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Prévia Cleveland Browns 2017: pelo amor de Deus, leia esta prévia, prometo que vale a pena

Prévia Cleveland Browns

Sim, preciso implorar. O Cleveland Browns não devem ganhar mais de quatro partidas em 2017, mas para sair de uma draga que parece durar três séculos e meio, o time teve que explodir tudo que tinha sido feito e construir algo em cima. Com o comando de Sashi Brown de general manager, Peter DePodesta de consultor (o Jonah Hill em Moneyball) e Hue Jackson de treinador, o processo é bastante interessante e no ano 2 dele poderemos ver um pouco do futuro da franquia.

Mas de novo, isso não deve significar vitórias em 2017. O que não quer dizer que não valha a pena ver o que está rolando em Cleveland.

Categoria: Quanto falta para a temporada 2018 mesmo?

Desempenho em 2016: 1-15

Previsão nada científica para 2017: 4-12

Linha de Las Vegas (você pode apostar em mais ou menos vitórias que o número a seguir): 4,5

Jogadores de Pro Bowl em 2017: Joe Thomas (Left Tackle)

Quem pode se juntar a essa lista: Isaiah Crowell, Jamie Collins, Danny Shelton

O Cleveland Browns foi o time mais interessante da offseason. Sim, eu estou usando superlativos para fazer você continuar lendo a prévia. Mas tem um grande fundo de verdade: o time fez uma troca à la NBA, aceitando o contrato horroroso de Brock Osweiller e conseguindo uma escolha alta no Draft em troca.

Tão velho como dizer que “ataques ganham jogos, defesas ganham campeonatos” é afirmar que para construir um time de futebol americano, a primeira coisa a ser feita é reforçar as duas linhas, ofensiva e defensiva. Brown e DePodesta são dois dirigentes que puxam a fila da análise estatística, o mais moderno na montagem de elenco. E eles acreditam nessa mensagem, tanto que gastaram os tubos na linha ofensiva e draftaram Myles Garrett, defensive end, com a primeira escolha do Draft.

Já falei no Quinto Quarto e na coluna Redzone um milhão de vezes sobre Joe Thomas, que protege o lado cego de um quarterback dos Browns desde que Charlie Frye era o infeliz e já no primeiro jogo foi substituído por Derek Anderson. Enfim, 10 temporadas, 10 Pro Bowls, 7 vezes All-Pro, nenhum jogo perdido por lesão, Futuro Membro do Hall da Fama e 10 AVCs no futuro pensando em como perdeu anos no Ohio.

Só que nesta temporada ele voltará a ter vários bons companheiros: Joel Bitonio teve seu contrato estendido e o time foi atrás de J.C. Tretter, center dos Packers em 2016, e Kevin Zeitler, guard dos Bengals em 2016. Ou seja, com esses quatro e um right tackle a ser definido – provavelmente Shon Coleman, talvez Cam Erving – o site Pro Football Focus colocou essa linha como a segunda melhor da NFL, atrás dos Eagles.

Atualização (30/08): Erving não será mais, já que ele foi trocado para o Kansas City Chiefs.

Prévia Cleveland Browns: tá, mas e o QB?

Um probleminha? Nem todo o tempo do mundo faz Brock Osweiler ser bom. A disputa pela vaga de quarterback titular da equipe é uma das mais abertas, com Cody Kessler e o calouro DeShone Kizer, que foi bem em seu primeiro jogo de pré-temporada, e também o “mágico de Os (z)” disputando a posição. O que vai sair disso? Eu não sei, Hue Jackson não sabe – apesar de parecer que Kessler é o favorito – e os torcedores dos Browns também não. O interessante seria colocar Kizer, jovem e com potencial, podendo crescer ao longo da temporada.

7️⃣. #BrownsCamp

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Em seu primeiro jogo na pré-temporada, contra os Saints, o calouro teve bons lances, inclusive uma bomba para touchdown de 45 jardas. Ou seja, empolgou mais que 80% dos quarterbacks dos Browns nos últimos 20 anos. Os recebedores é que são uma incógnita: Kenny Britt está no limiar entre ser “bom e subestimado” e nada demais, o explosivo Corey Coleman, escolha de 1ª rodada em 2016, perdeu muitos jogos por lesão em sua temporada de calouro. A equipe ainda draftou o tight end David Njoku com a 29ª posição e ele impressionou no training camp por seu atleticismo e força.

No backfield, o time tem uma boa arma em Isaiah Crowell. O running back bateu na trave das 1000 jardas com menos de 200 carregadas – atrás no placar por muito na maioria dos jogos, o time teve que abusar do ataque aéreo -, tendo uma excelente média de 4,8 jardas por carregada. Com uma linha ofensiva reforçada, ele pode ter um ano similar ao de DeMarco Murray em 2016 pelo Tennessee Titans e brigar pelo título de jardas corridas.

Defesa que começa a ficar interessante

Jamie Collins foi a última vítima de Bill Belichick e sua falta de açúcar na alma, sendo trocado no meio da temporada de um time que viria a ganhar o Super Bowl para a pior franquia da NFL em 2016. Pelo menos o linebacker pode dizer que ganhou o contrato que queria, de quatro anos e US$ 50 milhões.

Todo mundo sabe que Collins é muito bom, apesar de Owen Daniels agradecer ele até hoje por erros em duas jogadas vitais da final da AFC da temporada retrasada. E ele terá muito mais talento em volta em sua primeira temporada completa em Cleveland. Além de Garrett, que pode causar impacto imediato, o também calouro Jabrill Peppers ganhou muitos elogios por sua versatilidade. Ele é um safety em primeiro lugar, mas pode fazer a função de linebacker e também ajudar como cornerback, algo que cada vez é mais comum na NFL (Deone Buccanon que o diga). Na linha, o defensive tackle Danny Shelton foi o segundo DT com mais tackles em jogadas de ataque terrestre da liga, atrás apenas de Damon Harrison dos Giants.

Além deles, o linebacker Christian Kirsley também está de contrato novo e Joe Haden jura que este ano está em sua melhor forma. Todos sabemos que ele é um bom cornerback, o problema é se ele perder jogos, porque o elenco ainda não é recheado em qualidade para compensar.

Atualização: Haden levará esse juramento para Pittsburgh, onde ele assinou novo contrato com os Steelers após ser dispensado pelos Browns

Jason McCourty foi trazido para ser mais uma presença veterana no vestiário e mostrar se tem gasolina no tanque, algo que os Titans não acreditavam muito. Jamar Taylor, também CB, pode assumir um papel mais vital depois de um 2016 destacável: 10 passes defendidos e 3 interceptações em apenas 81 bolas lançadas em sua direção.

Comandando toda essa galera está Gregg Williams, chegando para sua primeira temporada em Cleveland. Quem lembra dele dos tempos de New Orleans sabe que ele é agressivo, tanto mandando blitzes como assinando cheques para seus jogadores machucarem adversários e acabar com a carreira de Kurt Warner.

Não me diga que você não está curioso para ver o 11 de Williams em campo.

Prévia Cleveland Browns: tabela

Cleveland Browns tabela

Crédito: Instagram/reprodução

Caso você tenha sido um guerreiro e lido até aqui, deve ter percebido que sou otimista com os Browns e destaquei o talento que há no elenco. Mas esse é o ponto bom e ruim da NFL: todo time tem um melhor algo ou top 5 X e isso não é suficiente para vencer jogos.

Na AFC North, o time é a quarta força e o time ainda tem jogos chatos fora de casa – Colts e Texans – mais os Packers no Ohio. Entre os jogos que dá para vencer, Jets em casa, Jaguars em casa e até os Bears fora são perfeitamente possíveis. Mais uma vitória em casa contra Ravens ou Bengals – os Steelers estão muito à frente – e a evolução de jogadores jovens e podemos dizer que a temporada dos Browns foi um sucesso. Fora dos playoffs, claro.

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