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Redzone: Os 10 melhores jogos da temporada 2014/15 da NFL – Parte I

O draft ainda está longe, os assuntos um pouco estagnados e os jogadores devem estar no Havaí ou em algum lugar aproveitando a vida ou sendo presos. Então vamos lembrar de coisa boa: os melhores jogos da temporada 2014/15 da NFL. Hoje nesta Redzone é a primeira parte. A próxima virá na segunda que vem.

Não foi fácil fazer esta lista. Jogos muito legais foram deixados de fora, como Philadelphia Eagles 37 x 34 Washington Redskins ou Atlanta Falcons x New Orleans que também terminou com um 37 a 34. Muitos critérios foram usados nesta lista, como times envolvidos, variações no placar e atuação marcante. Emoção também é um parâmetro e houve tanta nestes dez jogos que uma partida como NY Jets e NE Patriots, que uma zebra gigante só não aconteceu por causa de um field goal bloqueado, ficou de fora. Enfim, veja com seus próprios olhos nossa escolha para as 10 melhores partidas desta temporada sensacional.

(Instagram/ Reprodução)

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10º New York Giants 28 x 31 Dallas Cowboys – MetLife Stadium, 23 de novembro de 2014 (Semana 12)

Finalmente parecia que a equipe de Tony Romo e Jason Garrett iria para a frente. Só que o torcedor de Dallas sabe que uma ida a Nova York pode destroçar muitas ilusões. E no intervalo, com 21 a 10 no placar, parecia que os Giants, mesmo já fora de consideração para os playoffs praticamente, seriam algozes mais uma vez. E com doses de crueldade: este foi o jogo da recepção miraculosa, acrobática e estrombólica de Odell Beckham Jr.

Mas o segundo tempo foi sensacional. Cole Beasley marcou um TD de 45 jardas e Dez Bryant um de 31 para virar o placar. No último quarto, Eli Manning liderou um drive de 93 jardas que terminou com um TD faltando três minutos para o fim e fez o placar virar mais uma vez: 28 a 24.

Só que Tony Romo, em uma das suas melhores exibições na temporada, avançou 80 jardas em menos de dois minutos. Em um passe curto ele achou Bryant mais uma vez para virar o jogo e dar a oitava vitória em onze jogos para Dallas. Que veio apesar de Odell Beckham Jr.

Crédito: Instagram/reprodução

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9º Atlanta Falcons 21 x 22 Detroit Lions – Estádio de Wembley, 26 de outubro de 2014 (semana 8)

Placar do primeiro tempo: Falcons 21 x 0 Lions

Placar do segundo tempo: Falcons 0 x 22 Lions

Não tem como não amar esse jogo. Primeiro que foi cedo, para animar seu domingo logo pela manhã. Atlanta começou bem em Londres, com Matt Ryan liderando as ações e Detroit terminando suas campanhas, na ordem, com punt, punt, punt, punt e interceptação.

Só que no segundo tempo Matthew Stafford acordou e começou a mirar em Golden Tate, que terminou com 157 jardas e 1 TD. E os Falcons murcharam como habitual, com mais uma burrada do (agora ex) treinador Mike Smith na gestão do cronômetro nos minutos finais. No campo de ataque dos Lions e os rivais sem tempo, em uma terceira para 10, Smith decidiu passar. Caso corresse com a bola mataria mais 40 segundos. O passe foi errado, o relógio parou em 1:50, Detroit pegou a bola novamente e avançou até a linha de 25.

Ai Matt Prater entrou para decidir a partida. Prater foi o terceiro kicker dos Lions no ano porque os dois anteriores foram um lixo. E ele também foi, errando o field goal de 43 jardas. Entretanto teve uma falta. DE DETROIT. Ou seja, de uma forma muito retorcida, a equipe teve mais uma chance para vencer. E Prater não seguiu a lógica: errou o de 43 mas acertou o de 48 no estourar do cronômetro. Incrível.

Crédito: Instagram/reprodução

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8º Seattle Seahawks 23 x 30 Dallas Cowboys – Century Link Field, 12 de outubro de 2014 (Semana 6)

Na semana 6 da temporada 2014/15, duas coisas foram provadas: a primeira é que é possível ganhar dos Seahawks em Seattle. Tudo bem, antes desse jogo a equipe tinha perdido na semana 16 da temporada 13/14 para os Cardinals. Mas na ocasião jogou meia-bomba, se poupando para os playoffs, que terminaram com a conquista do Super Bowl. Uma derrota em casa, antes disso, só no dia 24 de dezembro de 2011 (!!!), quando os mandantes perderam para os 49ers.

A segunda coisa provada é que os Cowboys não estavam para brincadeira. A equipe começou perdendo por 10 a 0 e todo o mundo, inclusive Jerry Jones, pensou: “ah, fod¨%*-se, sabia que não ia ganhar mesmo…”. Mas Tony Romo e DeMarco Murray trataram de acertar as contas. Romo foi seguro contra a temida defesa e a terrível torcida, passou 32 vezes e acertou 21, para 250 jardas. Murray superou Marshawn Lynch e correu para 115 jardas.

E do outro lado a defesa segurou Russell Wilson, que teve só 126 jardas e foi interceptado no fim por Rolando McClain. Lynch correu só 10 vezes. Ali começou a crise dos Seahawks que culminou com a troca de Percy Harvin e o redirecionamento do cruzeiro, que estava indo para a costa, para águas seguras. Mesmo a temporada dos Cowboys não tendo terminado com o sexto anel, esse jogo ficará pra sempre na memória da torcida.

(Crédito: Instagram/reprodução)

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7º Green Bay Packers 30 x 20 Detroit Lions – Lambeau Field, 28 de dezembro de 2014 (Semana 17)

Todas os elementos para um jogo épico estavam em cena:

– Times: duas equipes com ótimos desempenhos e jogadores tops: Aaron Rodgers, Jordy Nelson, Calvin Johnson, Ndamukong Suh, etc.

– Rivalidade: duas equipes da mesma divisão.

– Ocasião: última semana da temporada regular, valendo o título da divisão. Quem ganhasse jogaria folgaria na primeira rodada. Quem perdesse iria até Dallas enfrentar os Cowboys.

– Local: a Rua Javari da NFL. Só que com 70 mil lugares a mais e um time ainda relevante. Ok, mudo a comparação: o Maracanã da NFL.

O jogo foi para o intervalo empatado em 14. Em um do touchdowns dos Packers, Aaron Rodgers machucou ainda mais sua panturrilha esquerda. Ele saiu mancando, perdeu alguns snaps, voltou para a partida gerano uma explosão na torcida e liderou sua equipe na vitória contra os Lions: 17/22, 226 jardas e dois TDs. Eddie Lacy ainda contribuiu com 100 jardas corridas na gélida Green Bay.

Do outro lado, Matthew Stafford não foi pouca porcaria. Apesar de um aproveitamento baixo (20/41), ele passou para 3 TDs, dois com Megatron de receptor. Mas depois da volta de Rodgers no terceiro quarto, aos gritos de MVP, Green Bay fez 16 pontos seguidos e os Lions só conseguiram diminuir com menos de dois minutos faltando. Assim tiveram que ir para Dallas, onde a temporada 2014/15 acabou para Detroit.

(Crédito: Instagram/reprodução)

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6º New England Patriots 35 x 31 Baltimore Ravens – 10 de janeiro de 2015 (semifinal da AFC), Gillete Stadium

Tinha esse jogo na quarta posição, mas acabei puxando para o top 5 uma partida especial. Fica o suspense para a próxima semana. Com dor no coração, porque Patriots e Ravens foi espetacular.

Os Ravens são uma equipe simplesmente maldita para Tom Brady e Bill Belichick. Encardidos, Baltimore foi até Foxborough em 2012/13 e venceu a final da AFC se impondo. E não nos esqueçamos de 2011/12, quando outra partida de pós-temporada só não foi para a prorrogação porque Billy Cundiff deu o pior chute da história dos jogos decisivos, superando Roberto Baggio, dono da marca desde 1994.

Mesmo com um time claramente inferior e que se classificou na última vaga, lá estava de novo Joe Flacco com sua cara de “não tô nem aí para este cenário, sou impipocável”. Os Ravens abriram 14 a 0, com Steve Smith fazendo um touchdown na cara de Darrelle Revis. Tudo bem: Brady foi lá, correu para um touchdown e passou para Danny Amendola, sumido por toda a passagem dele em New England, fazer outro.

Mas os Ravens são sacanas e abriram de novo 14 pontos com Owen Daniels e Justin Forsett, que ainda correu para 129 jardas. Nunca uma equipe tinha reagido a duas desvantagens de 14 pontos. Mas os Patriots abriram a caixa de ferramentas: Julian Edelman recebeu um passe para trás e lançou uma bomba para Amendola diminuir a desvantagem. E com uma série de trick plays, jogando apenas com quatro homens de linha ofensiva, os Patriots viraram a partida que tinha tudo para ser perdida. Brady passou 50 vezes, acertou 33 para 367 jardas, 3 TDs e uma intercptação. Não foi a única vez que ele passou 50 vezes na pós-temporada de 2014/15. A outra ocasião estará no top 5.

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