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Prévia Green Bay Packers 2017: nas mãos de Rodgers, nos pés de Crosby e com defesa “salve-se quem puder”!

Prévia Green Bay Packers

O pacote que os Packers irão entregar nesta temporada que se aproxima não será muito diferente do que foi entregue nos últimos anos. Aaron Rodgers ainda é um jogador fantástico. Alguém duvida que ele lance mais uma Hail Mary? Enfim, a posição de QB é a que menos preocupa. Aliás, o ataque em geral não deve desapontar.

Desempenho em 2016: 10-6

Previsão nada científica para 2017: 9-7

Linha de Las Vegas (você pode apostar em mais ou menos vitórias que o número a seguir): 10

Jogadores de Pro Bowl em 2017: Aaron Rodgers, Jordy Nelson, Martellus Bennett (pelos Patriots), Clay Matthews e Mason Crosby

Quem pode se juntar a essa lista: Ty Montgomery, Randall Cobb e Bryan Bulaga

O wide receiver Jordy Nelson e Rodgers formam uma das melhores duplas. A sintonia é fina. A dupla deve anotar alguns TDs e fazer belas jogadas. Mas Rodgers também não deve ter muitos problemas em se acertar com Martellus Bennett. O tight end chega com moral, foi campeão com os Pats e deve se tornar um dos principais alvos do QB dos Packers.

Para o desafogo surge o eficiente Randall Cobb. Com Nelson e Bennett visados, Cobb pode se aproveitar e despontar como o terceiro alvo. O quarto alvo parece que será o corredor Ty Montgomery. Sim, você não leu errado. Montgomery, que era WR e se tornou running back por um vazio no elenco, se mostrou muito confiável recebendo passes na última temporada e surpreendente no backfield. Os três novatos selecionados no último draft (Jamaal Williams, Aaron Jones e Devante Mays) devem se revezar enquanto Montgomery descansa entre passes e corridas.

Os Packers estão inclinados a se tornarem um time que lança muito e que é conservador na hora de correr.

Isso também porque Eddie Lacy (que por mais odiado/amado carregava o piano) foi embora e porque o miolo da linha ofensiva está se reconstruindo. T.J. Lang e J.C. Tretter foram embora, deixando o problema de proteger Rodgers e munir o jogo corrido com Corey Linsley, Lane Taylor e Don Barclay. É certo que David Bakhtiari no lado cego, e Bryan Bulaga ainda formam uma boa dupla de tackles, mas o meio preocupa.

Clay Matthews Aaron Rodgers Packers

Crédito: Instagram/reprodução

Rodgers é um escapista, mas uma contusão mais séria e a temporada acaba. Parece ser mais uma temporada em que o ataque terá que carregar a defesa. E isso não é uma coisa absurda, afinal o ataque é o que há de melhor em Green Bay.

Prévia Green Bay Packers: o que vai feder

O tempo passa, o tempo voa. Aaron Rodgers não vai jogar para sempre. Já faz sete anos que os Packers levaram o anel de campeão e isso joga uma tonelada de pressão na defesa. É certo que se a defesa melhorar, o time, que já tem boas chances de se classificar para os playoffs, entra de vez nas conversas sobre título.

Mas muita gente graúda foi embora. Julius Peppers, Datone Jones, Mike Pennel, Sam Shields e Micah Hyde. Mas Clay Matthews ficou e ele precisa reencontrar seus melhores dias. O treinador Mike McCarthy tem apostado em um Matthews mais versátil, cobrindo diversas posições e muito móvel no front seven. Contudo, Matthews sempre rendeu mais pressionando o QB adversário, coisa que ele deve voltar a fazer em 2017. A lado dele, Nick Perry, Blake Martinez e Jake Ryan completam o quarteto de linebackers, Na linha de frente, Mike Daniels, Christian Ringo e Kenny Clark formam o trio que dá o primeiro combate. Este front seven precisa melhorar também, não basta jogar tudo nas costas da secundária, que foi muito criticada ano passado e que retorna como a grande vilã.

Confira nosso esquenta para a temporada 2017 da NFL

Os safeties Ha-Ha Clinton Dix e Morgan Burnett seguem sendo a referência da tão criticada secundária. E as críticas vieram com razão. Na última temporada, os Packers tiveram a 31ª pior secundária contra o passe, só ficando à frente do grupo do New Orleans Saints. Sendo assim, o novo grupo de cornerbacks precisa melhorar já, agora. A volta de Davon House é animadora, mas a permanência do trio Damarious Randall, Ladarius Gunter e Quinten Rollins deixa o torcedor de Green Bay com os cabelos em pés.

A boa notícia é que não há muito espaço para piora. A defesa pode ir de segunda pior para última e mesmo assim o time deve vencer jogos.

Agora, qualquer mudança pra melhor e o time só tende a crescer e vencer os jogos com mais folga. Olho nos novatos Kevin King e Josh Jones, ambos podem pintar, já que ninguém tem a titularidade absoluta nessa secundária.

Pé na forma

Os especialistas parecem ficar à margem do restante dos outros jogadores. Mas, cada vez mais, eles decidem jogos para o bem ou para o mal. Em Green Bay, Mason Crosby é absoluto. Mesmo aos 33, Crosby é muito consistente. Na última temporada, o chutador somou 122 pontos: foram apenas quatro erros em 30 tentativas de field goal, sendo que o mais longo foi de 53 jardas. Crosby chutou pouco, isso porque os Packers sempre preferem arriscar uma descida ao invés de ir para o chute. Mas quando é chamado, Crosby tem um bom aproveitamento. E os Packers vão precisar de todo e qualquer ponto, visto que a defesa é um convite para os adversários.

Randall Cobb e Ty Montgomery devem dividir os retornos e precisam colaborar mais, segurando melhor a bola: foram quatro fumbles em retornos em 2016/17. Os especialistas não devem comprometer muito e de longe são o menor dos problemas dos Packers. Mas todo cuidado é pouco, o cuidado com a bola é fundamental para não botar mais pressão ainda na defesa.

Prévia Green Bay Packers: a tabela

Crédito: Instagram/reprodução

Todo ano é a mesma dureza. A NFC North é extremamente competitiva e até o patinho feio Bears pode tirar uma vitória dos outros três times rivais. Os Lions surgem como os grandes rivais, mas os Vikings chegam embalados e com muito apetite. Desses seis jogos, o mínimo que se espera são três vitórias. Um desempenho com 4 ou 5 vitórias e a franquia de Green Bay tem grandes chances de desgarrar. O grande jogo da temporada parece ser contra os Lions, no Lambeau Field. Isso porque os Packers estarão voltando da semana de folga e recebem o rival que mais deve incomodar.

Como ganhou a divisão no ano passado, os Packers enfrentarão três gigantes da Conferência Nacional (NFC). Cowboys e Falcons fora de casa e Seahawks dentro. Daí, o negócio engrossa. Uma vitória em casa e duas derrotas na estrada são bem plausíveis. Contra Panthers, Bucs e Saints, o time pode beliscar duas vitórias, só não pode passar em branco. Para finalizar, a cascuda AFC North promete jogos duríssimos. Os Browns chegam renovados, Bengals e Ravens, dentro de casa, não serão vida fácil e os Steelers talvez sejam o confronto mais duro contra um time da Conferência Americana (AFC).

 

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