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Prévia Detroit Lions: Matt Stafford é o cara, mas será que o resto do time segura as pontas na competitiva NFC North?

Previa Detroit Lions

Piada pronta por anos, o Detroit Lions calou a boca dos críticos na última temporada e chegou aos playoffs. O time mostrou evolução, qualidade e, acima de tudo, capacidade de vencer aqueles jogos “vencíveis”. Na temporada 2017/18, então, o céu só pode ser o limite, certo?

Não é bem assim.

Categoria: O que é que vai sair disto?

Desempenho em 2016-17: 9-7

Previsão nada científica: 7-9

Linha de Las Vegas (você pode apostar em mais ou menos vitórias que o número a seguir): 8

Jogadores de Pro Bowl em 2017: Matt Pratter (kicker)

Quem pode se juntar a essa lista: Matthew Stafford (quarterback), Marvin Jones (wide receiver)

O time dos Lions está longe de ser ruim, mas também não é uma maravilha. O Matthew Stafford de 2016/17 foi um dos quarterbacks mais interessante de se ver jogar na temporada, e deixou o patamar de “talvez o novo Jay Cutler” — aquele marasmo interminável —, e finalmente fez jus ao status de primeira escolha de um Draft. Jogou muito e, acima de tudo, foi decisivo: o homem mais querido de Detroit comandou nada menos do que oito vitórias de virada no quarto período, estabelecendo um novo recorde na NFL.

Esse número, porém, também nos diz muito sobre os Lions. Oito das nove vitórias da equipe vieram no último período, algumas na base do milagre; nada é fácil em Detroit. E não dá para depender disso a todo tempo. Não à toa, a derrocada no playoffs veio em dia que o ataque foi tipicamente magro no primeiro tempo e atipicamente insípido no segundo contra o Seattle Seahawks.

Confira nosso esquenta para a temporada 2017 da NFL

Mas voltemos a Stafford. Ele figura entre os dez melhores quarterbacks da Liga em uma série de estatísticas avançadas como porcentagem de passes completos ajustados (76,1%) e passer rating sob pressão (78,2). Mesmo com 700 jardas a menos do que em 2011, quando lançou para mais de 5000 e 41 touchdowns, arrisco dizer que a última temporada foi a melhor da carreira do quarterback. Aos 29 anos e mais experiente, Stafford é mais eficiente, mesmo sem colocar números espetaculares: 24 touchdowns no último ano, mas levando os Lions aos playoffs apenas pela terceira vez na carreira.

 

The squad is hitting the field tomorrow. #OnePride

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Stafford é a pedra fundamental dessa equipe. E ele agora é o jogador mais bem pago da NFL.

Prévia Detroit Lions: Concorrência vem pesada

O grande desafio para os Lions na temporada será enfrentar uma NFC North mais competitiva. O Chicago “pedimos desculpas pelo transtorno, estamos em obras para melhor atendê-los” Bears é peça fora do tabuleiro ainda. Mas Green Bay Packers, por motivos de Aaron Rodgers (existe vida pós-Olivia Munn?), e Minnesota Vikings, pela defesa espetacular e um renovado Sam Bradford (queimando minha língua) são, hoje, minhas apostas para a divisão.

A previsão de 7-9, com Detroit perdendo duas a mais do que no ano passado e, provavelmente ficando fora dos playoffs, é mais produto dos adversários do que qualquer coisa. Os duelos contra a AFC North também não ajudam. Encarar os Steelers em Pittsburgh já conta 0,5 na coluna do L.

Falar da ordem de calendário é ciência de boteco, achismo e parapsicologia. Mas que a sequência da semana 3 a 6 dos Lions é ingrata, isso é inconteste. Vejamos:

Semana 3: Atlanta Falcons, vice-campeões do Super Bowl e mais uma vez candidatos ao título. Em Detroit.

Semana 4: Minnesota Vikings, primeiro duelo de divisão. Em Minneapolis.

Semana 5: Carolina Panthers, defesa Top 3 na NFC e Top 5 na NFL, e vice-campeões há 2 anos. Em Detroit.

Semana 6: New Orleans Saints, Drew Brees lançou para pelo menos 4800 jardas nas últimas seis temporadas. Em New Orleans.

Tudo isso é seguido pela semana de bye. Mas uma sequência desastrada pode deixar o time na pior. Historicamente, equipe com recorde de 2-4 só chegam aos playoffs 9% das vezes. Mais uma derrota — e os Lions pegam os Steelers na semana 8 — e as chances caem para 4%.

Se o Detroit Lions quer manter alguma chance de ir aos playoffs — e apagar o recorde ridículo de 9 derrotas consecutivas na pós- temporadas desde 1991 —, vencer pelo menos dois desses adversários, quem sabe em casa, é fundamental.

Lesões não estão ajudando

Jim Caldwell certamente tinha um panorama muito diferente do atual quando começou a planejar a temporada. Especialmente por conta de lesões tão sérias quanto inesperadas, o treinador precisará de desempenho acima da média de jovens recém-chegados para a defesa.

Jarrad Davis, linebacker dos Florida Gators escolhido na primeira rodada do Draft, e Jalen Reeves-Maybin, linebacker de quarta rodada vindo de Tennessee, devem ser os dois principais nomes da posição. Na linha defensiva, os veteranos Haloti Ngata e Ezekiel Ansah vêm de temporadas ruins e estão no último ano de contrato. Precisam jogar bem, e, caso voltem a boa fase, podem fazer a diferença. A perda de Kerry Hyder, que rompeu o tendão de Aquiles recentemente e está fora da temporada, é uma das mais impactantes em qualquer time da NFL. Hyder é um defensive end que vinha subindo de produção ano após ano, e esperava-se demais dele agora.

Outra perda preocupante para o time é o segundo-anista Taylor Decker, jogador de linha ofensiva. Ele fora um dos destaques da última temporada, defendendo bem o lado cego de Stafford. A lesão do left tackle é no ombro e ainda não se sabe quanto tempo ele ficará em reabilitação, mas as estimativas mais otimistas dão pelo menos metade da temporada como perdida.

Prévia Detroit Lions: Ataque é o ponto positivo

Stafford é quem comanda, e já falamos o suficiente dele. Mas há de se dizer que as armas ofensivas à disposição dele são melhores do que há um ano atrás. Golden Tate é um ótimo recebedor, com suas duas temporadas de pelo menos 1.000 jardas acontecendo em Detroit. Ele e Matthew Stafford se entendem.

Marvin Jones, indo para seu segundo ano com a equipe, tem potencial para ser melhor ainda. O wide receiver vem sucessivamente melhorando suas marcas desde que chegou à NFL, chegando a 930 jardas em 2016/17. E, com 1,88m, é daquelas ameaças que consegue se virar em coberturas duplas ou contra os cornerbacks mais físicos da Liga.

A perda de Anquan Boldin, que não renovou e foi parar na outra ponta do Lake Erie, em Buffalo, foi suprida com duas escolhas de draft: o wide receiver Kenny Golladay, terceira rodada de Northern Illinois, e o tight end Michael Roberts, quarta rodada de Toledo. Eles se juntam ao também tight end Eric Ebron e aos running backs Ameer Abdullah e Theo Riddick, reconhecidos como uma das melhores duplas da posição recebendo passes, como as armas a disposição de Stafford. Resta, agora, vermos o que ele será capaz de fazer com elas.

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