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Prévia Chicago Bears 2019: depois de ano ótimo, o alvo agora está na testa

Prévia Chicago Bears

A temporada 2018 do Chicago Bears teve um miolo maravilhoso ensanduichado com uma derrota horrorosa para o Green Bay Packers na semana 1 e um chute terrível para cair fora nos playoffs contra o Philadelphia Eagles. Tirando esses momentos, o saldo foi mais do que positivo, Matt Nagy provou ser uma cabeça acima da média para pensar o ataque – foi eleito o melhor treinador do ano – e a defesa fez jus à história da franquia.

Só que agora começamos do zero mais uma vez. O Chicago Bears pode repetir o que fez em 2018 e dar um passo além? Ou, no caso, três passos além (chegar e vencer o Divisional Round, final da NFC e Super Bowl)?

Categoria: Pensam em Miami em fevereiro e não é para férias
Campanha em 2018: 12-4
Projeção para 2019: 10-6
O que me faz sorrir: defesa volta quase intacta
O que me fazer ter calafrios: tabela mais difícil e um tal de Mitch

A offseason foi a típica para um time que foi bem na temporada passada mas bateu perto da trave. Perdeu um coordenador que virou head coach, teve algumas saídas de jogadores valorizados, mas nenhum deles insubstituível, e ainda trouxe algumas peças para só encaixar e voltar aos campos. Mas, claro, tem pedras bastante grandes pelo caminho.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

Nagy é treinador de ataque, mas foi a defesa dos Bears que voltou a ser o assunto da NFL. Khalil Mack foi tudo que o Chicago Bears esperava ao abrir mão do que abriram na offseason de 2018. E um bom pass rush na NFL atual eleva toda a defesa. Os defensive backs não precisam se preocupar tanto com rotas longas, os linebackers ficam mais seguros na cobertura e o efeito dominó segue. Não é à toa que, ao mesmo tempo que Mack chegou destruindo, Leonard Floyd veio junto, Akiem Hicks pareceu imparável em dado momento e a secundária brilhou com muitos turnovers forçados.

Todos os citados voltam. A estrutura com Mack e Hicks, Floyd e Roquan Smith, Fuller e Eddie Jackson segue. Adrian Amos foi “roubado” pelos Packers e o time foi atrás de Ha Ha Clinton-Dix, que precisa voltar a botar a carreira nos trilhos após ser trocado por Green Bay. Ele chega com contrato de um ano.

Portanto, a defesa dos Bears é o que me faz salivar. Mas, em um nível mais profundo, o que me interessa bastante é ver a reação de um elenco que quase não mudou após uma derrota horrível para os Eagles. E aí incluo também Tarik Cohen, grande nome ofensivo em 2018, Mitch Trubisky, o veterano right tackle Kyle Long, Trey Burton e companhia limitada.

Tarik Cohen Bears

O baixinho infernizou as defesas rivais em 2018. Teremos repeteco?Crédito: Instagram/reprodução

Estamos falando de um time que mal mudou. Bom, para a saúde mental do torcedor dos Bears, o kicker agora será Eddy Pineiro, que ainda não atuou na NFL após ser cortado pelo Oakland Raiders em 2018.

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

São muitas coisas. A primeira delas: Vic Fangio era um dos coordenadores que há mais anos eram citados como merecedores de uma chance como head coach. Ele era o arquiteto da defesa incrível do San Francisco 49ers com Jim Harbaugh e sua qualidade era tão inegável que, no expurgo após a nada saudosa era John Fox em Chicago, ele ficou e foi mantido no mesmo cargo. Agora ele é o head coach de Denver.

Eu duvido muito que sua saída não fará diferença. O substituto é nosso velho conhecido Chuck Pagano, cujo conhecimento e relação com os atletas não se nega, mas seus ajustes no jogo são coisa de lenda no Indianapolis Colts.

Segundo, Mitchão, Mitchaço. Eu não sou um dos fãs de Mitchell Trubisky. Uma das razões para Nagy ter vencido o prêmio de melhor treinador do ano foi ter tirado Trubisky do holofote, completamente exposto, onde ele estava com Fox, para desenhar um esquema e plano de jogo que deixasse o segundo anista confortável. Agora, no terceiro ano, muitos esperam que Nagy seja mais ousado e que Trubisky responda à altura.

Eu não questiono sua capacidade atlética. Eu acho que ele deu bons sinais, jogando bem, por exemplo, no jogo contra os Eagles (vou parar de falar desse jogo. Prometo, fãs de Chicago…). Mas vendo lances dele parece que há um bom problema de processamento, parecendo meu Lenovo de 4 GB de RAM depois de cinco anos de uso. Inconstante é um elogio e alguns arremessos dele são uma atrocidade.

Ele terá as peças, já que a linha ofensiva é boa, Cohen agora terá mais espaço com a troca de Jordan Howard, Taylor Gabriel é a ameaça de big play, Allen Robinson III é um bom recebedor e Anthony Miller teve sete TDs como calouro. Não há um wide receiver inegável ou um tight end hiper-dominante, mas por isso ter alguém como Matt Nagy para deixar alguém aberto sempre vale cada centavo.

O terceiro… Bem, vamos para baixo.

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

Eu acho que a NFC North melhorou. O Green Bay Packers estava no último ano de uma relação disfuncional, o Minnesota Vikings no ano 1 com um novo QB e o Detroit Lions no ano 1 de sua eterna reformulação sem reconstruir. Este ano todas as equipes devem ser mais competitivas.

chicago bears tabela 2019

O Chicago Bears ainda pega a chata AFC West com duelos contra Chiefs e Chargers em casa. Como já defendi várias vezes, nesses jogos que você tem contra equipes que não são da sua divisão, é melhor pegar o bicho-papão fora de casa, porque caso você perca, é só manter seu mando de casa intacto ou perto disso e está tudo bem. Mas pegar os dois e mais o New Orleans Saints em Chicago é um saco, ainda mais porque ainda tem uma viagem para Los Angeles para dar uma espiada nos Rams.

Em resumo, a tabela é muito mais difícil este ano que na temporada passada. Repetir as 12 vitórias será muito difícil a menos que Trubisky eleve seu jogo ao ponto de ser Top 10, pelo menos, em sua posição. Acredito em uma queda, mas não o suficiente para ser uma das equipes que vão aos playoffs em um ano e perdem a pós-temporada no seguinte.

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