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Prévia Minnesota Vikings para a temporada 2018

prévia Minnesota Vikings

Um time acostumado a amassar os rivais foi facilmente batido e não soube reagir. Há quase sete meses, o Minnesota Vikings chegou como um time duro de ser batido na final da NFC. Mas os Eagles colocaram o time do Norte dos Estados Unidos em seu lugar, foram ao Super Bowl e ganharam seu título. Os Vikings ficaram mais uma vez no quase.

É fato que perder para um campeão não é demérito algum. A forma como tudo aconteceu é que foi o problema. A super defesa não funcionou, o ataque parecia sem opções e os especialistas falharam. A notícia boa é que a maioria dos jogadores decisivos segue na equipe e está disposta a escrever uma história diferente.

Categoria: no mínimo final de conferência
Desempenho em 2017: 13-3
Falamos que teria: 8-8 (Case Keenum pode ter tido a temporada da sua vida)
Previsão nada científica para 2018: 10-6
Linha de Las Vegas (você pode apostar em mais ou menos vitórias que o número a seguir): 10
Jogadores de Pro Bowl na última temporada:  Adam Thielen, Everson Griffen, Linval Joseph, Anthony Barr, Xavier Rhodes, Harrison Smith e Kyle Rudolph.

O elenco é muito bom. Para se ter uma ideia, cinco desses jogadores que foram ao Pro Bowl de 2018 seguem na equipe. Ou seja, a defesa vai seguir muito forte, jantando o QB adversário e pressionando assim que o snap for feito. E pela primeira vez, Kirk Cousins estará rodeado de talento no ataque.

O ataque também é ótimo, talentoso e cheio de opções. Adam Thielen, Kyle Rudolph, Stefon Diggs, Dalvin Cook e Latavius Murray teriam espaço em qualquer time. Não há duvidas quanto a isso. Mas não se tem ataque sem linha ofensiva, e os Vikings não investiu nisso na offseason.

Também não se tem ataque sem QB. Kirk Cousins não é um sonho de consumo, mas vem de três temporadas seguidas jogando os 16 jogos. Os dois últimos QBs dos Vikings (Teddy Bridgewater e Sam Bradford) fizeram uma temporada boa e se machucaram na sequência. Esperamos que Cousins fique longe das lesões. E ele tem um coordenador ofensivo que vai fazer de tudo para que o QB se sinta confortável com as chamadas.

O que me faz sorrir no Minnesota Vikings

Sem dúvida alguma, a defesa do Minnesota Vikings é de encher os olhos. Dos 11 titulares, seis foram ao Pro Bowl do ano passado. Everson Griffen é um monstro. Linval Joseph arrebenta. Anthony Barr é um dos melhores linebackers da liga. Xavier Rhodes e Harrison Smith são os destaques de um secundária muito temida pelo ataque adversário.

Eric Kendricks e Danielle Hunter estão um pouco abaixo desses cinco, mas são muito dedicados e estão em uma crescente dentro do time. Acho que não é exagero falar que esses sete jogadores teriam espaço em qualquer defesa da NFL.

Trae Waynes (ainda em evolução) e Andrew Sendejo conseguem ser um bom complemento e até que acompanham o ritmo dos companheiros. Sheldon Richardson vem para fazer uma grande temporada após um ano em que se esperava mais dele com os Seahawks. Ben Gedeon vai para seu segundo ano na liga, sem muita responsabilidade, mas com uma vantagem enorme de jogar com grandes atletas.

E que ataque, tirando a linha ofensiva, é para se animar. O novo coordenador ofensivo John DeFilippo, que foi campeão com os Eagles, chega para transformar Cousins em um vencedor. DeFilippo é um amante da West Coast offense, que prioriza o passe, muitas vezes curtos, mas que podem gerar muitos ganhos de jarda após a recepção, e que abre a defesa, criando muito espaço para o jogo corrido. Cousins gosta deste estilo e ele deve funcionar bem com Adam Thielen, Kyle Rudolph e Stefon Diggs. Um trio de respeito.

Sem falar na fome que Dalvin Cook está, já que jogou apenas quatro partidas na última temporada. Latavius Murray pode ser muito efetivo na red zone. As corridas dos Vikings prometem ser em menos número, mas bem explosivas.

O que me faz chorar no Minnesota Vikings

A linha ofensiva parece fadada ao colapso. Tony Sparano, técnico da linha ofensiva, faleceu durante a offseason, um tremendo baque dentro da equipe. O center Pat Elflein parece não ter condições de jogo ainda, e sabe lá quando terá. O time perdeu o left guard Nick Easton por toda a temporada depois que ele passou por cirurgia para corrigir uma hérnia de disco no pescoço. Já o right guard Mike Remmers machucou o tornozelo esquerdo durante o quarto treino do time no training camp. Joe Berger, infelizmente, se aposentou.

No cenário ideal, os cinco titulares da linha seriam Riley Reiff, Tom Compton, Pat Elflein, Mike Remmers e Rashod Hill. Algo que já não vai acontecer, visto que Elflein é uma dúvida enorme e Remmers está baleado. O right tackle Brian O’Neill e o right guard Danny Isidora são bons reservas, nada mais do que isso. O time adicionou o center Brett Jones, mas a diferença dele para Elflein é enorme.

Produção, o que foi isso?

Eu sinceramente não sei como Rick Spielman (general manager), Mike Zimmer (treinador) e Zygmunt “Zygi” Wilf (principal dono da franquia) conseguem dormir tranquilamente após uma offseason sem contratações na linha ofensiva. E por favor, nem pense em citar Brett Jones.

Já havia uma desconfiança de que Elflein poderia não iniciar a temporada. Berger já tinha anunciado a aposentadoria. Será que o trio de comandantes não viu essa notícia? Remmers se machucou no training camp e ninguém se mexeu para pegar um substituto.

Miguelito não tem dúvidas que esse time chega à final de conferência. A linha para o sucesso do Minnesota Vikings é bem tênue, muito por causa dessa linha ofensiva frágil. Sem falar no azar sem fim do time nos playoffs. E a posição de kicker então. Daniel Carlson é o cara da vez, e o time fez trocas para pegá-lo na quinta rodada do draft deste ano. Depois de Blair Walsh, a posição de kicker virou um tormento.

Por que fiz a previsão de 10 vitórias para o Minnesota Vikings?

Não tem fórmula mágica. Você tem que, no mínimo, ganhar três jogos dentro da divisão para avançar aos playoffs. Ou ganhar oito dos 10 jogos fora da divisão, o que é bem complicado, e ainda torcer para que os rivais percam fora da divisão. E a Divisão Norte da NFC é bem complicada. Seis jogos de difícil prognóstico. Por mais que ache o elenco dos Vikings o melhor, tirando a posição de QB, qualquer coisa pode sair quando se tem pela frente uma partida em Chicago, uma em Green Bay e outra em Detroit.

Problema é que o time pega os Eagles (má lembranças), os Patriots, os Seahawks e os Rams fora de casa. Pedreiras que podem tirar o melhor da equipe de Minneapolis, mas que também podem complicar a temporada. Quatro jogos bem complicados. A temporada começa diante dos 49ers, um time que chega empolgado com Garoppolo, mas que tem muitos defeitos.

Contudo, a temporada reserva alguma partidas que parecem vitórias obrigatórias diante da dificuldade da tabela. Miami Dolphins, Buffalo Bills e New York Jets – viva a AFC Leste – são times piores, mas que têm pouco a perder. Nunca é fácil enfrentar os Saints de Drew Brees, e os Cardinals tem algumas estrelas como Patrick Peterson e David Johnson. Entretanto, no geral, não possuem tantas peças boas que nem o Minnesota Vikings.

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