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Prévia Dallas Cowboys 2019: um monte de estrelas bem pagas vai resultar em Super Bowl?

O Dallas Cowboys não é chamado de America’s Team à toa. O time é uma bomba midiática e uma das franquias mais conhecidas dos esportes americanos.

Fazendo uma analogia, se uma pedra que cai em um lago de propriedade do Jacksonville Jaguars causa um pequeno movimento na água, se ela caísse em uma lagoa dos Cowboys, um tsunami seria formado.

E a organização combina bem com a personalidade de Jerry Jones, dono e general manager da equipe do Texas. E também com muitos de seus jogadores.

Categoria: Vai rolar uma decadência?
Campanha em 2018: 10-6
Projeção para 2019: 10-6
O que me faz sorrir: Ezekiel Elliott e outras estrelas de contrato novo (e motivadas)
O que me faz ter calafrios: Jason Garrett no comando (oferecimento: Miguel Amado)

Os Cowboys tiveram uma offseason cercada de agitações extracampo. Os meses que se passaram desde a eliminação para o Los Angeles Rams, em janeiro, foram recheados de negociações contratuais e até houve um boicote estendido de Ezekiel Elliott durante o training camp.

Contudo, Jerry Jones pode até enrolar, mas ele costuma preencher os cheques no final das contas. Elliott acertou um novo (e enorme) contrato nesta semana e jogadores como o defensive end DeMarcus Lawrence, o linebacker Jaylon Smith e o offensive lineman La’el Collins também receberam uns bons dólares.

Astros como o quarterback Dak Prescott e o wide receiver Amari Cooper ainda não embolsaram com renovações, mas não deve levar muito tempo no futuro para isso.

Fato é que Dallas é uma equipe novamente muito interessante e qualificada, mas que acaba tendo que lidar com pressão adicional devido a esses estalinhos que viram verdadeiras granadas em Frisco.

Tudo isso só aumenta em um time que não ganha um Super Bowl desde 1995, mesmo com altos investimentos e Jerry Jones salivando por um Vince Lombardi Trophy.

Às vezes pode parecer até injusto com um time com tanto talento nos dois lados da bola. Talvez seja uma forma que os deuses do futebol americano encontraram para punir Jones por sua insistência em Garrett.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

Eu gosto de bastante coisa nesse Dallas Cowboys. Mas, em especial, vou citar três coisas e falar sobre elas nos parágrafos abaixo: Ezekiel Elliott, linha ofensiva e Leighton Vander Esch.

Sobre Elliott, inegavelmente esse cara é um dos jogadores ofensivos mais talentosos da NFL. Ele é capaz de mudar o ataque de Dallas da água para o vinho, como deixei bastante claro neste meu texto.

O camisa 21 é forte pelo chão e pelo ar. Prova disso é que está vindo de uma temporada 2018 com 2.001 jardas produzidas a partir da linha de scrimmage e nove touchdowns anotados.

Zeke é fundamental para o sucesso de um quarterback como Dak Prescott. Mediano, caso você não tenha conseguido ler nas entrelinhas.

A linha ofensiva também é um primor. Travis Frederick está voltando, depois de se recuperar da Síndrome de Guillain-Barré, e centralizará uma unidade que conta com outros astros do porte de Tyron Smith, Connor Williams, Zack Martin e La’el Collins. Não à toa, o site Pro Football Focus ranqueou essa OL como a segunda melhor da NFL entrando na temporada 2019.

E Leighton Vander Esch dispensa comentários. No ano passado, em sua temporada de calouro, o linebacker cresceu de produtividade ao longo do campeonato e mostrou por que foi selecionado na primeira rodada do draft de 2018.

O jovem defensor mostrou que pode ser um dos líderes do front seven e somou 140 tackles totais e duas interceptações.

E olha que a defesa dos Cowboys ainda tem outros bons nomes como DeMarcus Lawrence, Tyrone Crawford, o ‘sr. suspensão’ Randy Gregory e mais. E o defensive end Robert Quinn foi uma das poucas contratações da free agency e chega para complementar o sistema defensivo.

Faço uma menção honrosa a Amari Cooper. O wide receiver adquirido em uma troca com o Oakland Raiders, no meio da temporada passada, adicionou um elemento de desequilíbrio para o jogo aéreo e ajudou (e muito) Prescott. Em apenas nove jogos pelos Cowboys, Cooper fez 53 recepções para 725 jardas e seis TDs, o suficiente para ele desejar um novo contrato substancial.

Ah, e Jason Witten voltou da aposentadoria após um ano como comentarista. Um líder desses no elenco só pode somar.

ezekiel elliott cowboys

Crédito: Instagram/reprodução

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

Não vou citar o nome de Jason Garrett mais uma vez. Já tenho meu amigo Miguel Amado para citá-lo aleatoriamente e destilar seu ódio em 67,9% de nossos textos e podcasts. Sim, foi um dado que eu inventei para causar uma reação de surpresa totalmente forjada.

Aqui neste tópico, vou mencionar o time de especialistas e o corpo de wide receivers.

Nos special teams, Brett Maher é um kicker inconstante e que pode trazer problemas em jogos mais apertados. Em 2018, ele acertou 29 field goals de 36, marca nada espetacular. Um ponto a seu favor é a marca de seis chutes de sete entre os de mais de 50 jardas de distância.

Os especialistas dos Cowboys costumam ser superados em retornos de punts e kickoffs e isso é algo bem negativo.

Já no corpo de WRs, o já citado Cooper está lá, mas Cole Beasley rumou para o Buffalo Bills. Para suprir essa ausência, Randall Cobb, ex-Packers, foi contratado. Mas seu histórico recente de lesões não anima.

Dito isto, será importante que o jovem Michael Gallup apareça bem nesse grupo e ajude a elevar o nível de jogo dos recebedores.

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

Confesso que tive dificuldades para prever essa temporada dos Cowboys. São muitas variáveis. O time teve uma boa dose de sorte no ano passado, em jogos apertados, vencendo nove de 11 jogos decididos por sete pontos ou menos.

A equipe chegou a estar com 3-5, mas venceu sete dos últimos oito jogos para terminar com 10-6 e com uma vaga nos playoffs.

Neste ano, a tabela começa ‘de boa’, com jogos contra New York Giants (casa), Washington Redskins (fora) e Miami Dolphins (casa) nas três primeiras semanas. Mas, depois disso, entre as semanas 4 e 7, tem muitas pedreiras: New Orleans Saints (fora), Green Bay Packers (casa), New York Jets (fora) e Philadelphia Eagles (casa).

Após o bye, na semana 8, o time de Jason Garrett ainda terá pela frente adversários como Minnesota Vikings, New England Patriots, Chicago Bears e Los Angeles Rams.

Pensando bem, pode ser arriscado meu 10-6, mas um time com tanto talento assim tem a obrigação de ter, no mínimo, nove vitórias.

 

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