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O futuro do New York Giants: a anatomia do desastre que pode dar certo

Saquon Barkley e Sterling Shepard, jogadores do futuro do New York Giants

(Crédito: Instagram/reprodução)

A troca de Odell Beckham Jr. para o Cleveland Browns surpreendeu a muitos e fez todos se questionarem sobre qual será o futuro do New York Giants. Apesar de diversas visões negativas do que parece ser um desastre, acredito que existe uma chance de as coisas darem certo.

Contudo, antes disso, vou destrinchar um pouco da história toda.

A anatomia do desastre que formou os questionamentos sobre o futuro do New York Giants

Toda história começa em 2017. O senhor Ben McAdoo, que foi um head coach vergonhoso, teve a indelicadeza de colocar Eli Manning no banco de reservas na reta final da temporada para a ascensão de Geno Smith.

Nada deu certo e tanto ele como o general manager Jerry Reese foram demitidos depois daquilo.

O ano de 2018 se tornou uma temporada de redenção com o quarterback bicampeão do Super Bowl – que já vinha em decadência.

Então, o recém-chegado Dave Gettleman deixou de utilizar a segunda escolha geral para pegar um jovem signal caller. O running back Saquon Barkley chegou para ser a peça que faltava no ataque (é, não faltava só isso) e Odell Beckham Jr. ganhou uma extensão monstruosa.

No fim das contas, a ousadia não foi compensada (campanha 5-11), Pat Shurmur não teve um bom ano de estreia como treinador e aparentemente o bonde passou.

O que poderia ter sido o futuro do New York Giants

O Big Blue poderia ser seu ‘irmão’ nova-iorquino, os Jets. Sam Darnold poderia ter sido escolhido na segunda posição em vez da terceira e começaria a fazer a transição para o futuro. O running back que faltava? Le’Veon Bell estava no mercado e poderia ter sido contratado.

Pronto, um trio potente no ataque (assim como Darnold, Odell e Saquon) e uma escolha boa no draft para reforçar a defesa ou a porosa linha ofensiva.

Por que o futuro do New York Giants pode ser bom

Aqui entra onde o errado pode dar certo.

Tanto Pat Shurmur como Dave Gettleman gostam do modelo de reconstrução do Kansas City Chiefs, em que Alex Smith fez a transição para Patrick Mahomes. Essa é a mesma fórmula que foi feita em 2004, quando o Hall of Famer Kurt Warner passou o bastão para então jovem Eli Manning.

Acho possível dizer que 49ers, Jets, Raiders e Buccaneers podem não escolher um quarterback. Assim, Dwayne Haskins ou Kyler Murray (deve ser escolhido pelos Cardinals) podem ficar livres para ser o nome do futuro.

Outra opção muito cotada nos Estados Unidos seria uma troca para adquirir Josh Rosen, décima escolha geral do draft de 2018, que estaria sendo negociado pela franquia de Phoenix.

Além disso, diversos mock drafts previram a possibilidade da sexta escolha geral ser utilizada para adquirir o melhor jogador possível (offensive lineman, wide receiver ou jogador defensivo) e então a 17ª escolha ser negociada para subir no draft (uma opção seria ficar em 13º no lugar dos Dolphins) para aí sim pegar Haskins, que parece não ser o nome dos sonhos de muitos times.

Isso pode ser viável porque Jaguars, Lions, Bills, Broncos, Bengals e Packers podem optar por escolher atletas de outras posições mais carentes.

Também é importante destacar que, mesmo com a equipe não sendo brilhante em 2019, o futuro do New York Giants pode ser bom.

São 13 escolhas de draft, sendo duas de primeira rodada, uma de segunda e duas de terceira. Com Eli Manning, que está em seu último ano de contrato, saindo do salary cap e sem precisar arcar com o salário de Odell Beckham Jr., o dinheiro pode sobrar para gastar na próxima free agency.

Em termos de posição de wide receiver, Sterling Shepard deve ser o número 1 e Golden Tate (74 recepções para 795 jardas e quatro touchdowns em 15 jogos em 2018), que foi contratado, será o outro alvo importante.

Quem sabe ele pode ser uma reposição à altura (aqui com muitas ressalvas).

Mesmo com as diversas dificuldades, é possível vislumbrar que a previsão de Dave Gettleman possa se concretizar: “Estamos construindo. Nosso objetivo é vencer o máximo de partidas possíveis neste ano”. Assim como a de Golden Tate, que cravou que não “estamos tão longe como as pessoas pensam”.

No entanto, é importante lembrar que a necessidade de melhorar, e muito, a defesa. Na última temporada, o New York Giants foi a 23ª defesa contra o jogo aéreo (252,8 jardas cedidas por jogo), 20ª contra o jogo corrido (118,6 jardas) e a 24ª geral (371,4). Só Antoine Bethea, Markus Golden e Jabrill Peppers não vão resolver tudo.

E ressaltar que muita coisa precisa dar certo para isso acontecer, inclusive a linha ofensiva não ser tão fraca.

Agora resta esperar para saber se a aposta de abrir mão de outros jogadores renomados, como Olivier Vernon e Landon Collins, vai dar certo.

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