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Prévia Atlanta Falcons 2017: após quase orgasmo, é hora de juntar os cacos e recomeçar a remar

previa Atlanta Falcons

28 a 3. O placar que vai assombrar eternamente os atuais torcedores do Atlanta Falcons e os das próximas 10 gerações, que descobrirão a história por meio de seus pais, avós, bisavós e assim por diante (isso se eles quiserem mesmo contar) e sentirão a dor mesmo se não tiveram a oportunidade de assistir o Super Bowl LI.

Sim, essa era a vantagem da franquia da Geórgia sobre o New England Patriots, no jogo mais importante da história da franquia, até pouco mais de dois minutos para o fim do terceiro quarto. No final, 34 a 28 para os Pats na prorrogação. Como eles deixaram o título escapar até hoje é difícil de compreender.

Categoria: Um alvo nas costas

Desempenho em 2016: 11-5

Previsão nada científica para 2017: 10-6

Linha de Las Vegas (você pode apostar em mais ou menos vitórias que o número a seguir): 9,5

Jogadores de Pro Bowl em 2017: Matt Ryan, Julio Jones, Devonta Freeman, Alex Mack, Matt Bryant e Vic Beasley Jr.

Quem pode se juntar a essa lista: Desmond Trufant

Imagine que você está na balada mais famosa da cidade. Você foi bem vestido, disposto a impressionar, mas sabendo que não seria o cara mais cobiçado. Até que, depois de muito dançar ao som dos hits do momento, aquela gata dos seus sonhos trocou um olhar mais demorado. O contato visual foi evidente e você respirou fundo e se aproximou.

Quando você chegou perto da musa, ela deu a abertura necessária e um beijo intenso rolou. Estava tudo dando certo e você mal podia acreditar. Seus sentidos estavam nas nuvens. Nada poderia dar errado. Foi então que, após beber uns drinks a mais, você pediu licença e foi até um pequeno sofá no canto do nightclub. Lá você tirou um cochilo. Quando acordou, você ainda avistou a gatinha, mas agora ela estava indo embora com um rapaz lindo e sensual. Até deu uma piscadinha para acabar com sua noite e para você se corroer por dentro durante meses e meses.

Bem, talvez você não goste tanto dessa analogia (eu não estou nem aí, o que vale mesmo é a intenção), mas ela se encaixa bem na história que os Falcons viveram na noite de 5 de fevereiro de 2017. No NRG Stadium, tudo estava dando certo, mas um verdadeiro apagão fez a equipe de Atlanta perder um dos títulos mais ganhos dos últimos tempos.

Agora já estamos em agosto e a temporada 2017 bate à porta. Matt Ryan, Devonta Freeman e companhia já disseram diversas vezes que a dolorida derrota está no passado. Mas será mesmo?

Confira nosso esquenta para a temporada 2017 da NFL

Certo é que os Falcons precisam engolir o choro, juntar os cacos e seguir remando para encaixarem uma difícil caminhada de volta ao maior jogo do esporte dos Estados Unidos. E, desta vez, o time comandado pelo técnico Dan Quinn vai percorrer a trilha com um alvo nas costas.

Prévia Atlanta Falcons: Ryan, Jones, Freeman e o resto se resolve sozinho

Impossível começar a falar do ataque do Atlanta Falcons sem citar o nome de Matt Ryan na primeira linha. O atual MVP da National Football League é o grande responsável pelo ataque explosivo da equipe, que foi o segundo melhor em termos gerais em 2016 (média de 415,8 jardas por partida) e o melhor em pontos (média de 33,8 por partida).

O camisa 2 pode até ter uma pinta de funcionário da sessão de eletrônicos do Walmart, mas ele será um dos próximos a encher os bolsos de dinheiro em um futuro não tão distante, como já deixou claro Arthur Blank, proprietário dos Falcons. E não é para menos.

Matt Ryan, quarterback, previa Atlanta Falcons

(Crédito: Instagram/reprodução)

Ryan teve (disparado) o melhor ano de sua carreira profissional em 2016. Em 16 jogos na temporada regular, o signal caller acertou impressionantes 69,9% de seus passes para 4.944 jardas e 38 touchdowns, com somente sete interceptações sofridas, todos melhores números seus na NFL. Nos playoffs, o QB simplesmente não sofreu nenhuma interceptação e conectou para mais nove touchdowns.

Ah, meu, mas como ele faz isso? Ele é tipo um ilusionista que percorre sozinho todos os Estados Unidos encantando o público com suas mágicas? É ÓBVIO QUE NÃO!

Além de uma linha ofensiva de qualidade, com nomes como o center Alex Mack, os guards Andy Levitre e Ben Garland, e os tackles Ryan Schraeder e Jake Matthews, o ataque é composto pelo monstruoso wide receiver Julio Jones e pelo running back Devonta Freeman (que acaba de assinar uma extensão de contrato e tem ainda mais motivos para sorrir).

A começar por Julião, o camisa 11 simplesmente se transformou em um monstro nos últimos anos e vem de um 2016 com 83 recepções para 1.409 jardas e seis touchdowns. Sim, ele vinha de 2014 e 2015 com 104 e 136 recepções, mas ele perdeu dois jogos no ano passado por problemas físicos e os Falcons também tiveram um grande crescimento no jogo terrestre em 2016.

Jogo terrestre esse que se apoia em Freeman. O camisa 24 tem grande parcela de mérito pelo fato de o ataque corrido de Atlanta ter sido o quinto melhor da liga (média de 120,5 jardas por jogo). Devontinha correu 227 vezes para 1.079 jardas e 11 touchdowns, também ajudando muito no jogo de passe com suas 54 recepções para 462 jardas e dois TDs.

Apesar da saída do excelente coordenador defensivo Kyle Shanahan, que assumiu o posto de técnico principal do San Francisco 49ers, o Atlanta Falcons continuará a se apoiar neste ataque de altíssima qualidade. E Steve Sarkisian, com sua experiência em Alabama e USC, tem tudo para manter o comando e seguir com o bom nível ofensivo.

Prévia Atlanta Falcons: basta a defesa não comprometer demais

Não, a defesa do Atlanta Falcons não anima demais. Sobretudo à primeira vista. Mas o torcedor pode ficar tranquilo (em partes) porque Dan Quinn tem a defesa em seu DNA e fará a unidade ser, pelo menos, decente. E isso basta se o ataque continuar azeitado como deve ser.

Dan Quinn, técnico, previa Atlanta Falcons

(Crédito: Instagram/reprodução)

Vamos começar pelo front seven. Foi nas duas primeiras linhas de defesa que os Falcons mais investiram via draft. O defensive end Takkarist McKinley foi selecionado na primeira rodada, com a 26ª escolha geral, enquanto que o linebacker Duke Riley saiu na terceira rodada.

McKinley é o grande nome que chega para o pass rush e seu talento para pressionar os quarterbacks adversário é evidente. Ele vem de 10 sacks na temporada 2016 em UCLA e se descreve como “implacável” em termos de habilidade para apressar os signal callers oponentes. Alguns questionamentos giram em torno dos problemas físicos, já que Takk passou por cirurgia no ombro direito em março, mas o defensive end deve estar pronto para a temporada.

Impossível também não mencionar a chegada do defensive tackle Dontari Poe, contratado na free agency. Depois de defender o Kansas City Chiefs em suas primeiras cinco temporadas na liga, Poe vai complementar ainda mais o pass rush, que já conta com o linebacker Vic Beasley Jr., líder em sacks na NFL no ano passado, com 15,5.

Porém, se o front seven foi reforçado e atrai curiosidade, talvez seja a secundária que mais tem potencial para brilhar.

O setor tem jovens como o cornerback Brian Poole e o safety Keanu Neal, que apareceram bem como calouros na temporada passada, e Ricardo Allen. Porém, é em Desmond Trufant e Robert Alford que os Falcons depositam suas esperanças no backfield defensivo.

Com uma extensão de cinco anos de duração assinada em abril e mais dinheiro no bolso, Desmond Trufant deve estar ainda mais motivado para render ainda mais neste ano e ir ao segundo Pro Bowl de sua carreira, após ficar fora do jogo das estrelas na temporada passada. Se conseguir se manter saudável, o camisa 21 deve ser um terror para os wide receivers adversários, assim como Alford, que vem mantendo o bom nível de atuações ano após ano.

Prévia Atlanta Falcons: tabela

Tabela do Atlanta Falcons em 2017

(Crédito: reprodução)

O Atlanta Falcons tem uma grande oportunidade de começar bem a temporada, tendo confrontos teoricamente mais fáceis contra Chicago Bears (fora) e Buffalo Bills (casa) nas quatro primeiras semanas. Porém, também é nessa reta inicial que a equipe pega Green Bay Packers (casa) e Detroit Lions (fora), jogos bem ingratos.

Sem falar dos confrontos dentro de sua divisão NFC South, contra New Orleans Saints, Carolina Panthers e Tampa Bay Buccaneers, duelos que podem ser decisivos na briga por uma vaga os playoffs, os atuais vice-campeões ainda pegam New England Patriots (fora), Dallas Cowboys (casa) e Minnesota Vikings (casa). Ainda bem que tem um New York Jets (fora) nesse meio do caminho para garantir mais uma vitória.

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