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Osweiler explica saída dos Broncos e crê que Texans dão melhor oportunidade de sucesso

(Crédito: Twitter/reprodução)

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Depois de optar por deixar o Denver Broncos, onde seria o sucessor do aposentado Peyton Manning, para fechar com o Houston Texans, Brock Osweiler foi apresentado de forma oficial por seu novo time e, na coletiva, o quarterback fez questão de esclarecer alguns pontos sobre sua saída da organização do Colorado.

O signal caller fez questão de ressaltar que a decisão de deixar os Broncos foi bastante dura.

“Foi uma decisão muito difícil. De fato, foi a decisão mais difícil da minha vida. Sou muito grato e valorizo muito tudo o que a organização Denver Broncos fez por mim. Entretanto, neste momento da minha carreira, sinto que o Houston Texans me dá a melhor oportunidade de ser bem-sucedido, desde a família McNair até a comissão técnica”, afirmou. “Sinto que o ataque deles (Texans) se encaixa em meu conjunto de habilidades muito bem, estou muito animado para jogar neste ataque e, em última instância, foi isso que me trouxe aqui para Houston”, continuou.

Ao ser questionado sobre quando realmente decidiu que deixaria o Denver Broncos, Brock frisou que só tomou a decisão na última quarta (9), quando o acordo entre o jogador e a franquia foi noticiado.

“Não foi (decidido) até amanhã. Desculpem. Não foi até ontem (quarta). Já é um negócio fechado (risos)”, falou Osweiler, que se confundiu por um instante. “Eu liguei para John Elway apenas para informa-lo da direção que eu estava indo e foi um telefonema muito difícil, mas eu contei a John por causa do respeito que tenho por ele e por tudo que ele fez por mim, ele merecia”, prosseguiu.

O quarterback também foi questionado sobre a notícia que saiu pelo jornalista Mike Klis, do ‘9News’, de que ele teria parado de atender ligações de companheiros ou técnicos dos Broncos por duas semanas durante o período de negociação, mas Osweiler esclareceu o caso.

“Não foram algumas semanas. Houve uma oferta na mesa por um curto período de tempo. Com essa sendo a minha primeira vez na free agency, segui os conselhos do meu agente. Eu apenas segui o que me disseram. Entretanto, quando chegou a hora de tomar decisões, eu falei com Denver assim como com Houston e fomos capazes de selar este acordo”, observou.

Na última quarta, após a confirmação da saída de Osweiler, John Elway, vice-presidente executivo e general manager dos Broncos, fez uma declaração contundente frisando que deseja apenas jogadores que queiram estar em Denver. A afirmação do dirigente foi vista como uma leve cutucada no quarterback.

Na imprensa dos Estados Unidos, circularam notícias de que Osweiler teria optado por deixar o Denver Broncos depois de ficar chateado por voltar para o banco de reservas no meio do jogo contra o San Diego Chargers, na reta final da temporada regular, quando Peyton Manning voltou a comandar o ataque e permaneceu assim nos playoffs, que acabaram com o título dos Broncos no Super Bowl 50. Porém, o próprio atleta negou isso.

“Absolutamente não. Isso é futebol americano. Os caras vão para o banco, são substituídos, ficam lesionados e outro cara entra e se torna o titutar. É futebol americano e isso acontece o tempo todo. Eu sempre quero o que é melhor para o time, desde que esteja vencendo jogos”, assegurou. “No final das contas, ganhamos um título e é para isso que todos estamos aqui, para competir por títulos. Eu apoiei a decisão do Coach Kubiak 100 porcento. Ele é o técnico e eu sempre vou fazer o que é melhor para o time”, completou.

Após abrir a coletiva agradecendo ao novo time, ao Denver Broncos e a ex-treinadores, além da família, Brock Osweiler também não deixou de expressar sua gratidão por tudo que aprendeu com Peyton Manning.

“Quando vocês começam a falar sobre o que eu aprendi com Peyton e o que extraí dele, precisaríamos de horas para falar da lista inteira. Obviamente, Peyton é um dos melhores a atuar na posição na história e tenho tremendo respeito por tudo o que ele fez nesta liga. Em última instância, a coisa que eu realmente extraí de Peyton é como ser um profissional diariamente. Como ser o mesmo cara de segunda a domingo, seja abril ou novembro, e eu sempre serei grato por Peyton”, admitiu.

Osweiler, que em breve começará os trabalhos na nova equipe, inclusive já revelou ter conversado com o wide receiver DeAndre Hopkins. Ao ser questionado sobre como será atuar com um recebedor do calibre do camisa 10, o quarterback rasgou elogios ao futuro parceiro de ataque.

“Vocês podem ver em meu sorriso. É muito empolgante. Eu tive muita sorte de ter jogado com dois grandes recebedores como Demaryius Thomas e Emmanuel Sanders, mas o que DeAndre traz ao jogo é realmente especial. DeAndre e eu nos falamos por telefone. Realmente estamos tentando achar um local para treinarmos juntos e começar tudo. Então ter a chance de jogar com um jogador de futebol americano como esse é o que tira um quarterback da cama todas as manhãs”, finalizou.

Selecionado pelos Broncos na segunda rodada do draft de 2012, Brock Osweiler assinou um contrato de US$ 72 milhões por quatro anos com os Texans, acordo esse que tem um montante de US$ 37 milhões garantidos.

Na temporada 2015, o Houston Texans utilizou quatro quarterbacks titulares (Brian Hoyer, Ryan Mallett, Brandon Weeden e Y.J. Yates) e, mesmo assim, conseguiu se classificar aos playoffs, ao ficar com campanha de nove vitórias e sete derrotas e levar o título da divisão AFC South. Contudo, logo na primeira rodada da pós-temporada, os texanos perderam por 30 a 0 para o Kansas City Chiefs, em jogo em que Hoyer lançou quatro interceptações, e foram eliminados.

“Obviamente, nós tínhamos uma necessidade na posição de quarterback. Com o nível de sucesso que conseguimos ter ao longo dos últimos anos, nós não tivemos atuação consistente na posição de quarterback. Não tivemos consistência e realmente sentimos que a chegada de Brock nos dá essa estabilidade, e tomara isso vai nos permitir avançar um pouco mais longe do que fizemos antes”, declarou o general manager Rick Smith.

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