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Prévia Minnesota Vikings 2019: ritmo de fim de festa e nomes imperdíveis

prévia Minnesota Vikings

A temporada 2019 será definitiva para vários nomes do Minnesota Vikings. Mike Zimmer vai para sua sexta temporada e só deve continuar no cargo se chegar aos playoffs e olhe lá. Kirk Cousins vai para sua segunda temporada na franquia, mas precisa mostrar evolução e sair de sua média de uma interceptação a cada dois touchdowns. A defesa, que há cinco temporadas fica entre as cinco melhores nas jardas totais cedidas, já mostra desgastes e pode cair de rendimento.

Por outro lado, a equipe do Minnesota Vikings tem jogadores da elite da NFL, que jogariam em qualquer equipe e que podem entrar para o Pro Bowl. A dupla Stefon Diggs e Adam Thielen vai infernizar as secundárias adversárias. Danielle Hunter vem de uma temporada com 14,5 sacks. Dalvin Cook promete, caso o esquema do jogo corrido melhore. O restante é torcer para um temporada acima da média e que nenhum titular se machuque, já que os reservas são fracos.

Agora junte tudo isso e adicione a rivalidade da NFC North. Não é nada cômodo enfrentar os Packers, os Bears e os Lions duas vezes todo ano. E, se for analisar todos os adversários da tabela, a coisa pode piorar. Dos 16 adversários, apenas três não possuem QBs consistentes e perigosos.

Categoria: Vai rolar uma decadência?
Campanha em 2018: 8-7-1
Projeção para 2019: 7-9 (margem de erro de 2 vitórias para mais ou menos)
O que faz sorrir: grandes titulares
O que me faz ter calafrios: linha ofensiva e defesa dando últimos suspiros

Os Vikings possuem um bom elenco. Não há muitas peças de reposição ou uma superestrela. Mas, no geral, a equipe é arrumadinha, vai vender caro grande parte das derrotas no ano e também conseguirá vitórias improváveis. Contudo, o pilar da equipe é a defesa, que já tem seu núcleo jogando há cinco temporadas. E, na NFL, manter uma defesa forte e competitiva por tanto tempo assim é uma missão árdua.

A Legion Of Boom, dos Seahawks, durou cerca de cinco ou seis temporadas em alto nível, de 2012 até 2016, com resquícios até 2017. Manter-se no top 5 das defesas da NFL em jardas cedidas vai ser bem complicado. Ainda mais com a secundária em frangalhos.

Ninguém sabe como e nem se Xavier Rhodes vai jogar. Mike Hughes está machucado e Holton Hill suspenso. Trae Waynes e Mackensie Alexander devem ser mais consistentes. O veterano Harrison Smith segue, mas já teve dias melhores, já que faz tudo na defesa dos Vikings. Anthony Harris deve ser seu parceiro mais constante, enquanto Jayron Kearse pode surpreender. No geral, não é mais uma defesa que mete medo no jogo aéreo.

O front seven é mais robusto. Danielle Hunter e Eric Kendricks tiverem seus contratos renovados, Everson Griffen teve o contrato ajustado e Anthony Barr quase saiu, mas, por uma escolha própria, resolveu ficar. Linval Joseph ainda é muito confiável. Sheldon Richardson foi embora e Shamar Stephen foi uma boa contratação. Contudo, qualquer lesão, e o pode dar tchau. Segundo a mídia de Minnessota, Zimmer vem trabalhando os fundamentos defensivos, mais do que em esquemas e rotas. O treinador quer que a defesa gere mais turnover. Em 2018, os Vikings interceptaram apenas 12 vezes – a 18ª marca da NFL, e ficaram em 22º lugar em passes defendidos, quando o jogador gera contato e não permite a recepção.

E, se a defesa cair um pouco só de rendimento, o ataque, que já entra pressionado, vai se tremer todo. Cousins tem suas limitações e também méritos, mas pressionado ele costuma se atrapalhar, para falar o mínimo. A linha ofensiva em 2018 foi apenas a 18ª melhor protegendo o QB (95 hits) e a 15ª permitindo sacks (40). É fato que as lesões atrapalharam muito e que o time parece mais consistente para 2019.

O time gastou a escolha de primeira rodada no center Garrett Bradbury, que chega como titular. O guard Brett Jones foi recontratado e Josh Kline chega para dar uma consistência maior, junto com Dakota Dozier. O left tackle Riley Reiff, mesmo contundido, foi uma decepção. Chance dele se redimir. Aviante Collins e Rashod Hill não assustam muita gente. O antigo center Pat Elflein irá atuar como guard e vai saber como as coisas vão se desenrolar. O cara mesmo da linha ofensiva deve ser Brian O’Neill. Por causa das lesões, O’Neill pode jogar como right tackle e não permitiu nenhum sack em 11 partidas como titular.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

Diggs, Thielen, Cook, Hunter e Barr. Esses cinco nomes devem aparecer bastante, mesmo se o time não fizer muita coisa. Qualquer equipe gostaria de contar com dois recebedores do nível de Thielen e Diggs. Enquanto Thielen tem muito talento em fazer recepções e se livrar da marcação pelo seu atletismo, Diggs é explosivo, escapa muito rápido e tem muito velocidade após o primeiro corte. Essa dupla vai causar. Resta saber saber como eles serão usado no esquema de Gary Kubiak. Deve ser divertido.

Outro que tem tudo para se divertir mais é Cook. O jogo corrido com o terceiro anista vai ser mais explorado e ele já provou que consegue. Caso a linha ofensiva melhore um pouco, o corredor pode desafogar o ataque e tirar um pouco da pressão sobre Cousins. Latavius Murray foi embora, então é só com Cook.

Hunter tem apenas 24 anos e tem tudo para passar dos 10 sacks. É claro que ele vai ser mais visado e terá marcação dupla. Só que ele vem em crescente e ainda não está no seu ápice. Olho nele.

Fechando os destaques, Barr escolheu ficar em Minnesota. Quase que ele fechou com os Jets, mas o programa e os cinco anos de Vikings o fizeram reconsiderar. Ele gera desconforto no ataque adversário quando joga perto da linha, mas foi jantado quando teve que acompanhar recebedores muito mais rápidos. Por outro lado, Barr também é um líder nato e sabe puxar os outros jogadores. O apetite dele será grande para 2019.

Adam Thielen, wide receiver do Minnesota Vikings

Adam Thielen vem de temporada incrível. Consegue repetir?(Crédito: Twitter/reprodução)

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

Cousins, Zimmer e muita zica. Nas últimas quatro temporadas, uma com os Vikings e três com os Redskins, o QB teve o grande mérito de se manter saudável, atuando em todos os 16 jogos em cada ano. Mas, nesse período, ele nunca conquistou mais de nove vitórias, como também nunca perdeu mais do que nove. Cousins é mediano ao extremo. Em sua carreira, são 129 touchdowns e 65 interceptações. É quase como se ele lançasse uma INT a cada dois TDs. Assim não vai para frente.

Caso ele seja mais bem protegido, algo que não aconteceu em 2018, esses número pode melhorar e ele ter a temporada de sua carreira. Contudo, o senhor mediano não dá pinta que isso irá acontecer.

Ainda mais sendo comandado por outro mediano. Zimmer vai para sua sexta temporada à frente dos Vikings. Até aqui foram 47 vitórias e 32 derrotas. E é esse histórico o que o mantém na equipe. As derrotas na pós-temporada pesam muito, mas ele tem seus méritos e mantê-lo foi uma decisão inteligente.

Mas ficar de fora dos playoffs pelo segundo ano seguido pode gerar uma demissão. Suas principais críticas são a sua passividade em algumas derrotas e a falta de comando nos momento finais das partidas.

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

Tabela complicada. Os seis jogos dentro da divisão, como todo ano, serão decisivos. Três vitórias em seis jogos é uma tremenda campanha. Mas de forma geral, a coisa não será fácil. Dos 16 confrontos, 14 deles serão contra times bem armados e com QBs renomados ou em ascensão.

Os Vikings não vão enfrentar nomes como Matt Ryan, Matthew Stafford, Aaron Rodgers, Philip Rivers, Drew Brees, Patrick Mahomes, Russell Wilson, Derek Carr e Dak Prescott. Muito complicado. Ainda tem Joe Flacco e Eli Manning. O jogo contra os Redskins parece ser o mais tranquilo. Parece.

Sem falar na sequência em que a equipe pega os Bears fora de casa na semana 4, encaram um fraco Giants ainda com Eli Manning, mas depois recebem os Eagles, saem pegar os Lions, encaram os Redskins, ex-time de Cousins, e fecham com viagens para Kansas e Dallas.

 

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