agradece o mês extra de treinamentos que a suspensão por doping dará ao camisa 11.

O corpo de wide receivers, mesmo com a volta de Edelman, não é imponente como nos últimos anos: Cordarelle Patterson, recebedor de carreira abaixo de mediana, e Philip Dorsett, apenas 18 targets em 2017-18 , serão as opções 3 e 4 (2 e 3 durante até a semana 5), após o fracasso da experiência com Eric Decker, que anunciou sua aposentadoria antes mesmo do fim da pré-temporada.

O time decidiu não contratar um coordenador defensivo para substituir Matt Patricia, agora novo treinador do Detroit Lions e isso é… uma meia verdade. Brian Flores, treinador de linebackers do time há duas temporadas (mas com a franquia desde 2004), assumirá a responsabilidade durante os jogos — experiência muito parecida com a do antigo dono do cargo, Patricia.

O papel de coordenador defensivo de fato deve ficar dividido entre Belichick, que foi duas vezes campeão do Super Bowl comandando a defesa do New York Giants, e o próprio Flores.

Agora a parte boa, começando pela…

Defesa.

Apesar do vácuo no comando, há argumentos e evidências de como esse setor deve ser uma nova arma para os Patriots para a temporada que se aproxima. Até porque o setor nunca encheu os olhos nos últimos anos.

A volta de Dont’a Hightower é, possivelmente, a melhor notícia que o torcedor de New England poderia ouvir. Melhor do que isso apenas uma garantia de que ele não se lesionará até o final da temporada.

Mas com Hightower, Elandon Roberts, Kyle Van Noy, Marquis Flowers e o novato Ja’Whaun Bentley, revelação do time na pré-temporada após ser draftado na quinta rodada, o pass rush da equipe parece consertado, melhorando um dos principais pontos fracos do time de Belichick em 2017.

A secundária, que foi relativamente bem na última temporada, manteve basicamente os mesmo nomes, com Stephon Gilmore sendo o principal cornerback — e maior contrato da equipe.

Os irmão McCourty, depois de um quase no ano passado, finalmente jogarão juntos vestindo a camisa do New England Patriots, o que significa… absolutamente nada mais do que uma adição mediana para o time em Jason McCourty, ex-Cleveland Browns.

No ataque, Rob Gronkowski, possivelmente o jogador mais imparável ofensivamente de toda a liga, também é presença garantida no elenco, apesar das notícias de que o tight end estivesse contemplando a aposentadoria durante as férias.

O que não mudou, e isso sempre será um ponto positivo, é o quarterback Tom Brady, mesmo após as polêmicas no decorrer da última temporada. Brady, 41 anos, chega ao ano como o MVP da temporada 2017, mais um dos muitos feitos da ilustre carreira, e se diz com tanta vontade quanto antes. Nos últimos 4 anos, o quaterback conduziu seu time a 3 Super Bowls, vencendo 2. O que o quarterback fará nessa temporada para tentar ampliar seu legado?

A tabela do New England Patriots

A estreia contra o Houston Texans já será um grande desafio, lembrando que na temporada passada o New England Patriots não conseguiu parar Deshaun Watson e Tom Brady precisou abrir a caixa de ferramentas para vencer. A semana 15 reserva mais um duelo contra o Pittsburgh Steelers que promete pegar fogo.

Mas como sempre a AFC East é uma mãe, com os três times não representando grande ameaça e a possibilidade até de poupar atletas na semana 16 e 17 contra Bills e Jets em casa. Vale também citar o embate contra Rodgers e os Packers na semana 9, o jogo contra o ex, Matt Patricia, agora head coach dos Lions e o Josh McDaniels Bowl na semana 5.

A tabela do New England Patriots não é de meter medo, especialmente por causa da sua fraca divisão.

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