NFL

Por que eu gosto tanto de Teddy Bridgewater; bônus: uma perda enorme para os Saints

Teddy Bridgewater, quarterback do New Orleans Saints

(Crédito: Twitter/reprodução)

Teddy Bridgewater resolveu ficar. Nesta última semana, o quarterback trocou a chance de ser provável titular do Miami Dolphins (time de sua cidade natal) para continuar sendo reserva de Drew Brees no New Orleans Saints.

Pode não parecer nada demais essa notícia à primeira vista. Mas eu vou utilizar as próximas linhas para falar um pouco mais do porquê eu gosto tanto do nosso camisa 5 (“nosso” porque, como muitos que acompanham o Quinto Quarto há mais tempo devem saber, eu sou torcedor Who Dat).

Atualmente com 26 anos de idade, Bridgewater resolveu aceitar um contrato de um ano, US$ 7,25 milhões (podendo chegar a US$ 12,5 milhões com incentivos por produtividade) em vez de ter a oportunidade de ouro de liderar um time que claramente não tem um QB titular neste momento (bem, os Dolphins contrataram Ryan Fitzpatrick neste domingo, mas ainda não quer dizer muita coisa).

Bem, a história de Bridgewater já é inspiradora por si só e, para aqueles que não a conhecem, vou resumir um pouco.

O signal caller, originário da Universidade de Louisville, entrou na liga em 2014, ano em que foi selecionado na primeira rodada do draft pelo Minnesota Vikings. Foi o último escolhido na rodada inicial (32ª escolha geral).

Logo em seu ano de calouro, ele demonstrou potencial, disputando 13 jogos e completando 64,4% de seus lançamentos para 2.919 jardas, 14 touchdowns e 12 interceptações. Mesmo com os números não sendo de encher os olhos, Teddy Bear faturou o prêmio de Calouro do Ano da NFL merecidamente.

No ano seguinte, mais um desempenho ótimo (65,3% dos passes certos para 3.231 jardas, 14 touchdowns e nove interceptações) e campanha 11-5 para os Vikings, o suficiente para a equipe chegar aos playoffs.

Em 2016, contudo, veio o pesadelo.

No meio do ano, durante um treinamento dos Vikings, Bridgewater sofreu uma lesão horrenda no joelho, rompendo o ligamento cruzado anterior, outros ligamentos e ainda tendo severos danos estruturais no local. A contusão, inclusive, fez muitos duvidarem de que ele voltaria a pisar em um campo da NFL algum dia.

Mas o tempo passou, Teddy encarou a recuperação seriamente e nos deu um exemplo, voltando em 2017 para entrar em campo apenas por uma pequena parte de uma partida de Minnesota, lançando dois passes (um deles interceptado).

Em 2018 começou de fato o renascimento. Primeiro, ele assinou com o New York Jets na offseason e lançou para 316 jardas e dois TDs na pré-temporada. O desempenho chamou a atenção dos Saints, que acertaram uma troca para adquiri-lo antes mesmo do começo da temporada.

O primeiro ano de Bridgewater nos Saints foi discreto, mas só de vê-lo nas sidelines já dava um certo orgulho. Amo histórias de superação e foi muito legal assisti-lo conversando com um gênio como Drew Brees.

Cheguei a ficar ligeiramente apreensivo quando começaram a pipocar as notícias de que “ponte água” (um pequeno trocadilho mais manjado do que tudo com o sobrenome de Teddy) estava visitando os Dolphins.

Ainda bem que ele tomou a decisão que tomou.

Atualmente, Bridgewater é um reserva mais do que capacitado. E acho que ele pode aprender muito com Brees (quem não aprenderia? Ele deve até saber ensinar a fazer cupcake…)

Entretanto, mais do que isso, vejo Bridgewater como um potencial sucessor de Brees. Sim, amigos da Nação Who Dat, dói imaginar a cena do nosso camisa 9 se aposentando. Mas, com 40 anos de idade, Brees não tem mais taaaaantos anos pela frente. Nosso temor deve ser semelhante ao do torcedor do New England Patriots com Tom Brady.

E, caso os Saints estejam dispostos a pagar dois QBs por mais um tempinho, ele tem condições de se firmar, aprender todo o playbook e encarar uma transição mais suave ao trono.

É óbvio que, em uma liga sedenta por quarterbacks, Bridgewater tem chances de descolar um grande contrato em um futuro não tão distante se mostrar que pode voltar à sua velha forma. Mas, nele, eu vejo que os Saints têm uma grande peça para um futuro plano sucessório.

Posso estar sonhando alto? Com certeza. Mas não vejo motivos para não imaginar esse cenário.

Curiosamente, o mais recente acerto de Bridgewater com os Saints se deu no aniversário de 13 anos do primeiro contrato de Brees com o time de Nova Orleans. Por ironia do destino, Brees também estava em dúvida entre Saints e Dolphins.

Bridgewater não deixou essa coincidência passar em branco em seu Twitter.

“13 anos mais tarde, eu estou tentando ver se a história vai se repetir a meu favor em algum momento”, escreveu o QB.

Eu sou um dos primeiros a torcer para que sim, Teddy. Sei que é bem difícil, mas que você esteja por aí quando o nosso maior ídolo em toda a história resolver pendurar o capacete.

PS: espero que demore um pouquinho, tá, sr. Brees? E espero que você tenha paciência, tá, Bridgewater?

– BÔNUS: a perda gigantesca de Max Unger

As linhas finais deste texto servem para expressar minha tristeza com a aposentadoria de Max Unger. Líder da nossa linha ofensiva, ele pendurou as chuteiras neste final de semana, após 10 temporadas na NFL.

Unger fará uma falta tremenda. Aos 32 anos, ele acabou de sair de uma temporada em que foi selecionado ao Pro Bowl pela terceira vez em sua carreira (a primeira vez com a camisa dos Saints).

O homem-âncora da nossa linha ofensiva perdeu apenas um jogo em quatro anos vestindo preto e dourado, e (de maneira ainda mais impressionante) cometeu apenas quatro faltas em quatro temporadas.

Agora, resta torcer para Nick Easton (contratado na noite deste domingo) assumir essa bronca ou então para o jovem Cameron Tom se destacar nos snaps para Brees.

JESUS, QUE PERDA!

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