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Prévia Los Angeles Rams 2019: o ataque e a defesa estão bem, mas uma dúvida surge

Los Angeles Rams

O Los Angeles Rams é um favorito para a conquista do troféu Vince Lombardi. Melhor time da Conferência Nacional (NFC) na temporada passada, os Rams mantiveram todo o núcleo de imensa qualidade que entra em campo e ainda os gênios Sean McVay e Wade Phillips para os dois lados da bola. Não é demais lembrar que, se o ataque foi mal no Super Bowl LIII, a defesa segurou Tom Brady e companhia a 13 pontos.

Mas uma dúvida surgiu no final da temporada passada e se prolonga para o começo desta. E não é uma dúvida qualquer: é um jogador que sustenta o 11 personnel do ataque (três wide receivers, um TE e um RB). Todd Gurley tem joelho para continuar sendo o cavalo de carga que impulsiona o esquema de McVay?

Categoria: Pensam em Miami em fevereiro e não é para férias
Campanha em 2018: 13-3
Projeção para 2019: 12-4
O que faz sorrir: ataque de Sean McVay e Aaron Donald
O que me faz ter calafrios: Gurley é durável?

Vou falar mais sobre isso lá embaixo. Por enquanto quero começar positivo, sorrindo, com uma mentalidade de coach em cima do palco e o gel que sustenta o topete de McVay.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

Os Rams não têm um quarterback de elite. Aliás, alguns maldosos que seguem a gente no Instagram disseram que Jared Goff é um quarterback de esquema no post que fizemos sobre sua extensão mais do que multimilionária. Independente disso e do fato que os Rams não têm um TE acima da média e nenhum wide receiver dominante, o ataque produz. Estamos falando do segundo time em jardas por jogo – atrás só dos Chiefs – e da terceira em jogo terrestre por jogo, atrás de Seahawks e Ravens. Destaco isso porque é difícil manter um equilíbrio tão grande assim, tanto que os Chiefs foram apenas o 16° em jardas terrestres.

Então parabéns aos jogadores, sejam de esquema ou não, e um especial parabéns para Sean McVay, que a todo momento chama jogadas que deixa Robert Woods, Cooper Kupp, Brandin Cooks, Tyler Higbee e quem mais aparecer livre.

Na defesa é diferente. Claro que Wade Phillips é um excelente treinador nesse lado da bola, mas temos um jogador de Hall da Fama inegável em Aaron Donald. Ele teve absurdos 20,5 sacks, quase dobrando sua melhor marca anterior, sendo um jogador que muitas vezes se posiciona no centro da linha. Mais uma coisa ridícula: ele perdeu treinos em dois training camps seguidos em busca de um novo contrato, que finalmente assinou em 2018. E o Super Bowl LIII e a derrota já foram classificados como motivação.

Ou seja, para este ano não tem essa distração. Tudo bem, Ndamukong Suh pode fazer falta, mas mais por chamar a atenção rival do que por ser tão dominante como nos seus anos de Lions. Dante Fowler Jr. chegou no meio da temporada passada e foi aprovado, recebendo novo contrato. Clay Matthews, jogando no Coliseum de novo (ele era de USC) após uma década em Green Bay não deve ter enorme impacto, mas pode conseguir seus sacks em ações específicas.

O resto da defesa também é de qualidade. Aqib Talib e Marcus Peters terminaram o ano bem e o veterano Eric Weddle volta à Califórnia após bons anos em Baltimore. A perda de Lamarcus Joyner, assim, não será tão sentida. O corpo de linebackers é o que gera mais dúvidas, mas estamos falando de uma defesa de Pro Bowlers e veterana. O nível deve seguir alto.

Aaron Donald, defensive tackle do Los Angeles Rams

Ele e J.J. Watt deveriam ser colocados no Hall da Fama mesmo enquanto jogam (Crédito: Twitter/reprodução)

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

A linha ofensiva perdeu o center John Sullivan e o guard Rodger Saffold. O excelente Andrew Whitworth vai fazer 38 anos em dezembro. Isso me preocupa bastante, claro. Mas não como um joelho com artrite.

Todd Gurley sofre com esse problema e perdeu dois jogos de uma temporada regular inacreditável, somando 1.800 jardas de scrimmage e 21 TDs mesmo sem essas partidas. Ele voltou nos playoffs e foi bem no primeiro jogo, mas dividiu sua carga com C.J. Anderson, que apareceu do nada para ressuscitar sua carreira.

Na final da NFC ele teve quatro carregadas para 10 jardas. No Super Bowl foram 10 carregadas para 35 jardas. Estamos falando de um touro de apenas 25 anos. Os relatos na pré-temporada e training camp é que o running back está bem. Mas o time escolheu Darrell Henderson na terceira rodada do Draft.

Eu poderia falar “olho” nessa situação. Mas ela é tão preocupante que eu digo OLHOS NESSA SITUAÇÃO.

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

A NFL não é a NBA, onde os times tiram o pé e até perdem jogos por não se importarem tanto. Dito isso, os Rams podem começar a Patriotar no sentido de ir fazendo ajustes ao longo da temporada, guardando cartas na manga e até checando a evolução de jogadores mais novos, como o próprio Darrell Henderson.

Isso não quer dizer que dá para entrar meia-bomba e ganhar a divisão na semana 9. O Seattle Seahawks segue forte, o San Francisco 49ers será bem mais chato.

los angeles rams tabela 2019

Outros jogos muito chatos incluem Saints e Bears em casa e Browns e Steelers fora. Acho que os Rams vencem a divisão com 12 vitórias, mas não me surpreenderia se o número caísse para até 10, ficando um pouco acima da linha de Las Vegas. Na NFL, tirando para aquela franquia de Foxborough, é difícil manter o ritmo insano por temporadas seguidas.

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