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Prévia Buffalo Bills 2019: defesa encantadora e ataque desastroso

Prévia Buffalo Bills

O Buffalo Bills tem uma defesa muito interessante que vem sendo construída ano após ano, enquanto o ataque é composto por diversos pontos de interrogação. No primeiro ano como head coach, Sean McDermott encerrou a maior seca de playoffs então vigente nos esportes americanos. Já no ano passado, o time caiu de produção.

Um ponto importante na análise desta temporada é a divisão. O New England Patriots, como sempre, larga com uma vantagem imensa para conquistar mais uma vez a AFC East. O segundo lugar então é uma obviedade? Não! Isso porque o New York Jets trabalhou muito bem e se reforçou bastante.

A briga de foice será incrível pelo segundo lugar enquanto o Miami Dolphins tenta não passar vergonha. Com esse cenário, as chances de playoffs podem ir embora com outras equipes aproveitando uma divisão mais acessível.

Categoria: Pena que nossa divisão é uma desgraça
Campanha em 2018: 6-10
Projeção para 2019: 8-8
O que me faz sorrir: poder defensivo
O que me faz ter calafrios: os MUITOS problemas do ataque

Em breve vocês vão entender como esse time é o verdadeiro yin yang. A defesa parece uma Ferrari, enquanto o ataque lembra um carro soviético sucateado.

Se eu tivesse que resumir esse time em uma frase eu diria: “a equipe tem o potencial de um adolescente de 16 anos, mas ainda tem muito a evoluir”.

Para não esquecermos das equipes especiais, aqui vai uma palinha: Stephen Hauschka é o kicker e continua em alto nível (converteu 22 de 28 chutes, sendo quatro de sete de mais de 50 jardas em 2018). Corey Bojorquez se fixou como punter após muitas tentativas e média de 45,1 jardas. E os retornos são responsabilidade de Isaiah McKenzie e Marcus Murphy.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

Sean McDermott, responsável pela forte defesa do Carolina Panthers que foi ao Super Bowl 50, conseguiu ter a segunda melhor defesa da NFL no ano passado (294,1 jardas por jogo). Foram oito jogos cedendo menos de 100 jardas terrestres e dez com menos de 200 jardas passadas. O melhor de tudo? Dez titulares estão de volta.

Sendo montada ano após ano com escolhas de primeira rodada, a defesa do Buffalo Bills perdeu o líder Kyle Williams, defensive tackle que se aposentou. No entanto, com a chegada de Ed Oliver o pass rush pode melhorar.

No front seven também é importante destacar Lorenzo Alexander, Jerry Hughes e Tremaine Edmunds. Como muitos jogadores são jovens, é de se esperar que muitos evoluam em relação a 2018.

A secundária segue sólida. Jordan Poyer e Micah Hyde, os dois safeties, dão tranquilidade para o pessoal da frente. Levi Wallace, Taron Johnson, Kevin Johnson e E.J. Gaines brigam por espaço como cornerback.

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

Se a defesa é só alegria, o ataque é tristeza pura. Antonio Brown era o reforço que todos vislumbravam, mas o wide receiver vetou a troca e a esperança se esvaiu.

No ano passado, o Buffalo Bills foi 30º em jardas totais, 31º em jardas passadas, 20º em touchdowns, 31º em interceptações e 30º em pontos. A salvação foi o jogo corrido, que ficou em 9º geral da liga com média de 124 jardas.

Josh Allen é o ponto nevrálgico do ataque. O quarterback vai para a sua segunda temporada e precisa (e muito) melhorar seu jogo de passes. Com muita força no braço, ele peca na precisão (52,8%) e acaba sofrendo muitas interceptações (foram 12 em 12 jogos). O jogador de 23 anos compensa com suas habilidades correndo com a bola (631 jardas), mas isso tem que ser um acréscimo ao seu jogo e não sua única qualidade.

Sem Antonio Brown, John Brown e Cole Beasley foram contratados para a posição de wide receiver e o primeiro pode ser uma arma em profundidade, aproveitando a força no braço de Allen.

Uma das questões é a linha ofensiva, que vem com diversas alterações. O principal reforço foi Mitch Morse, um dos responsáveis pelo sucesso de Patrick Mahomes em 2018. Já no jogo corrido, LeSean McCoy e Frank Gore são jogadores renomados, contudo, se bobearem, podem perder espaço no elenco.

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

No futebol, nós falamos: “quem não faz toma”. No futebol americano, a palavra de ordem é “defesas ganham campeonatos”. Podemos citar várias ocasiões em que isso aconteceu e esse é o grande motivo da minha previsão.

A divisão vai ser muito complicada, mas podemos dar duas vitórias sobre o Miami Dolphins. Os confrontos contra o Denver Broncos e o New York Giants também são importantes por se tratar de rivais mais frágeis em relação aos outros.

Duro vai ser pegar duas vezes o New England Patriots e encarar Baltimore Ravens e Dallas Cowboys. Para ir bem, o Buffalo Bills precisará bater de frente com o New York Jets e aproveitar oportunidades em jogos parelhos como contra o Cleveland Browns.

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