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Prévia Jacksonville Jaguars 2019: Nick Foles chega para vermos o que é esse time

Previa Jacksonville Jaguars

Uma das graças de fazer as prévias da NFL por muitos anos é ter seu registro de análise de anos anteriores. Eu sou o responsável pelas prévias do Jacksonville Jaguars neste site desde 2014. Nela tem um parágrafo que mostra como estou ficando velho.

O técnico Gus Bradley, ex-coordenador defensivo do Seattle Seahawks, fará seu segundo ano pela franquia. O GM Dave Caldwell também. E ambos começam a juntar as peças para fazer a equipe fazer alguma diferença na NFL, o que não acontece há algum tempo.

A primeira delas é o quarterback Blake Bortles. Porém, ele deve sentar no banco este ano e ser trabalhado para ser um QB de alto nível para os próximos anos. O titular será Chad Henne.

Pois bem, a era Blake Bortes finalmente acabou. Foram muitas interceptações, alguns TDs em garbage time, uma dominada inacreditável no Pittsburgh Steelers na semifinal da AFC e a idolatria de Bruno de Abreu Bataglin. Mas tudo que é bom (ou ruim? ou mais ou menos?) acaba. E agora começamos a era Nick Foles.

Categoria: Buscando um motivo para sorrir
Campanha em 2018: 5-11
Projeção para 2019: 9-7
O que me faz sorrir: a chance de Nick Foles comandar um ataque
O que me faz ter calafrios: muitas dúvidas pairam sobre o time

Dizer que o Jacksonville Jaguars é esquisito é como dizer que o Quinto Quarto é o melhor site de esportes americanos. É uma coisa óbvia.

(não feche a aba, por favor)

O time seguiu com Blake Bortles depois da campanha 10-6 totalmente conquistada pela defesa. Mas é difícil você chutar o quarterback que foi monstruoso contra o Pittsburgh Steelers no Heinz Field e ainda quase bateu o New England Patriots em Foxborough. E isso nos playoffs.

E o mais estranho é que o time começou 3-1 a temporada passada e parecia ser uma das forças da AFC, especialmente após bater os Patriots em casa. Mas aí vieram sete derrotas seguidas, partidas atrozes de Bortles e um 5-11 melancólico. Depois de seis jogadores irem ao Pro Bowl ao fim da temporada 2017, só dois voltaram em 2018: Calais Campbell e Jalen Ramsey.

O QUE ME FAZ SALIVAR (MAIS DO QUE BOLO DE CHOCOLATE)

É claro que é Nick Foles e como ele vai se dar no quarto estágio de sua carreira. Sim, nenhum quarterback que me lembre teve tantos estágios. Tom Brady está na liga desde 1960 e teve três: primeira fase de “que por&¨% esse cara de sexta rodada está fazendo, como ninguém escolheu antes?”, segunda de “anos pós-lesão e a segunda derrota para os Giants” e, a partir de 2014, a fase “vou jogar até os 45, sou o máximo, ninguém se equipara”.

Sim, é claro que esses são meus parâmetros e fases inventadas da minha cabeça.

Nick Foles teve a fase “Deus abençõe Chip Kelly/pqp, descobriram o que faço”, “quarterback titular decepcionante”, que quase finalizou sua carreira antes de ser “o Deus do Philly Special” e agora, de novo, quarterback titular com um contrato absurdo. Ele é o suficiente para ativar o ataque aéreo que vivia de um momento bom, seis ruins com Bortles? O bom é que o time pensou rápido e trouxe John DeFilippo, treinador de quarterbacks nos Eagles campeões, para ser o coordenador ofensivo.

Foles terá Dede Westbrook, a volta de Marqise Lee após lesão séria e Chris Conley chegando. Leonard Fournette, depois de uma temporada ruim e ser abertamente repreendido pela direção e treinadores, precisa mostrar serviço. Eu acho que esse desconforto pode ser ótimo para o running back, que também perdeu tempo por lesões e só atuou em oito partidas.

Enfim, o ataque pode ser produtivo, até porque tem uma linha ofensiva respeitável. Mas é claro que ainda falamos de uns Jaguars que têm na defesa o ponto mais importante. Yannick Ngakoue e Calais Campbell ganham a companhia de Josh Allen, escolhido em nono no Draft. Ainda tem Jalen Ramsey e A.J. Bouye como cornerbacks. Sacksonville existiu porque a pressão era grande e o QB rival não conseguia ver um recebedor aberto rapidamente com Ramsey e Bouye em cima. A fórmula pode ser repetida.

Nick Foles, quarterback do Jacksonville Jaguars

(Crédito: Instagram/reprodução)

O QUE ME DEIXA COM NOJO (MAIS DO QUE A MÃO DO JOACHIM LÖW)

Eu não gosto quando vou fazer uma análise e o que leio, escuto e vejo não se parece tanto com o que eu lembro. Claro que os Jaguars não são um time 5-11, mas por que devo acreditar que Doug Marrone é um treinador que pode chegar no Super Bowl? Sim, Nick Foles fez milagres na Filadélfia, mas começar uma temporada e jogar 16 jogos é diferente de entrar em um time talentoso, onde você tem a moral de ser um salvador, para jogar quatro, cinco partidas.

O time também perdeu Telvin Smith, que em maio disse que não ia jogar. Fournette, pelo visto, deixou de ser um encrenqueiro que levou uma comida de rab&# de Tom Coughlin, mas ele virou um padre franciscano? O time ainda perdeu Malik Jackson e Tashaun Gipson, não tem um wide receiver dominante ou tight end relevante no jogo aéreo. Talvez Josh Oliver, draftado na terceira rodada, pode ser esse TE.

Pode parecer que sou anti-Jacksonville Jaguars este ano. Não sou. Mas acho que são muitas dúvidas que pesam sobre este time. A sorte é que… calma, vou deixar para o item abaixo.

PARA ME AMAR OU ME XINGAR (O PORQUÊ DA MINHA PROJEÇÃO PARA A TEMPORADA)

Bom, todos vão concordar que é muito provável que os Jaguars comecem 0-1, a menos que a defesa volte a 2017 e ainda bote 20% a mais. Mas a divisão AFC South é completamente aberta, mais uma vez. E, com a saída de Andrew Luck, nem precisa dizer que os Colts perdem bastante.

jacksonville jaguars tabela 2019
Os duelos contra a NFC South e AFC North são complicados, mas dá para tirar vitórias em Cincinnati e até em Carolina, assim como bater os Bucs e o Oakland Raiders fora de casa. Se o time passar das seis primeiras semanas, quando enfrenta Chiefs e Saints em casa e tem dois duelos dentro da divisão com um 3-3, dá para animar com playoffs.

Isso porque as sete semanas depois do bye são apetitosas. Colts e Titans fora são vencíveis, Bucs e Chargers em casa dá para sair 1-1 e dá para terminar 2-1 nos jogos finais sem maiores traumas. Não tenho certeza absoluta se supera as 8,5 vitórias da linha de Las Vegas, mas boto mais fé no Jacksonville Jaguars do que nos Titans, por exemplo.

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