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Prévia Cincinnati Bengals 2017: sob enorme pressão, Bengals afiam suas garras e partem para o ataque

Cincinnati Bengals

Na prévia do último ano, escrevi assim sobre os Bengals:

Quase. A franquia de Cincinnati não aguenta mais ficar no quase; não suporta mais ser favorita e cair nos playoffs. A pressão por resultados é massacrante em Ohio e o título dos Cavaliers reascendeu a esperança do estado ver outro time ser campeão. Marvin Lewis já ganhou seguidas oportunidades de comandar um time vencedor e 2016 pode ser sua última chance.

É crucial que Andy Dalton fique saudável e que Vontaze Burfict transforme toda sua ira futebolística em tackles e turnovers para que os Bengals retornem aos playoffs e, quem sabe, lutem para vencer o último jogo da temporada.

Esqueça a bengala, esses tigres são motorizados!

Como sabemos, 2016 foi péssimo e mesmo assim Marvin Lewis segue no comando. Pela primeira vez, Dalton e Lewis combinaram para uma temporada com mais derrotas do que vitórias. Dalton até que ficou saudável, mas apanhou muito (41 sacks) e não pôde contar com A.J. Green em seis partidas. Tyler Eifert só começou jogando em duas partidas e fez uma falta tremenda. Giovani Bernard também quase não foi à campo, mas Jeremy Hill segurou as pontas, apesar dos fumble decisivo contra os Steelers. Vontaze Burfict não me decepcionou, cometeu faltas estúpidas e afundou de vez com sua equipe. Adam Jones segue procurando confusão.

Enfim, as peças principais são quase as mesmas e muito boas. A pressão por resultados é muito maior. Algumas cabeças podem rolar após a temporada. Alguns bons veteranos saíram e o time vem cheio de novidades e apostas dos últimos drafts. A.J. McCarron está na cola de Dalton. Marvin Lewis parece caminhar para uma demissão. A.J. Green e Tyler Eifert não podem ficar de fora de nenhuma partida. Burfict está livre para cometer mais delitos. Os Bengals são de difícil prognóstico.

Categoria: O que é que vai sair disto?

Desempenho em 2016-17: 6-9-1

Previsão nada científica: 8-8

Jogadores de Pro Bowl em 2017: Andy Dalton, A.J. Green, Tyler Eifert, Tyler Eifert, Giovani Bernard, Geno Atkins, Carlos Dunlap e Shawn Williams.

Quem pode se juntar a essa lista: Vontaze Burfict, Jeremy Hill.

Isso porque o time tem boas peças que fazem a diferença, ao mesmo tempo em que o time parece desmontar. De nada adianta ter Dalton, Eifert e Green se a linha ofensiva é um convite para sacks. E a linha não tende a melhorar muito não. Andrew Whitworth e Kevin Zeitler foram negociados e fecharam contratos gordos com Rams e Browns, respectivamente. Agora, se com eles Dalton já sofria, imagina sem eles.

Prévia Cincinnati Bengals

(Crédito: Instagram/reprodução)

Andy Dalton não funciona sem um pocket bem protegido. Ele ainda não consegue distinguir quando um pocket está se desmoronando. Essa é uma qualidade que alguns QBs desenvolvem com o tempo, mas Dalton ainda se afoba todo e toma a pior decisão. A linha ofensiva precisa funcionar, mas parece que o time pouco se mexeu na offseason.

Cedric Ogbuehi parece que vai ficar como o responsável pelo blindside de Dalton. O tackle começou sua carreira jogando na direita, mas seu desempenho caiu abruptamente e ele foi para o banco. Talvez Ogbuehi se encontre na esquerda  da linha, mas a desconfiança é enorme. Jake Fisher, que assim como Ogbuehi foi escolhido no draft de 2015 e reunia muitas expectativas, vai atuar como right tackle. Sei não, parece que Dalton vai sofrer. Andre Smith, que retorna após um ano com os Vikings, irá atuar como right guard, posição em que nunca atuou. Do outro lado, o guard será Clint Boling, que sofreu com uma lesão no ombro em 2016 e retorna muito pressionado. Mas a posição que mais preocupa é a de center. Russell Bodine está piorando ao longo dos três anos de NFL. Essa linha ofensiva vai feder. O jeito é partir para o ataque antes que Dalton sofra pressão. O ataque em que ser a força da equipe em 2017.

Brandon LeFell segue no time e formará a dupla de recebedores com Green. Coisa que a gente pouco viu em 2016. Com tempo e proteção, Dalton pode municiar e fazer da dupla uma das melhores da NFL. Tyler Boyd vem com tudo após um ano excelente como novato. Os Bengals ainda escolheram John Ross na primeira rodada. Ross foi o corredor mais rápido do combine, mas ainda se recupera de uma lesão no ombro. O grupo de recebedores já era muito talentoso, e talvez Ross jogue pouco em 2017. Até o recebedor Cody Core pode ter mais chances que Ross. Resta saber se a bola vai chegar. O corredor Rex Burkhead ficou anos amargando a reserva em Cincinnati, mas explodiu no passado e chamou a atenção dos Patriots. Burkhead foi para os atuais campeões e os Bengals arriscaram no draft selecionando Joe Mixon.

Mixon é muito talentoso e de uma bravura admirável. Ele não desiste nunca, é um dos corredores mais atuantes sem a bola. Bloqueia, dá tackles e deixa tudo em campo. Sem falar em sua capacidade de se envolver no jogo de passes. Mas seus problemas fora dele incomodam e geram um caminhão de incertezas.

Prévia Cincinnati Bengals: Garras afiadas

Após um início complicado na temporada passada, a defesa passou a ser o ponto forte da equipe na segunda metade da temporada. Contudo, três nomes de peso deixaram a equipe. Domata Peko, Rey Maualuga e Karlos Dansby deram adeus e deixaram um vazio enorme. Os três ficaram com fama de lerdos em 2016, e os Bengals foram atrás de gente nova. Pelo menos, Geno Atkins, esse um monstro e disparado o grande nome do front seven, e Carlos Dunlap, outro grande defensor, seguem na equipe. A dupla se mostrou um força sackando os QBs adversários, mesmo os Bengals não sendo um time que sacka muito. Ao lado dos dois, Pat Sims e Michael Johnson ainda sofrem para invadir a linha ofensiva adversária pelo meio. Os Bengals precisam encontrar o equilíbrio para que Atkins e Dunlap não fiquem sobrecarregados.

Prévia Cincinnati Bengals

(Crédito: Cincinnati Bengals/divulgação)

Entre os linebackers, Burfict é o mais talentoso e o mais problemático. Se ficar de fora das penalidades e focar no que ele faz de melhor, a defesa ganha muito. Os Bengals assinaram com Kevin Minter e ele deve contribuir jogando pelo meio. Olho em Vincent Rey, caso Minter não dê conta, Rey fez uma pré-temporada fantástica. Nick Vigil e Carl Lawson brigam pela outra vaga de linebacker. Na secundária, Adam ‘Pacman' Jones ainda é o melhor corner do time, mesmo se afundando em confusões. Jones é uma versão reduzida de Burfict, tanto nas qualidades, quanto nos problemas com faltas e suspensões. A dupla de arruaceiros precisa se acalmar. Se Jones vacilar, William Jackson pode tomar seu lugar. Dre Kirkpatrick surge como um bom nome e os Bengals fizeram de tudo para ele ficar. Kirkpatrick foi escolha de primeira rodada em 2012, demorou para se firmar, mas é o grande cornerback ao lado de Jones.

Para completar a secundária, George Iloka e Shawn Williams são grandes safeties. Sempre concentrados na bola, fazem poucas faltas e ainda são ótimos contra o jogo corrido. Se o front seven conseguir impôr um pouco mais de pressão, a secundária irá voar em 2017. Pode esperar mais interceptações e poucos pontos cedidos por partida.

Na reserva, os Bengals ainda contam com as duas escolhas de 2017, Jordan Willis e Carl Lawson. Além de Marcus Hardison e Andrew Billings, escolhas de 2016 que pouco atuaram.

Especialistas

Após anos de serviços prestados, Mike Nugent foi chutado mesmo antes da temporada 2016/2017 acabar. Randy Bullock assumiu o lugar de Nugent, mas os Bengals preferiram escolher Jake Elliot no draft desse ano. Bullock deve começar como titular, mas Elliot pode assumir a vaga a qualquer momento. Na pré-temporada, ambos tiveram o mesmo desempenho. Lewis fará a escolha em cima da hora.

Prévia Cincinnati Bengals: tabela

(Crédito: reprodução)

É muito arriscado afirmar, mas acredito que os Bengals sejam a segunda força dentro da divisão. Os Steelers estão um pouco à frente, enquanto os Ravens tentam reagir e os Browns lutam para não serem a piada do dia. Dá para sonhar com quatro vitórias. Qualquer coisa abaixo de três vitórias e a temporada vai embora. Qualquer vitória sobre os Steelers valem por dois.

Ainda bem que a AFC Sul está no caminho da equipe. Titans e Jaguars não podem incomodar. Os Colts andam em baixa e só os Texans devem engrossar. Três vitórias em quatro jogos e o time embala.

Ainda na Liga Americana, os Broncos e os Bills surgem. A franquia de Cincinnati não pode tropeçar nos Bills e pode acreditar contra os Broncos. Mas para azar, os quatro confrontos contra a Liga Nacional serão bem complicados. É claro que os Bears pouco metem medo, mas o trio Packers, Vikings e Lions é duro. Não me surpreenderia se os Bengals saíssem só com uma vitória.

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