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Prévia Miami Dolphins 2017: quarterback incógnita, desfalques e baixas expectativas

Previa Miami Dolphins

Depois de ficar sete temporadas sem ir aos playoffs, o Miami Dolphins surpreendeu a muitos e conseguiu voltar à pós-temporada na primeira temporada do treinador Adam Gase. Contudo, o que parecia ser um ano promissor pela sequência do trabalho pode ser um completo desastre com a lesão do quarterback Ryan Tannehill.

Categoria: o que vai sair disto?

Desempenho em 2016: 10-6, perdeu para o Pittsburgh Steelers no Divisional Round

Previsão nada científica para 2017: 8-8

Linha de Las Vegas (você pode apostar em mais ou menos vitórias que o número a seguir): 7,5

Jogadores de Pro Bowl em 2017: Cameron Wake e Ndamukong Suh

Quem pode se juntar a essa lista: Jarvis Landry, Jay Ajayi e William Hayes

Mais uma vez, o Miami Dolphins irá entrar em uma temporada com uma grande interrogação do que será possível fazer. Em 2016, a equipe da Flórida chegou com um elenco recheado de veteranos, alguns abandonaram o barco no meio (Arian Foster se aposentou após quatro jogos), outros perderam espaço mas continuaram sendo importantes (Byron Maxwell) e jogaram bem (Cameron Wake). Além disso, a equipe foi sofrendo com baixas importantes no decorrer do ano de 2016: um dos mais importantes foi o do safety Reshad Jones, de contrato novo.

O resultado de toda essa ópera foi um time que conseguiu vencer jogos com vantagens apertadas (recorde de 8-2 em partidas com até sete pontos de diferença) e foi para os playoffs, mas viu sua deficitária secundária ser destruída pelo Pittsburgh Steelers de Ben Roethlisberger, Antonio Brown (124 jardas recebidas e dois touchdowns) e Le’Veon Bell (167 jardas corridas e dois touchdowns) em uma derrota por 30 a 12 no Heinz Field.

Em termos gerais, o time de Adam Gase volta com uma equipe superior à do ano passado, mas será que a mágica voltará a funcionar? Laremy Tunsil, escolha de primeira rodada de 2016, se tornou left tackle e é uma incógnita. O melhor jogador que foi draftado em 2017, o linebacker Raekwon McMillan, está fora da temporada. E o ataque será liderado por Jay Cutler, mas já falaremos dele.

Prévia Miami Dolphins: Jay Cutler vai dar pagode?

Ryan Tannehill voltou a lesionar o joelho e não entrará em campo na temporada de 2017. Com a baixa, a organização comandada pelo vice-presidente de operações de futebol americano Mike Tannenbaum agiu rápido, descartou Colin Kaepernick, cogitou Tim Tebow, nem pensou (seriamente) em ter Matt Moore como seu titular e despejou US$ 10 milhões na conta de Jay Cutler, que anunciou sua aposentadoria em maio para iniciar carreira como comentarista. A grande dúvida é: um quarterback que nunca foi grandioso conseguirá carregar uma equipe que surpreendeu em 2016, após perder todas as atividades de offseason e parte do training camp?

Um dos pontos que pode animar a torcida dos Fins é o fato de o veterano quarterback ter tido um bom 2015 no Chicago Bears, quando Adam Gase – que é conhecido por fazer um bom trabalho com signal callers – era o coordenador ofensivo. Naquele ano, ele teve seu segundo melhor percentual de passes completados na carreira (64,4%, com 311 completos em 483 tentativas), lançou para 3.659 jardas, 21 touchdowns e 11 interceptações. Outro ponto que pode dar esperança é o fato de Cutler querer se provar e mostrar que ele ainda pode jogar na NFL. Por outro lado, o jogador de 34 anos está vindo de uma temporada de 2016 em que ele só disputou cinco jogos por causa de uma grave lesão no ombro, que exigiu cirurgia.

Uma das coisas que poderá dificultar e muito a vida de Cutler é a linha ofensiva. A franquia da Flórida tem uma fraqueza clara na posição de guard e Isaac Asiata foi draftado para tentar ajudar a melhorar a posição. Além disso, Tunsil foi deslocado para a posição de left tackle, que deixou a desejar em 2016, e precisará se adaptar à nova posição.

Ao mesmo tempo, o quarterback dos Dolphins terá uma grande ajuda do backfield, que foi cotado como o 10º melhor pelo ‘Pro Football Focus’. Jay Ajayi vem de uma temporada muito boa, em que correu para 1.272 jardas e oito touchdowns. O running back deverá fornecer um bom alívio para Cutler.

O corpo de recebedores também será algo que pode ajudar nessa retomada de carreira. Jarvis Landry é o astro da franquia de recebedores e o homem de segurança. Kenny Stills dá a possibilidade de passes profundos, mas não pode ficar dropando bolas fáceis. E DeVante Parker precisa se manter saudável e dar o salto que todos esperam. Junto a eles está o tight end Julius Thomas, que chega para substituir Jordan Cameron e que teve seu melhor ano sob comando de Adam Gase em Denver.

Pass rush forte, secundária deficitária

A linha defensiva dos Fins é comandada por Ndamukong Suh – que foi ranqueado como um dos três melhores defensive tackles parando corridas e em pressão no quarterback. E Cameron Wake, que está empatado em produtividade de pass rush entre os defensive ends 4-3 na temporada passada. Para reforçar as trincheiras também chega William Hayes, ex-Los Angeles Rams. Uma incógnita ainda é quem será o parceiro de Suh no miolo da linha, já que Earl Mitchell deixou a equipe.

Ainda no front seven, o time de Miami começa com a baixa do calouro Raekwon McMillan, que muito provavelmente seria o titular. Apesar disso, Lawrence Timmons chega para ajudar os Dolphins a pararem de sangrar no jogo corrido. O veterano ex-Steelers se junta a Kiko Alonso e Koa Misi.

A principal questão no setor defensivo é, de longe, a secundária. Reshad Jones está de volta e deverá o safety que a franquia da Flórida não teve em 2016 e, só por esse fato, o grupo de defesnive backs já fica mais forte. Nate Allen e T.J. McDonald chegaram para formar dupla com um dos safeties mais bem pago da NFL. Na posição de cornerback, Byron Maxwell precisa duplicar o bom desempenho que teve no ano passado e o segundo anista Xavien Howard e o calouro Cordrea Tankersley precisam dar conta do recado.

Prévia Miami Dolphins: tabela

Tabela Miami Dolphins

Se quiser sonhar com alguma coisa, o Miami Dolphins tem que garantir quatro vitórias contra os rivais de divisão Buffalo Bills e New York Jets, já que seu calendário trará alguns jogos nada apetitosos.

A estreia será contra o Tampa Bay Buccaneers e uma vitória é desejável pelo jogo ser em casa e o adversário não ser dos mais fortes em sua tabela, que começa com adversários mais fáceis e vai ficando cada vez mais difícil. Los Angeles Chargers no StubHub Center e New Orleans Saints e Tennessee Titans em casa são jogos que são possíveis de ganhar.

A partida da semana 6 a coisa começa a ficar feia. Jay Cutler e companhia irão viajar até a Geórgia para encarar o vice-campeão Atlanta Falcons. Duas semanas depois, o ataque de Adam Gase enfrentará a fortíssima defesa do Baltimore Ravens. Além disso, os Fins terão confrontos contra o New England Patriots, que geralmente são contabilizados como derrotas, Oakland Raiders – que foi sensação em 2016 e chega bem novamente neste ano –, além de Kansas City Chiefs e Denver Broncos – que têm boas defesas.

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