NFL

Pete Carroll tenta justificar fatídica escolha pelo passe

Créditos: Divulgação/Seattle Seahawks

Créditos: Divulgação/Seattle Seahawks

Ainda é muito difícil entender o que levou o técnico dos Seahawks, Pete Carroll (ou o coordenador ofensivo Darrell Bevell, ninguém sabe) a escolher passar a bola ao invés de correr com Marshawn Lynch, nos últimos segundos do Super Bowl XLIX. A decisão, seguida por uma jogada brilhante de Malcolm Butler, cornerback dos Patriots, tirou o bicampeonato das mãos de Seattle.

Em conversa com o reporter Steve Wyche, da NFL Media, Carroll tentou explicar a desastrosa decisão. Confira a declaração na íntegra:

“É o seguinte: nós tínhamos um tempo para pedir, e estávamos esperando o replay da recepção do (Jermaine) Kearse. Então, se perdêssemos a recepção, teríamos que pedir um tempo Tínhamos somente um tempo para pedir e três jogadas, e tínhamos que executar as três jogadas. Então mandamos nossos jogadores para correr com a bola, e eles (Patriots) mandaram um time para proteger a linha de gol. Eles estavam mais preparados que nós (para o jogo corrido). Então eu disse ‘lance!’ Eu disse para lançar, nós iríamos marcar um touchdown e ganhar o jogo, pois nós estávamos mais preparados (para o jogo aéreo) que eles estavam. Ninguém imaginava que iríamos lançar para o touchdown. O fato é que eles fizeram uma grande jogada. Não se trata de um erro nosso, eles fizeram uma grande jogada quando o (Malcolm) Butler interceptou a bola. Mas o ponto é que, se tratando de futebol, nós iríamos correr na terceira e na quarta descida porque havíamos pedidos nossos (dois primeiros) tempos. Então na terceira descida nós correríamos com a bola, e se não marcássemos o touchdown nós pediríamos (o último) tempo e faríamos o que fosse necessário para pontuar, dependendo de onde estaria a bola. Era muito claro! Não é que nós abandonamos o jogo corridor. Aquela situação aconteceu, sabíamos que em uma daquelas jogadas teríamos que lançar a bola para parar o relógio e executar as outras duas jogadas. Isso é basicamente o que aconteceu. Se corrêssemos com a bola e não pontuássemos, teríamos que pedir tempo. Então o que aconteceria na terceira e quarta descidas? Esse era o nosso raciocínio, e era muito claro para nós. É muito difícil para as outras pessoas entenderem isso. Não tinha nada a ver com Marshawn (Lynch), nada a ver com todas as jardas que havíamos corrido. Só queríamos ter certeza que teríamos as três jogadas no final do jogo. Não é todo mundo que entende isso, eu sei”.

O raciocínio de Carroll é parcialmente compreensível. Caso o time não conseguisse pontuar com uma corrida e tivesse que pedir tempo após a segunda descida, o jogo provavelmente terminaria antes do início da quarta descida.

Entretanto, a decisão de lançar a bola e arriscar uma interceptação ainda é questionável, principalmente quando Beast Mode está em campo. Marshawn Lynch é o melhor corredor da NFL em situações de redzone e dificilmente não teria conquistado a jarda necessária para vencer a partida.

Lançar a bola naquela fatídica segunda descida não somente tirou o bicampeonato de Seattle, mas também elegeu a decisão de Carroll como a pior escolha de uma jogada na história do Super Bowl. Apesar de toda e qualquer justificativa, vai ser muito difícil que um outro técnico clame esse título.

Comments
NFL, NBA e MLB. Notícias, relatos e colunas. E uma pitada de humor de tiozão. Contato: [email protected]
Copyright © 2021 - https://www.quintoquartobr.com/

+18


Jogue com responsabilidade


Copyright © 2015 The Mag Theme. Theme by MVP Themes, powered by Wordpress.

To Top