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Prévia Los Angeles Chargers 2019: tentou ir, acabou não indo, forçou, mas acabou não fondo

Los Angeles Chargers

O Los Angeles Chargers é um time que tem hype desde que estava em San Diego e LaDainian Tomlinson era Deus. Com maior ou menor intensidade esta é uma franquia que botou bons times em campo, mas sempre faltou algo na hora H. Um kicker, sorte, lesões, mando de campo não muito forte, dá para escolher.

Quando o Super Bowl LIII acabou e nós, fãs desta bagaça, aqui começamos a pensar na temporada seguinte, os Chargers tinham que ser lembrados por ter um elenco talentoso, um 12-4 na temporada anterior e algum hype. Mas é claro que a partir daí tudo começou a desmoronar. Ainda dará para ser muito bom. Mas o passo final… acho difícil.

Categoria: Pensam em Miami em fevereiro e não é para férias
Campanha em 2018: 12-4
Projeção para 2019: 11-5
O que me faz sorrir: Talento nos dois lados da bola
O que me faz ter calafrios: greve de Gordon, lesão de James

Devo admitir que se fosse agora eu pensaria nos Chargers para a categoria “vai rolar uma decadência”. Derwin James, que em sua temporada foi um safety aterrorizante, vai perder pelo menos metade da temporada regular. Melvin Gordon, parte importantíssima do ataque dos Chargers, gostou do que Le’Veon Bell fez e está dando o seu toque na receita. E ainda teve a séria condição de Russell Okung, que protege justamente o lado cego de um quarterback que parece correr de calça jeans molhada nas areias da Praia Grande.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

O talento segue lá. Vou deixar Philip Rivers – e seu talento para fazer filhos – por último. Depois de um começo de carreira promissor mas marcado por lesões, conseguiu jogar as temporadas 2017 e 2018 sem perder jogos, somando 1.393 e 1.196 jardas em 102 e 97 recepções respectivamente. Com a saída de Tyrell Williams, Mike Williams pode explodir depois de uma temporada com bons flashes em 2018. Austin Ekeler é o RB#2 que é uma ameaça no jogo aéreo e corrido e é amado por Philip Rivers.

Chegando no nosso coelho, o pai de nove Philip Rivers chega a esta temporada com 37 anos e em dezembro faz 38. Apesar de vermos Tom Brady com 42, Drew Brees com 40 e ainda Big Ben com uma certa idade, eu não consigo tirar a última temporada de Peyton Manning da minha cabeça. Sim, Peyton teve uma lesão muito séria, mas ele também foi MVP depois dessa lesão, antes de cair de um penhasco.

Independente se este é o ano do penhasco de Rivers, ele teve seu melhor aproveitamento em seis anos, passou das 4.300 jardas e teve seu melhor rating na carreira desde que virou titular dos Chargers de SAN DIEGO.

Calma, que tem mais para me fazer salivar. Joey Bosa chega motivado depois de uma temporada passada cortada por lesões. Seus 19 sacks nos primeiros 20 jogos da carreira são um recorde da história da NFL. Ele não está lesionado (#medo).

A defesa tem talento para dar e vender. Casey Hayward subiu de patamar na Califórnia, o time não tem mais que se preocupar com Justin Verrett e suas lesões, Melvin Ingram é um excelente defensive end para exigir a atenção rival e dividi-la com Bosa e o time ainda draftou Jerry Tillery para penalizar o meio da linha ofensiva rival. Ah, ainda temos Thomas Davis para saber se ele tem gasolina no tanque.

Joey Bosa, defensive end do Los Angeles Chargers

Saudável e pronto para criar confusão no campo (Crédito: Twitter/reprodução)

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

A situação de Melvin Gordon não é nada interessante. Sim, isso é evidente, mas tem agravantes. Era fácil comparar ela com Ezekiel Elliott, mas Elliott é mais claramente dominante, foi uma escolha muito alta e Jerry Jones é sempre conhecido por pagar seus atletas. Os Chargers pelo contrário, inclusive perdendo jogadores por não querer ceder em negociações. Infelizmente essa situação parece mais com a de Le’Veon Bell, apesar de não achar que se prolongue tanto porque Ingram não era alguém tão “chamativo” em campo como Bell e seu balé atrás da OL.

A lesão de Derwin James também é para deixar nervoso. Mesmo que ele não perca toda a temporada, é difícil mensurar quantas vitórias a presença dele em campo traz. Com certeza algum nerd americano tem a estatística para isso.

Como calouro ele foi All-Pro. Sendo safety ele se posicionou como um outside linebacker em 48% dos snaps e cornerback do slot em 17%. James jogou 99% dos snaps da equipe em 2018. E Desmond King, também All-Pro em 2018, pulou de muito bom para excelente com a companhia do safety. Essa é a falta que ele vai fazer.

Bota ainda nesse mix a linha ofensiva que foi colocada na 29ª posição no ranking do Pro Football Focus. Uma proteção furada e um tackle na região do joelho em Rivers e a temporada dos Chargers está finalizada.

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

A divisão AFC West tem um tal de Kansas City Chiefs. O jogo ainda nem será na Califórnia e sim no México. Aliás, o problema dos Chargers é seu mando de campo duvidoso, já que o estádio sempre é tomado por torcedores adversários. Dá para ver como não faz tanta diferença ao olhar para o desempenho em 2018: 5-3 em casa, 7-1 fora, inclusive vencendo os Chiefs no Arrowhead Stadium.

Entretanto a tabela não é maldosa com o time de Los Angeles. Os duelos contra a NFC North são difíceis, claro, – porém dá para vencer os Lions em Detroit – e a tabela reserva jogos contra o Miami Dolphins e ainda a AFC South, que é equilibrada mas nenhum time está no patamar de talento do Los Angeles  Chargers. Ainda tem o duelo contra os Colts em choque na semana 1. Eu acho que esse time cai de rendimento em relação ao ano passado, mas isso não será tão visível na temporada regular. Para os playoffs? Não confio mesmo.

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