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Prévia Indianapolis Colts 2019: falta de sorte e trabalho a longo prazo

Indianapolis Colts

Imagina que você ganha na loteria, mas está viajando. Quando volta, esquece de pegar o prêmio e, quando lembra, perdeu o prazo por um dia…

Foi basicamente isso que aconteceu com o Indianapolis Colts. Em franca ascensão desde que começou a limpa na sua diretoria e comissão técnica, o time de Jim Irsay levou um grande baque ao saber que Andrew Luck, vencedor do Comeback Player of the Year de 2018, iria pendurar as chuteiras.

De repente, pouco mais de uma semana para o início da temporada, o quarterback, dono de um salário milionário, revelou que não tinha mais condições de seguir jogando. Ao mesmo tempo, as chances de brigar pelo título caíram drasticamente.

Categoria: Buscando um motivo para sorrir
Campanha em 2018: 10-6
Projeção para 2019: 6-10
O que me faz sorrir: bom trabalho de Chris Ballard
O que me faz ter calafrios: falta de sorte

Incrivelmente, sem pensar no que iria acontecer, Miguel Amado acertou em cheio na categoria. O Indianapolis Colts está buscando um motivo para sorrir em 2019. Vamos ver se Frank Reich consegue colocar o time nos trilhos.

Antes de entrar a fundo nos detalhes, faço a menção honrosa para o kicker Adam Vinatieri. Aos 46 anos, o dono do recorde de pontos e field goals na história da NFL ainda é decisivo e segura a barra em momentos importantes. Junto com ele, Rigoberto Sanchez melhorou o seu desempenho nos punts e ficou em terceiro na liga com média de 42,7 jardas.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

O trabalho de Chris Ballard é incrível. Antes você via um time perdido com escolhas erradas de Ryan Grigson e Chuck Pagano perdido. Agora o time parece acertar nas suas escolhas e está cada vez melhor.

No ano passado, o ataque sofreu quando T.Y. Hilton foi desfalque por lesão. Eric Ebron chegou, ganhou sua primeira seleção para o Pro Bowl e bateu seu recorde pessoal com 13 touchdowns.

Para 2019, Devin Funchess chegou para suprir essa carência e melhorar as possibilidades no ataque. O veloz Parris Campbell também é uma nova opção para tirar o peso do tight end e Hilton.

Outro destaque é o foco na defesa. Darius Leonard foi uma tacada de mestre. Pouco cotado, ele superou os badalados Bradley Chubb, Derwin James e Denzel Ward em seu primeiro ano, sendo eleito o melhor calouro defensivo, mesmo sendo uma escolha de segunda rodada.

Buscando melhorar o pass rush, Justin Houston chegou para ser uma máquina de sacks. Ele somou 18,5 nas últimas duas temporadas pelo Kansas City Chiefs e vem para ser a grande arma do front seven. A espinha dorsal da defesa acaba com Malik Hooker na retaguarda.

Importante também citar que sete das oito primeiras escolhas de draft foram em jogadores defensivos. Entre eles o cornerback Rock Ya-Sin e os linebackers Ben Banogu e Bobby Okereke.

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

A falta de sorte ou de Luck é o que faz esse time não ir para frete. Além disso, acho importante citar que existem buracos na defesa a serem preenchidos mesmo com os reforços e o ataque está longe de ser perfeito.

Voltando para o ponto principal:

Jacoby Brissett, que já foi um dos infinitos sucessores de Tom Brady (que perderam para a longevidade do camisa 12), recebeu no colo a titularidade. Em 2017, ano que Andrew Luck não jogou, ele somou 58,8% de aproveitamento, 13 touchdowns e sete interceptações.

O jovem de 26 anos, que está indo para sua quarta temporada na liga, está longe de ser o franchise quarterback. Contudo, ele tem movimentação interessante e pode segurar o rojão.

Para lhe ajudar, a linha ofensiva melhorou muito em 2018 e deixou de ser o motivo do stress do quarterback (os buracos da linha devem ter tirado uns bons anos da carreira de Luck). Quenton Nelson poderia ter sido o melhor calouro ofensivo e ele se alinha ao lado do center Ryan Kelly e do guard Mark Glowinski.

Eles, inclusive, foram os responsáveis por permitir que o camisa 12 tivesse seu recorde na carreira com cinco jogos consecutivos sem ser sackado.

Com um pouco mais de mobilidade do que Andrew Luck, Jacoby Brissett também pode tirar proveito de Marlon Mack, que teve algumas performances dominantes. Ele foi o primeiro jogador do Indianapolis Colts a ter quatro jogos com mais de 100 jardas desde Joseph Addai em 2007. O problema? Ele precisa ficar saudável.

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

O calendário está muito mais difícil do que o do ano passado e 2018 já foi no sufoco após o início com campanha de 1-5. Os jogos mais fáceis serão contra o Miami Dolphins e o Denver Broncos, ambos em casa.

A divisão é complicadíssima com Tennessee Titans, Jacksonville Jaguars e Houston Texans, tanto é que dois foram para os playoffs e um ficou no quase no ano passado. Além disso, Kansas City Chiefs, New Orleans Saints e Los Angeles Chargers foram para a pós-temporada.

Não vai ter mamata e, com a baixa de Andrew Luck, a vida do Indianapolis Colts será muito difícil. Diferentemente o ano passado, não vai dar para tropeçar nem deixar para se recuperar depois do primeiro terço da temporada.

 

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