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Prévia Carolina Panthers 2019: quase tudo depende de um Cam Newton inteiro

Carolina Panthers

Atualmente, a saúde de Cam Newton está para o Carolina Panthers como os milk-shakes estão para o Bob’s. Se não existir, é fracasso na certa.

Não, não foi um merchand à toa. Foi apenas uma comparação esdrúxula que encontrei para simplificar a compreensão.

Na temporada passada, os Panthers tiveram um bom início de campeonato e iniciaram a caminhada com uma campanha de 6-2. Contudo, depois de uma derrota horrorosa para o Pittsburgh Steelers por 52 a 21, no Thursday Night Football da semana 10, as coisas começaram a degringolar.

Foi o início de uma sequência de sete derrotas, que começou na mesma época em que Newton começou a sentir problemas no ombro. E a temporada 2018 terminou com a campanha que você verá duas linhas abaixo.

Categoria: Buscando um motivo para sorrir
Campanha em 2018: 7-9
Projeção para 2019: 9-7
O que me faz sorrir: Christian McCaffrey
O que me faz ter calafrios: o histórico recente de Cam Newton

Newton é o quarterback mais versátil da história da National Football League. Ponto. Ele é uma máquina de produzir jardas, seja com seu braço ou com suas pernas. Um verdadeiro terror para os defensores e, ainda por cima, possui um porte físico e uma estatura invejáveis.

Só que ele estraga tudo isso mascando chiclete com a toalha enrolada na cabeça e dando declarações estúpidas às vezes.

Mas, brincadeiras (nem tanto) à parte, o camisa 1 merece ser elogiado e é o franchise quarterback que a franquia da Carolina do Norte procurava desde Jake Delhomme.

Contudo, depois que ganhou o prêmio de MVP em 2015, temporada em que levou os Panthers ao Super Bowl, Newton não conseguiu replicar o sucesso. Foram duas temporadas negativas (6-10 em 2016 e 7-9 no ano passado) e apenas mais uma classificação aos playoffs (o time caiu na rodada de wild card em 2017).

Depois de passar por cirurgia no ombro em janeiro, a recuperação de Newton caminhou positivamente e as notícias foram encorajadoras. Mas então, em um confronto de pré-temporada contra o New England Patriots, Newton machucou o tornozelo.

Não parece ser nada grave, mas o DM dos Panthers vive mandando DMs (mensagens diretas) para Newton.

OK, essa piada foi péssima…

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

Tem muitas coisas (muitas mesmo) que eu gosto nesses Panthers, além de Newton.

A principal delas atende pelo nome de Christian McCaffrey.

Pense em um running back bom da po***. Multiplique isso por cinco e talvez teremos o camisa 22 de Carolina. Esse cara é realmente um canivete suíço.

Selecionado com a oitava escolha geral do draft de 2017, McCaffrey impressionou já na sua temporada de calouro e ultrapassou as 1.000 jardas produzidas pelo chão e pelo ar. Então, em 2018, ele atingiu um patamar ainda mais especial. Isso atuando em 97% dos snaps ofensivos dos Panthers, uma marca digna de nota.

Foram 219 corridas para 1.098 jardas e sete touchdowns, além de 107 recepções para 867 jardas e seis touchdowns. Ou seja, 1.965 jardas. E ele ainda fez um passe para touchdown de 50 jardas. Gênio é pouco.

Com McCaffrey liderando o backfield, Newton tem uma arma para todas as horas. O problema é que, basicamente, os Panthers não podem nem pensar em perdê-lo por lesão, já que peças de reposição como o calouro Jordan Scarlett e Reggie Bonnafon (que se dá melhor como água mineral) não devem manter o nível nem de perto.

O grupo de WRs é bom, nada mais, com nomes como o talentoso Curtis Samuel e D.J. Moore. A perda de Devin Funchess na offseason foi compensada com a adição de Chris Hogan, que mostrou muito serviço no New England Patriots. E, entre os tight ends, o veterano Greg Olsen ainda é um luxo bom de se ter.

Ainda preciso elogiar a linha ofensiva e a defesa dos Panthers. Calma que tem mais umas boas linhas.

Na OL, o ótimo center Matt Paradis chegou, depois de sair do Denver Broncos, e representa uma tremenda melhora no miolo da linha. A permanência de Daryl Williams e Taylor Moton também são importantes nas pontas.

O setor ainda conta com o guard Trai Turner e a chegada do tackle Greg Little, selecionado na segunda rodada do draft de 2019, certamente vai ajudar a reforçar ainda mais a OL.

E a defesa (sobretudo o front seven) tem nomes que dispensam palavras. Só precisamos saber se a mudança do esquema 4-3 para o 3-4 surtirá o efeito desejado.

Luke ‘Nem Preciso Falar Muito’ Kuechly (esse apelido eu acabei de inventar) é um dos linebackers mais talentosos da NFL e só precisa se manter longe das concussões.

Na linha defensiva, os Panthers trouxeram Gerald McCoy, cortado pelo Tampa Bay Buccaneers, e ele acrescenta muita qualidade no pass rush. Ao lado dele, haverá nomes sólidos como Kawann Short e Dontari Poe.

Para melhorar as coisas, o calouro Brian Burns foi selecionado na primeira rodada do draft e chega para reforçar muito. Para colocar fogo no cabaré (nada mal esse trocadilho).

E, na secundária, nomes como os safeties Eric Reid e Tre Boston não devem fazer feio.

Cam Newton, quarterback do Carolina Panthers

(Crédito: Twitter/reprodução)

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

Há poucas coisas, em termos negativos, que me chamam a atenção nestes Panthers. Mas, se tem uma, é os special teams. Que tomaram uma pancada nesta pré-temporada.

O veteraníssimo e confiável kicker Graham Gano foi colocado na injured reserve devido a uma lesão na perna e perderá toda a temporada. No seu lugar, o calouro Joey Slye vai chutar field goals e extra points.

Quando um chutador novato é colocado na fogueira, as coisas geralmente não terminam bem. Mas, pelo menos na pré-temporada, ele acertou todos os seus três chutes de mais de 50 jardas e passou confiança à comissão técnica liderada por Ron Rivera.

Além disso, um dos problemas dos Panthers são as peças de reposição em caso de lesões. O elenco não é muito profundo e isso pode pesar em uma temporada cruel como é a da NFL.

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

Bom, Brunão, se você elogiou tanto os Panthers, como você coloca um 9-7?

Porque eu acho que é a campanha mais condizente com essa tabela difícil que a equipe terá em 2019.

Já na semana 1, um duelo em casa contra o fortíssimo Los Angeles Rams de Sean McVay. Nas duas semanas seguintes, as coisas dão uma ‘amaciada’, com Tampa Bay Buccaneers (casa) e Arizona Cardinals (fora).

Mas, logo depois, tem um jogo contra o Houston Texans (fora), na semana 4.

Após pegar Jacksonville Jaguars e Bucs, nas duas semanas seguintes, vem a bye week. Mas, depois da folga, tem muitas pedreiras. New Orleans Saints (duas vezes), Atlanta Falcons (duas vezes), Green Bay Packers, Seattle Seahawks e até mesmo um chato San Francisco 49ers devem causar problemas.

 

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