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Green Bay Packers não quer mais deixar Aaron Rodgers descontente

Aaron Rodgers, quarterback do Green Bay Packers

(Crédito: Twitter/reprodução)

Logo no começo da temporada 2018 da NFL, dava para ver que Aaron Rodgers não estava muito feliz com o rumo que o Green Bay Packers tomava. A linguagem corporal combinava com os relatos que a era Mike McCarthy estava indo para o espaço e o camisa 12 não choraria no enterro. As semanas se passaram e o buraco ficou mais fundo até a temporada se perder de vez.

Os Packers por anos tiveram uma política clara de sumiço na free agency e desenvolvimento pelo Draft ao ponto de virar piada. Claro que o time contratou nos anos 2000, com Charles Woodson sendo um exemplo. Mas na lista de principais atores no mercado, o time do Wisconsin nunca estava lá.

Deu certo. O Draft continua sendo a principal fonte de talento para um elenco, já que estamos falando de uma liga com teto salarial. Mas diversos times nos últimos anos provaram que adições cirúrgicas na free agency fazem o time pular de patamar. O Denver Broncos trazendo Aqib Talib, DeMarcus Ware e Emmanuel Sanders foi um. O Philadelphia Eagles com Alshon Jeffery, Chris Long, LeGarrette Blount e uma lista grande, também.

Com a saída de Ted Thompson, manda-chuva por anos e ideólogo da política pró-Draft, Brian Gutekunst, seu sucesso, não teve duvidas do que gostaria de mudar. Em 2018 ele trouxe Muhammad Wilkerson e Jimmy Graham. Para 2019, a lista de free agents é ainda maior. E só estamos falando de um dia e meio de ação.

Quem chegou no Green Bay Packers

Rodgers faz milagres e todo mundo sabe isso, especialmente quem torce para os Bears. O ataque, apesar de não ser forte nos nomes, pode ficar um pouco de lado porque a defesa era quem precisava de um bom tapa.

O número de sacks pode enganar um pouco – 44, ficando no meio para cima da NFL – já que os Packers não conseguiam pressão constante nos QBs rivais. E isso fica claro no número de… pressões! (Deus abençõe os matemáticos que gostam da NFL). O time teve 87 com seus jogadores de edge (ponta). Só Preston Smith, que chega de Washington, e Za’Darius Smith, que vem de Baltimore, conseguiram 113.

A dupla Smith e Smith pode até ter vindo caro – os dois acordos somam mais de US$ 110 milhões no total – mas eles são necessários em uma NFL que o jogo aéreo domina todas as ações. E especialmente Za’Darius tem muito a crescer, já que ele foi apenas o oitavo em snaps na defesa dos Ravens, ficando atrás até do sexagenário Terrell Suggs (calma Terrell, é só uma brincadeira). Ficando em campo mais é normal que os números subam.

O time ainda roubou Adrian Amos de seu rival de divisão. Ele não foi o principal nome da defesa dos Bears, (olá Mack), mas ele foi uma das razões para a defesa ser simplesmente ser um inferno para os rivais de Chicago. E com Jaire Alexander tendo tudo para evoluir ainda mais em seu segundo ano mais Josh Jackson, estamos falando de uma secundária interessante para complementar um pass rush que pode ser bastante bom.

Resumo da ópera: talvez Clay Matthews acompanhe Mike McCarthy entre os ex-Packers.

A missão de Gutekunst é deixar Rodgers feliz

Até quem odeia Aaron Rodgers acha um absurdo ele ter 14 temporadas na NFL e apenas um Super Bowl disputado (e vencido). E ele é claramente um cara temperamental, que não é tão fácil de lidar. Se fosse como na NBA, ele já teria ido para o Miami e levado dois recebedores, um running back e left tackle com ele.

A missão número 1 de Gutekunst parece ser deixar Aaron Rodgers feliz. Primeiro com um belo contrato de quatro anos e 134 milhões em agosto. Segundo, trazendo um head coach (Matt LaFleur) com background de ataque e resultados interessantes em Atlanta (treinador de QBs em 2016, Matt Ryan MVP) e Los Angeles (coordenador ofensivo em 2017, Rams explodem no ataque).

O resultado em Tennessee em 2018 foi abaixo do esperado, mas ele pode trazer coisas novas para o playbook e fazer Rodgers se empolgar novamente.

E agora a equipe abriu o bolso para reforçar a defesa e não precisar exigir 400 jardas e 4 passes para TD toda semana para poder ganhar um jogo.

Vamos ver se o ataque ganhará reforços na free agency – o único que veio até agora foi o provável guard Billy Turner, ex-Broncos – ou as duas picks de 1ª rodada no Draft e o resto das seleções vão se encarregar disso. Mas em comparação com 2018 e 2017, neste exato momento do ano, Aaron Rodgers deve estar mais feliz. E Gutekunst, por consequência também.

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