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Prévia Cincinnati Bengals 2019: dinossauro Marvin Lewis fora e Zac Taylor dentro para arejar a franquia

Cincinnati Bengals

Marvin Lewis não é mais o técnico do Cincinnati Bengals. Eu achei que não viveria para escrever isso. Se algo parecido acontecer no futuro em um texto envolvendo Dallas Cowboys e Jason Garrett, começarei a esperar pelo apocalipse.

(Fiz essa menção aleatória a Garrett para agradar meu amigo do coração Miguel Amado, a.k.a. hater número 1 do head coach dos Cowboys).

Voltando ao foco, os Bengals são um time que precisavam de uma mudança drástica e ela começou pelo head coach. Lewis estava no cargo desde 2003 e não conseguiu uma vitória sequer em jogo de playoffs.

Sete derrotas na rodada de wild card em 16 temporadas e uma campanha 6-10 em 2018 acabaram levando à demissão. Marvin, agora é só você (quem pegou essa referência musical?).

Sai o retrógrado técnico e chega Zac Taylor com sua mente e ideias jovens. Mas, vai dar certo? Tudo indica que pior do que está não fica, pelo menos, segundo um filósofo contemporâneo.

Categoria: Eu tenho que assistir?

Campanha em 2018: 6-10

Projeção para 2019: 5-11

O que me faz sorrir: Marvin Lewis finalmente saiu…

O que me faz ter calafrios: … e os Bengals seguem sendo os Bengals

Taylor acaba de completar 36 anos e é um técnico com um currículo curtíssimo. Ele iniciou sua carreira como técnico em 2008, como assistente em Texas A&M, e posteriormente, entre 2012 e 2015, ocupou diversos cargos no Miami Dolphins.

Em 2016, ele voltou ao college como coordenador ofensivo/treinador de QBs da Universidade de Cincinnati, apenas para retornar à NFL em 2017 com o Los Angeles Rams, onde foi treinador de quarterbacks em 2018. Mas não tem histórico de chamador de jogadas.

Porém, agora caiu no colo dele a chance de ser head coach. E quem disse que ele não pode prosperar? Vide John Harbaugh, monstruoso comandante do Baltimore Ravens, que não teve grandes cargos na NFL antes de virar técnico principal.

E Zac Taylor tem algo que conquista mais em 2019 do que um Escort XR3 conquistava na década de 90: ligação com Sean McVay, head coach dos Rams.

Na NFL atualmente, se você é amigo de McVay e diz uma frase do tipo “tenho mentalidade ofensiva”, os times abrem a porta, estendem o tapete vermelho e perguntam se você quer massagem nos pés e um cappuccino.

Porém, o que os Bengals melhoraram de técnico eles não melhoraram seu elenco.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

Zac Taylor tem potencial para extrair muito de um ataque. Isso considerando que ele jogou Madden junto com Sean McVay, algo que não sabemos se ele aproveitou para fazer.

E os Bengals contam com peças interessantes no ataque. Mas são as velhas de sempre (o que não necessariamente é ruim).

Andy Dalton é o típico quarterback ‘café com leite’. Tem qualidade, mas não espere nada muito além disso. Em 11 jogos na temporada 2018, o camisa 14 completou 61,9% de seus passes para 2.566 jardas, 21 touchdowns e 11 interceptações. Números nada espetaculares, mas considere que A.J. Green esteve lesionado em boa parte do ano.

Falando em Green, esse sim é um nome a se comemorar. Ele precisa para ontem ficar longe do departamento médico e vem da pior temporada de sua carreira: foram apenas 46 recepções para 694 jardas e seis touchdowns em nove partidas.

Mas A.J. Green é simplesmente um dos WRs mais talentosos da NFL. E ponto.

O backfield ofensivo é um dos principais pontos positivos a se destacar. Joe Mixon vem de uma segunda temporada na NFL muito consistente, com 237 corridas para 1.168 jardas e oito touchdowns, além de 43 recepções para 296 jardas e um TD em 14 jogos.

O grupo de RBs ainda conta com Giovani Bernard como boa segunda opção para dividir a carga de trabalho.

Mas o ataque também tem seus problemas e sobre eles vou falar no tópico abaixo.

Zac Taylor, head coach do Cincinnati Bengals

(Crédito: Twitter/reprodução)

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

Se tem um setor que me preocupa nesse ataque é a linha ofensiva. Jonah Williams foi selecionado na primeira rodada do draft para reforçar a OL, mas ele não conseguirá contribuir em 2019. O calouro passou por uma cirurgia no ombro e deve perder toda a temporada.

Então, a linha vai, basicamente, com o guard John Miller, uma das poucas contratações mais chamativas do time na free agency, como uma das únicas novidades.

Cordy Glenn deve ser como left tackle e Bobby Hart (haja coração!) será o right tackle. Na posição de center, Billy Price ou Trey Hopkins será o titular. Essa linha ofensiva me empolga tanto quanto o programa da Sonia Abrão.

Poxa, Brunão, mas se só a OL tem problemas, por que você colocou essa projeção para a temporada?

Só a linha ofensiva nada! Olha essa defesa e você entenderá.

A principal contratação para a defesa na free agency foi o cornerback B.W. Webb (prazer, Bruno Bataglin). Um horror.

Se tem algo para elogiar (mas não muito) nessa defesa é a linha defensiva.

O defensive tackle Geno Atkins ainda é o cara no miolo e, em 2018, mesmo aos 30 anos, somou 10 sacks. Nas pontas, há o talentoso pass rusher Carlos Dunlap, que teve oito sacks e dois fumbles forçados no ano passado, e o jovem Carl Lawson também pode incomodar, depois de um ótimo 2017 (com 8,5 sacks) e um 2018 abreviado por uma lesão ligamentar no joelho.

O grupo de linebackers também é tenso. O (criminoso) Vontaze Burfict saiu para Oakland e não sei se isso chega a ser uma perda. O vestiário ao menos agradece. Mas fato é que o setor está fraco e nomes como Nick Vigil e Preston Brown são os melhores. Nada legal.

A secundária é boa e tem nomes como o jovem cornerback William Jackson, este um excelente talento. Mas Dre Kirkpatrick do outro lado não vem bem nos últimos anos. Os safeties principais são Jessie Bates, que teve uma boa temporada de calouro, e Shawn Williams, que não empolga.

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

Se a pré-temporada pode indicar algo, é que os Bengals não terão uma boa temporada (1-3). Mas nem vou focar nisso. Eu vou é focar nessa tabela bem chatinha.

Os Bengals podem, perfeitamente, chegar até a bye week (semana 9) em um buraco tremendo. Na reta inicial da temporada há jogos contra Seattle Seahawks (fora), Buffalo Bills e Pittsburgh Steelers (todos fora de casa), Arizona Cardinals (casa), Baltimore Ravens (fora) e Los Angeles Rams (campo neutro), sem contar outras partidas.

Depois da folga, já vem Ravens de novo, Oakland Raiders (fora), Steelers (casa), Cleveland Browns (fora) e New England Patriots (casa), só para citar alguns.

Bem, vamos parar por aqui. É melhor.

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