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Prévia Los Angeles Chargers 2017: time melhor, calendário difícil e problemas nas equipes especiais

Los Angeles Chargers

Depois de 56 temporadas, os Chargers abandonaram sua base leal de fãs em San Diego para ir para Los Angeles, onde eles irão encontrar um mercado muito competitivo, no qual a NFL ainda não se consolidou e a mídia é muito exigente, pegando pesado com suas equipes esportivas. Além disso, a franquia de Alex Spanos jogará no menor estádio da liga, o StubHub Center, que tem capacidade para cerca de 30 mil torcedores. As novidades não param por aí: o treinador Mike McCoy foi demitido e Anthony Lynn terá sua primeira experiência como head coach efetivo após ocupar a mesma posição, só que interinamente, no Buffalo Bills, após a demissão de Rex Ryan.

Apesar dessas dificuldades, o time da Califórnia deverá ser melhor do que o da última temporada. Vindo de dois anos com campanhas negativas, os Chargers claramente melhoraram de 2015 para 2016 e os números podem explicar parte da má campanha no ano passado. Em partidas decididas por sete pontos ou menos, eles tiveram campanha de 1-8. A então equipe de San Diego também teve o recorde da liga ao perder cinco jogos quando foram para o intervalo vencendo.

Outro fato que colaborou para a campanha ruim foram os desfalques enfrentados pela franquia de Spanos. Depois de uma disputa contratual e uma lesão no quadríceps, o calouro Joey Bosa perdeu as quatro primeiras semanas da temporada. O corpo de recebedores foi afetado por lesões, perdendo Stevie Johnson e Keenan Allen por grande parte dos jogos. O running back Danny Woodhead também foi baixa. O cornerback Pro Bowler Jason Verrett só disputou quatro partidas e o defensive back Brandon Fowlers perdeu dez jogos por duas concussões, entre outras baixas importantes. Disse tudo para isso para chegar à seguinte conclusão: com menos lesões e ajustes feitos por Lynn, é possível melhorar uma campanha de 5-11.

Categoria: Não se surpreenda, estamos avisando

Desempenho em 2016: 5-11

Previsão nada científica para 2017: 8-8

Linha de Las Vegas (você pode apostar em mais ou menos vitórias que o número a seguir): 7,5

Jogadores de Pro Bowl em 2017: Melvin Gordon, Philip Rivers e Casey Heyward

Quem pode se juntar a essa lista: Keenan Allen, Jason Verrett e Joey Bosa

Assim como já dissemos no início do texto, uma das grandes questões dessa equipe será a lesão de peças-chave. Sem desfalques monumentais, o elenco tem qualidade para fazer algum estrago. Outro fator que dificultará a vida de Anthony Lynn é o calendário, mas deixaremos para falar isso mais tarde.

Começando pelo ataque, apesar de Philip Rivers não ser um dos grandes entusiastas com a ida para Los Angeles o quarterback vem de outra temporada com mais de 4.000 jardas e ele ainda quer manter uma boa relação com os fãs de San Diego, que a princípio não foram totalmente abandonados. Um dos grandes problemas são as interceptações, já que o jogador de 35 anos liderou a liga com 21 interceptações, número que precisa urgentemente ser reduzido se os Bolts querem evoluir. Além disso, é importante destacar a liderança de Rivers, que será fundamental nessa nova jornada dos Chargers.

A linha ofensiva volta melhor. Depois de se livrar de alguns jogadores que tiveram baixo rendimento, o general manager Tom Telesco trouxe Russell Okung para ser o novo left tackle. O center Matt Slauson, que foi uma das grandes contratações de 2016, continua na equipe. E os guards Forrest Lamp e Dan Feeney foram draftados, no entanto o primeiro lesionou o ligamento do joelho – até parece o destino, não? -e não deve jogar em 2017. Mark Tuerk também irá ajudar e o right tackle Joe Barksdale deverá aumentar sua produção com um conjunto melhor ao seu redor.

O corpo de recebedores vem muito bem. Os Chargers terminaram com Tyrrell Williams (31º) e Dontrelle Inman (33º) na lista dos 33 melhores wide receivers no ranking do ‘Pro Football Focus’ da última temporada. Além disso, Keenan Allen volta de lesão e Mike Williams, que pode ficar fora até outubro, foi selecionado na primeira escolha do draft para ficar no lado oposto de Allen. Travis Benjamin também é uma opção. Na posição de tight end, Hunter Henry fez uma boa temporada de calou em 2016 e Antonio Gates, que quer ganhar um título, está a um touchdown de se tornar o jogador de sua posição com mais pontuações. Um dado interessante, é que Rivers foi o sexto quarterback que mais lançou para touchdowns em passes longos no ano passado (10).

O backfield vem da baixa de Danny Woodhead, que é uma ameaça dupla, ajudando tanto no jogo corrido como no jogo de passes. Entretanto, Melvin Gordon superou sua primeira temporada ruim, marcada por fumbles, e correu para 997 jardas e 12 touchdowns mesmo tendo seu ano encurtado por lesão. Junto a ele está Andre Williams.

Prévia Los Angeles Chargers: máquina de sacks e boa dupla de cornerbacks

Iniciando pela secundária, a equipe do StubHub Center acertou em cheio ao contratar o cornerback Casey Hayward, que foi ao Pro Bowl na temporada passada, e se mostrou um dos melhores em sua posição na liga. Pelo ranking do ‘Pro Football Focus’, ele terminou com a sexta melhor nota entre os CBs. No lado oposto, Jason Verrett volta de lesão e pode formar uma dupla fatal, já que, em 2015, ele teve a melhor nota em cobertura de toda a NFL. O grande problema é que este perdeu 24 dos seus 48 jogos desde que foi draftado em 2014.

Na posição de safety, Jaheel Addae ficou entre os 15 melhores da posição em 2016 e seu par é Dwight Lowery. Os dois, respectivamente, foram o 11º e o 12º no ranking de cobertura do ‘Pro Football Focus’. Além disso, Tre Boston chega do Carolina Panthers para ser uma boa opção.

E lá na frente, está uma das partes mais legais desse time: a linha defensiva que irá aterrorizar os quarterbacks adversários. Mesmo perdendo quatro partidas, Joey Bosa conseguiu 10,5 sacks e foi o calouro defensivo do ano em 2016. O segundo anista ainda ajuda muito ao exigir atenção dupla e impedindo o jogo corrido. O pass rush fica ainda mais forte com o outside linebacker Melvin Ingram, que teve oito sacks no ano passado. No front seven, Jatavis Brown aparece como um veterano a ser notado, já que ele desviou cinco passes, teve quatro sacks e dez pressões. Korey Toomer e Corey Liuget também aparecem como bons nomes. Um desfalque para o início da temporada é Denzel Perryman, que perderá dois ou três meses por causa de uma lesão no tornozelo.

Prévia Los Angeles Chargers: equipes especiais em apuros

A então equipe comandada por Mike McCoy foi a única a perder para o Cleveland Browns e um dos motivos para a franquia de Ohio não ter terminado o ano com campanha de 0-16 foi o kicker Josh Lambo, que perdeu um chute de 45 jardas para empatar a partida e ainda foi bloqueado uma vez neste jogo. Além disso, ele errou quatro extra points, sendo que três foram bloqueados, e teve aproveitamento de 81,3% em field goals em 2016, com 26 acertos em 32 tentativas.

O problema também vem na posição de punter, porque Drew Kaser já deixou a equipe na mão em grandes confrontos. Uma das gafes cometidas foi na derrota por 34 a 31 para o Oakland Raiders, quando Kaser perdeu o controle da bola na hora de segurá-la para o field goal de 36 jardas nos minutos finais. Posteriormente, o quarterback reserva Kellen Clemens virou o holder (jogador que segura a bola para o kicker). Os dois retornaram para 2017, assim como o long snapper Mike Windt. Os Chargers também foram mal nos retornos, sofrendo alguns fumbles e vivendo algumas indefinições.

Tabela

O Los Angeles Chargers não terá vida fácil em 2017, já que será o único time a ter dez partidas contra equipes que tiveram campanha positiva na última temporada. O trabalho duro já começa na própria divisão: Denver Broncos, Kansas City Chiefs e Oakland Raiders foram muito bem no ano passado, sendo que o primeiro ficou muito perto de ir para os playoffs e os dois últimos tiveram campanha de 12-4.

Outros ossos duros de roer são os confrontos contra o New England Patriots, que tem a melhor equipe da National Football League, e o Dallas Cowboys. New York Giants também vem forte para 2017.

Começando a justificar as oito vitórias da minha previsão nada científica, o time de Anthony Lynn não pode vacilar em casa, pois terá como adversários Miami Dolphins, Philadelphia Eagles, Buffalo Bills e Cleveland Browns. Esses quatro jogos precisam ser vitórias, apesar de algumas dessas equipes ter a mesma visão quando olham o seu calendário. Outro triunfo certeiro tem que ser o confronto contra o New York Jets. Jacksonville Jaguars também pode ser uma presa fácil principalmente por causa de Blake Bortles.

Então já chegamos em seis vitórias. Partindo do princípio que o elenco ficará saudável e que o desempenho em jogos apertados irá melhorar, é possível acreditar em uma vitória contra o Denver Broncos em casa e sobre o Washington Redskins.

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