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Parlamentares querem que NFL se posicione contra o nome do Washington Redskins

Crédito: Larry French / Getty Images

Crédito: Larry French / Getty Images

A NFL não vai poder mais ficar em cima do muro e ignorar a ofensa racial no nome do Washington Redskins. O posicionamento é de dois parlamentares da base indigenista do Congresso norte-americano, que pretendem enviar uma carta ao comissário da liga, Roger Goodell, pedindo para que ele apóie a mudança do nome do time.

A senadora democrata Maria Cantwell e o deputado republicano Tom Cole, presidente da Comissão para Direitos dos Indígenas dos EUA, chegam a até ameaçar acabar com benefícios que a NFL recebe, como a isenção de impostos, para pressionar a alteração da alcunha.

“Você tem isenção de impostos para fins educacionais, mas você continua apoiando um nome que as pessoas entendem como uma ofensa e segue incentivando isso”, diz a carta enviada a Goodell, que é ainda mais direta. “A NFL não pode mais ignorar isso e perpetuar o uso do nome como ele é: uma ofensa racial”, afirmam os senadores.

Em sua defesa, o Washington Redskins informou que recebeu mais de 7 mil cartas e e-mails de pessoas que apóiam a utilização do nome, sendo 200 delas enviadas por nativos-americanos. A franquia citou ainda uma pesquisa feita em 2004 que revela que 90% dos indígenas norte-americanos não se incomodam com o nome do time de Landover. A pesquisa é minimizada pelos parlamentares, que chamam o levantamento de “consulta pública que foi feita há uma década”. 

O tom da declaração do porta-voz dos Redskins, Tony Willie, foi ainda mais ríspido. “Com tantas questões importantes que o Congresso tem que resolver como a guerra no Afeganistão e os déficits causados pelo Obamacare, eles não tem mais nada para se preocupar além do nome de um time de futebol? E dado que o nome do time de Oklahoma é ‘Red People in Choctaw’, esse pedido é um pouco irônico.

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