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Prévia Atlanta Falcons 2019: hora de parar de ‘queimar’ Matt Ryan (e de dar uma folguinha aos médicos)

previa Atlanta Falcons

Se tem um cara com todos os motivos para ter saído p*&o da vida da temporada 2018 da National Football League, esse é Matt Ryan.

Rapidinho, vamos passar pelos números dele em 16 jogos no ano passado: 69,4% de seus passes completados para 4.924 jardas, 35 touchdowns e apenas sete interceptações sofridas. O passer rating foi ótimo, de 108.1

Agora vamos contextualizar um pouco mais essas estatísticas.

Em 2018, Ryan se tornou o 27º quarterback na história da NFL a ter um rating maior do que 108 em uma temporada. E apenas dois QBs desta lista (entre os que foram titulares por mais de cinco jogos) não foram aos playoffs: Milt Plum com o Cleveland Browns de 1960 e Ryan.

E esse é apenas um lado destes números. Tem mais estatísticas do tipo, como nosso querido Frank Schwab, do ‘Yahoo! Sports’, compilou.

(Por favor, responda à pergunta de múltipla escolha abaixo)

Tanta produção de um QB se traduziu em uma campanha:

  • a) Ótima, afinal os QBs são os donos do show;
  • b) Boa, quando Ryan joga bem, os Falcons sorriem;
  • c) Regular, mas deu para enganar;
  • d) MEU, COMO CONSEGUIMOS FICAR ABAIXO DOS 50% DE APROVEITAMENTO E JOGAMOS TODO O RENDIMENTO DO NOSSO FRANCHISE QB NO LIXO?!

A resposta está duas linhas abaixo.

Categoria: Buscando um motivo para sorrir
Campanha em 2018: 7-9
Projeção para 2019: 9-7
O que me faz sorrir: Julio Jones e o bom grupo de WRs
O que me faz ter calafrios: a secundária tem seus buracos

Bem, não vamos ser injustos. As lesões dizimaram a defesa dos Falcons no ano passado, tirando o linebacker Deion Jones e os safeties Keanu Neal e Ricardo Allen de boa parte da temporada, houve fumbles e até mesmo Ryan fez alguns jogos bem abaixo do esperado, sobretudo para finalizar campanhas.

Mas é nada menos do que inadmissível não ter pelo menos oito ou nove vitórias com um QB rendendo neste nível. E eu falo isso do fundo da minha alma porque o meu New Orleans Saints foi especialista em jogar alguns anos de Drew Brees no lixo com campanhas 7-9. Até hoje passo longe de quem é nascido em 1979.

Brincadeira, foi só pra fazer drama mesmo.

Os Falcons não fizeram uma offseason recheada de grandes contratações em 2019. Longe disso. Mas a linha ofensiva, um dos pontos mais fracos em 2018, foi bastante reforçada e Ryan deve estar feliz, depois de tomar 108 pancadas no ano passado, a maior marca de sua carreira.

O que me faz salivar (mais do que bolo de chocolate)

É aqui que falo da linha ofensiva e do ataque de modo geral.

O maior reforço dos Falcons nesta offseason foi demitir Steve Sarkisian. Que coordenador ofensivo horroroso. Se eu falasse que ele é para um coordenador ofensivo o que Tom Brady é para os 100m rasos nas Olimpíadas, eu ainda estaria sendo maldoso com o astro dos Patriots.

Se ensinar o Vadão como se pronuncia “quarterback” corretamente, acho que ele faz um melhor trabalho comandando um ataque. Enfim, chega de indignação. Dirk Koetter, ex-head coach dos Buccaneers, deve melhorar bem o comando desse ataque.

E, se os Falcons não trouxeram grandes skill players para o ataque além de nomes secundários, como o running back Kenjon Barner e o tight end Luke Stocker, a linha ofensiva tem a obrigação de melhorar.

No draft, a franquia queimou suas duas escolhas de primeira rodada para trazer o guard Chris Lindstrom, de Boston College, e o tackle Kaleb McGary, de Washington, e ambos devem melhorar a OL imediatamente.

Não bastasse, os guards Jamon Brown e James Carpenter também chegaram e vão complementar a linha liderada por Alex Mack, um dos melhores centers da liga, e que conta também com Jake Matthews, um ‘blindside protector’ muito competente.

A OL parece estar resolvida e, ao redor de Ryan, o corpo de wide receivers é um primor. Julio Jones dispensa palavras, é um futuro Hall of Famer e vem de um 2018 com 113 recepções para 1.677 jardas e oito TDs. A única coisa que falta para Jones é um novo contrato e Arthur Blank, dono dos Falcons, deve cuidar disso em breve. Dólares no bolso se traduzem em TDs para jogadores como Jones.

Além de Jones, Calvin Ridley é um jovem wideout que deve crescer ainda mais em seu segundo ano na liga e ele marcou nada menos do que 10 TDs como calouro. E ainda temos o competente Mohamed Sanu.

No backfield, se Devonta Freeman se mantiver longe das lesões, é outro que dispensa comentários. Tevin Coleman saiu para os Niners e ele é um bom jogador, mas na NFL atual dá para substituir a perda de um running back #2 sem grandes traumas.

Matt Ryan, quarterback do Atlanta Falcons

(Crédito: Twitter/reprodução)

O que me deixa com nojo (mais do que a mão do Joachim Löw)

A defesa do Atlanta Falcons não é ruim. Não me entendam mal. Mas há alguns buracos que podem complicar bastante a vida do time.

Na posição de cornerback sobretudo, na minha visão. A equipe liberou Robert Alford nesta offseason, devido ao seu bom salário, e ele agora está no Arizona Cardinals. Então, caberá ao jovem Isaiah Oliver, que não brilhou em 2018 como calouro, jogar no lado oposto ao de Desmond Trufant.

Trufant, aliás, é um grande CB, mas que não rendeu o mesmo desde sua temporada 2015, quando ele foi selecionado ao Pro Bowl.

A linha defensiva também preocupa um pouco, visto que Grady Jarrett é o único incontestável neste momento, a meu ver.

O defensive end Vic Beasley, depois de uma temporada 2016 com 15,5 sacks, somou 10 sacks nas últimas duas somadas. Takkarist McKinley também ainda não provou seu status de escolha de primeira rodada em 2017 e somou cinco e sete sacks, respectivamente, nas últimas duas temporadas.

É necessária mais produtividade dessa DL. Menos mal que Adrian Clayborn voltou nesta offseason.

Para me amar ou me xingar (o porquê da minha projeção para a temporada)

9-7 foi o mais próximo que pude chegar ao ver a tabela (difícil, aliás) dos Falcons. Se as lesões passarem bem longe neste ano, até é possível sonhar com um 10-6, mas não enxergo nada além disso.

A equipe abre a temporada contra Minnesota Vikings (fora), Philadelphia Eagles (casa), Indianapolis Colts (fora) e só tem uma possível ‘folguinha’ em termos de jogos mais chatos na semana 4, contra o Tennessee Titans (casa).

No restante da temporada ainda temos jogos como Houston Texans (fora), na semana 5, Los Angeles Rams e Seattle Seahawks, ambos fora, nas semanas 7 e 8, e depois do bye, na semana 10, chega a vez dos rivais de divisão New Orleans Saints e Carolina Panthers, ambos fora, e Tampa Bay Buccaneers (casa), antes de pegar novamente Saints e Panthers na sequência, também no Mercedes-Benz Stadium.

Boa sorte, Falcons. E mais ainda para você, Dan Quinn! Arranque umas nove vitórias ou pode começar a olhar nos classificados…

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