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Prévia Miami Dolphins 2019: desmanche do elenco e foco no futuro

Previa Miami Dolphins

Depois de começar 2018 com três vitórias e empolgar, o Miami Dolphins descarrilou e decepcionou como sempre. O resultado foi a demissão do head coach Adam Gase e do executivo Mike Tannenbaum, o que permitiu que o general manager Chris Grier tivesse uma chance de montar uma equipe.

Brian Flores, responsável por cuidar da defesa de Bill Belichick, foi escolhido para tentar reconstruir (mais uma vez) a franquia da Flórida. A lista de dispensas (ainda não listarei quem saiu nas trocas recentes) é longa e conta com nomes como Ryan Tannehill, Frank Gore, Cameron Wake, Robert Quinn e William Hayes.

A expectativa para 2019 é péssima, mas, quem sabe, dessa vez vai…

Categoria: Eu tenho que assistir?
Campanha em 2018: 7-9
Projeção para 2019: 2-14
O que me faz sorrir: equipe de especialistas e os safeties
O que me faz ter calafrios: modo reformulação total

A resposta para a categoria, honestamente, é não. Se você não for um torcedor do Miami Dolphins, apenas assista aos highlights para descobrir se Josh Rosen será o quarterback do futuro ou se um novo quarterback chegará em 2020.

Além disso, para os defensores de jogadores brasileiros, Durval Queiroz – que já virou Duzão – estava no elenco de treinos, mas foi cortado. Ele ainda pode fazer parte do practice squad e manter o sonho vivo de ser o primeiro jogador ‘de linha’ – neste caso sem ser kicker, mas também de linha defensiva – do nosso país a jogar na NFL.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

No meio de tanta desgraça, a dupla de safeties dos Fins é incrivelmente boa. Reshad Jones é um dos melhores na liga e Minkah Fitzpatrick teve uma boa primeira temporada e tem tudo para seguir evoluindo. Fora isso, a defesa é triste (e falaremos mais sobre isso em breve).

Outro ponto forte do time é a equipe de especialistas. Mesmo perdendo o treinador Darren Rizzi para o New Orleans Saints, a franquia da Flórida conta com Jason Sanders, kicker mais preciso entre os calouros no ano passado (18 de 20 field goals). Matt Haack quebrou o recorde do time com 35 punts dentro da área de 20 jardas do oponente. E Jakeem Grant segue como o principal retornador.

Por fim, sendo muito legal, vou colocar a aposta na posição de quarterback como algo positivo. Ryan Fitzpatrick, que será o titular no começo da temporada, é o ideal para um time que está fazendo tank (perder de propósito. PS: que Flores não me leia escrevendo isso). Já Josh Rosen pode ser uma boa aposta apesar de ser criticado por não gerar as maiores das empatias nos vestiários.

Se Rosen der certo, a busca por um substituto de Dan Marino pode acabar (o time não vence nos playoffs desde que Tom Brady foi campeão do Super Bowl pela primeira vez). Caso contrário, tudo se volta para Tua Tagovailoa ou Justin Herbert no próximo draft.

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

O Miami Dolphins inteiro é um nojo. Com menos de uma semana para o início da temporada começar Laremy Tunsil foi negociado para o Houston Texans, deixando a fraca linha ofensiva ainda pior. Junto com ele foi Kenny Stills, talvez o melhor wide receiver. Agora DeVante Parker, que havia sido esquecido por Adam Gase, pode ter mais espaço.

Kiko Alonso, o único linebacker experiente, também foi despachado em troca com o New Orleans Saints. Se juntando a Cameron Wake e Robert Quinn, que formavam uma grande dupla de defensive ends. Não devemos esperar que os quarterbacks rivais sejam muito pressionados.

A oportunidade de ter pegado Jadeveon Clowney na troca envolvendo Tunsil foi desperdiçada e preferiram pegar escolhas de draft. O futuro é de tempos ainda mais difíceis, as apostas do passado não deram certo (como Ndamukong Suh) e tudo depende do bom trabalho de Brian Flores e Chris Grier.

A cobertura deve realmente ser o melhor da defesa, uma vez que os safeties são bons, Xavier Howard soma 11 interceptações nos seus últimos 17 jogos e T. J. McDonald é um nome interessante.

Até é bom não falar isso em voz alta, porque, pelo jeito, se descobrirem, esses jogadores serão trocados também…

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

Mesmo decepcionando como sempre, o Miami Dolphins ficou em segundo da AFC East no ano passado, então o calendário está longe de ser fácil. Quem sabe isso seja bom, já que o time está focando na reformulação.

Os jogos-chave seriam contra New York Jets e Buffalo Bills, uma vez que isso permitiria medir forças dentro da divisão. O duelo contra o Indianapolis Colts é interessante também pela aposentadoria de Andrew Luck.

New England Patriots, Los Angeles Chargers, Philadelphia Eagles, Baltimore Ravens e Dallas Cowboys são derrotas certeiras. Sinceramente, difícil encontrar uma vitória na tabela. Meu palpite? New York Giants e Indianapolis Colts.

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