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Prévia Los Angeles Rams 2017: mudanças são interessantes, mas ainda será duro subir de rendimento

Los Angeles Rams

Tráfego, mídia feroz e vida agitada. Los Angeles é bem diferente de Saint Louis e os Rams ainda buscam se adaptar ao novo ambiente.

Mesmo porque muita gente importante ainda vai para sua primeira temporada em L.A. Sean McVay, 31 anos, ex-coordenador ofensivo do Washington Redskins, o mais novo a se tornar um treinador principal na NFL, chega com a responsabilidade de fazer com que o ataque dos Rams, ao menos, se pareça com um ataque.

Categoria: a melhor defesa é a defesa

Desempenho em 2016-17: 4-12

Previsão nada científica: 4-12

Linha de Las Vegas (você pode apostar em mais ou menos vitórias que o número a seguir): 5,5

Jogadores de Pro Bowl em 2017: Aaron Donald, Johnny Hekker (punter) e Jake McQuaide (long snapper)

Quem pode se juntar a essa lista: Andrew Whitworth, Mark Barron

Mas as expectativas são baixas. O ataque deve melhorar, a defesa pode tornar alguns jogos mais duros, mas já são 12 temporadas sem playoffs (2004 a última vez) e 13 temporadas seguidas com mais derrotas do que vitórias (2003, com 12-4).

A defesa surge como o pilar da equipe. E realmente o que há de melhor nos Rams. Contudo (sempre ha um porém com a franquia) a peça principal da defesa ainda não apareceu. Aaron Donald está insatisfeito com o seu contrato e se recusa a treinar. Muita gente em L.A. acredita que ele pode perder até metade da temporada. McVay sabe da importância de Donald e não se cansa de pedir para que ele volte.

Donald ja foi multado em 1,2 milhão de dólares. Mesmo sendo mordido no bolso todos os dias em que se ausenta , o defensive tackle não volta atrás e segue desfalcando os Rams. Donald cairia como uma luva no esquema do novo coordenador defensivo. Wade Philips, que comandou a defesa campeã dos Broncos, promete dar um salto de qualidade na equipe e é vital para ajudar McVay nesses primeiros passos da comissão técnica e seu jovem comandante. Mas sem Donald, a defesa perde muito.

Como a prévia é da temporada, ainda vamos analisar o time com o defensive tackle, já que raras vezes na história da liga uma greve se prolongou por uma temporada inteira. O front seven é muito bom, classificado em 5º pelo site Pro Football Focus, porque além de Donald, que gera a pressão mais valiosa possível (no interior da linha, causando mais problemas para o QB e jogo corrido), ainda tem Robert Quinn, Dominique Easley, Michael Brockers e Mark Barron, todos eles com a tutela de Phillips, que sabe como pressionar o quarterback, Tom Brady e Cam Newton que o digam.

O probleminha é que Wade Phillips gosta do esquema 3-4, mudando o 4-3 de anos recentes. Ou seja, Quinn vai ter que se adaptar à posição de outside linebacker e sua saúde é uma interrogação. Mesmo assim, bons coordenadores sabem como pisar no acelerador mas também não forçar a barra e mexer no que dá certo. Alec Ogletree, que está em ano de contrato e é um veloz linebacker, mais Connor Barwin, que quer se provar após o Philadelphia Eagles ter aberto mão dele, são outros bons nomes.

Mas todo esse talento não segura se a secundária não marcar pelo menos com um mínimo de competência. O time novamente usou a franchise tag em Trumaine Johnson e fez bem, porque ele vai precisar liderar um setor com jogadores que não mostraram grande coisa em outro lugar (Kayvon Webster, ex-Broncos) e ainda perdeu o bom safety T.J. McDonald. O lado bom é que o time ganhou o cornerback Nickell Robey-Coleman, que é um bom CB nas formações Nickel, mostrando que há mesmo pessoas predestinadas.

Segundo reportagem, os próprios cornebacks dos Rams se autointitularam de “Os Motoristas de Ônibus”, no sentido de que eles precisam controlar seu destino e ditar o ritmo da defesa, não deixando os recebedores adversários respirarem. É um apelido mais carismático que Legion of Boom, você há de concordar. Mas ajuda mais quando você tem Earl Thomas e Richard Sherman.

Prévia Los Angeles Rams: o ataque é uma completa dúvida

Não há absolutamente nada no ataque que você diga: “isso aqui vai funcionar independente de qualquer coisa”.

Vou começar pelo que chega mais perto. Andrew Whitworth é um dos melhores left tackles dos últimos anos da NFL. Por anos ele se destacou no Cincinnati Bengals, mas chegando nesta offseason, o time do Ohio estava pronto para mandar aquele “se aposenta aqui e agora, conosco”, enquanto o carequinha queria mais um contrato. Achou em Los Angeles, onde ele vai ter muito trabalho para um jogador de linha ofensiva de 35 anos. O center John Sulivan também chega com sua experiência para ajudar em um ataque novo de modo geral, com o lado direito da linha com dois jogadores de terceiro ano: Rob Havenstein e Jamon Brown.

Mas o mais novo, obviamente, é Jared Goff. O quarterback californiano não se sentiu em casa e foi simplesmente destruído na sua primeira temporada. Inicialmente ficando no banco para Case Keenum, depois sendo colocado em campo com uma linha ruim, com Todd Gurley parecendo que tinha tomado um tiro na coxa e sem recebedores além de Kenny Britt.

W. #MobSquad

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Pois bem, Britt foi embora. Mas as coisas melhoraram de forma geral. E para Goff, que todos sabiam que era verde entrando na liga, ele terá uma vida melhor com Sean McVay, reconhecidamente um treinador criativo no lado ofensivo. Isso irá facilitar sua vida e melhorar o que foi o pior ataque da NFL em pontos, jardas e touchdowns aéreos.

E McVay terá que ser criativo com uma série de coisas: fazer Tavon Austin e seu contrato absurdo render minimamente o esperado, fazendo valer sua versatilidade e velocidade para trick plays e até posicionamento no backfield. E trazer de volta o Gurley de 2015: por mais que a linha não tenha aberto espaços, o running back viu sua média por corrida cair de 5,2 jardas para pífias 3,6 em jogadas que a defesa adversária estava com sete ou menos jogadores no box, prevendo uma corrida.

Sem tempo para pensar e sem a possibilidade de jogo corrido, óbvio que Goff ia fracassar. E agora ele terá mais alvos. O time trouxe Sammy Watkins em uma troca e Robert Woods na free agency. Curiosamente, os dois ex-Bills fizeram parte de um ataque que teve o melhor jogo corrido na NFL em 2016, o que faz você coçar a cabeça. Veja pelo lado bom, seu negativo desgraçado: Woods é de USC e é um bom bloqueador pelo menos. E Watkins quando está em campo é um recebedor forte e bom corredor de rotas. É só não levar uma pancada nas costas, 2 ou torcer o tornozelo.

Prévia Los Angeles Rams: Tabela

Los Angeles Rams tabela

Os Rams podem conseguir uma boa vitória na estreia, contra o Indianapolis Colts, que jogará sem Andrew Luck. O problema é que até o bye na semana 8, o time enfrenta quatro times claramente superiores: Washington Redskins, Seattle Seahawks, Dallas Cowboys (fora) e Arizona Cardinals.

E não é que depois do bye as coisas melhoram, elas no mínimo ficam iguais: Giants fora, Houston Texans em casa, Vikings fora, Saints em casa, Cardinals fora, Eagles em casa, Seahawks e Tennessee Titans fora.

A divisão é chata, o time enfrenta a forte NFC East e a AFC South tem dois times que podem comer vivos o ataque de Goff em Texans e Titans. O time será melhor que com o antiquado Jeff Fisher, mas isso não irá refletir muito na tabela.

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