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Número de concussões cai quase 24% na temporada 2018, segundo dados da NFL

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(Crédito: Twitter/reprodução)

A National Football League disse que o número de concussões em jogos e treinamentos caiu em 23,8% na temporada 2018.

Segundo dados divulgados pela liga nesta quinta-feira (24), houve um combinado de 214 concussões registradas em 2018, durante a pré-temporada e a temporada regular, uma queda considerável em relação a um recorde de 281 em 2017.

Executivos da liga afirmaram nesta quinta que ainda estão analisando os dados, mas eles estão esperançosos que o “chamado à ação” deles acabou dando uma resposta após os números de 2017, colocando a liga em um melhor caminho em relação a um dos desafios mais significativos que a NFL está enfrentando.

“Nós estamos satisfeitos com o progresso. Foi, obviamente, um avanço para a saúde e segurança dos nossos jogadores ver menos concussões. Mas é simplesmente um passo em nosso enorme esforço para continuar a reduzir as taxas de concussão”, afirmou Jeffrey Miller, vice-presidente executivo da NFL para iniciativas de saúde e segurança.

Houve 538 exames de concussão em 2018. As 214 concussões diagnosticadas foram a segunda menor quantidade desde que a liga começou a divulgar esses dados, em 2012. A quantidade desta última temporada fica atrás apenas das 206 concussões registradas em 2014.

A estratégia de redução de concussão da NFL, elaborada em conjunto com a NFL Players Association (NFLPA), incluiu três pontos: intervir nos treinos do começo de training camp, proibir modelos de capacete de baixo desempenho e instituir uma série de mudanças de regras com base na pesquisa biomecânica.

De acordo como Dr. Allen Sills, diretor médico da NFL, a liga teve como alvo sete times cujos treinos do training camp de 2017 produziram os níveis mais altos de concussão. A liga forneceu a cada uma dessas sete equipes dados sobre quando e como as concussões ocorreram no campo, e também ofereceu conselhos de mitigação. Seis desses times reduziram seus números de concussões durante o training camp de 2018, e Sills disse que essa abordagem será ampliada para todos os 32 times da NFL em 2019.

Mas o combinado total de concussões no training camp e em treinos de pré-temporada ao redor da liga permaneceu basicamente inalterado. A maior parte do progresso demonstrado em 2018 pode ser atribuído a uma queda de 29% em concussões ocorridas em jogos de pré-temporada e temporada regular.

A nova política de capacetes, que produziu classificações baseadas em desempenho em laboratórios independentes, levou um terço dos jogadores da liga a mudarem de modelo de capacete para 2018.

A porcentagem de jogadores utilizando um dos 17 melhores modelos subiu de 41% em 2017 para 74% em 2018. O uso de capacetes que estavam entre os de pior desempenho caiu de 17% para 2%. A utilização deles será totalmente eliminada em 2019, devido ao vencimento de uma cláusula de adaptação de um ano.

A NFL e a NFLPA vão realizar novamente os testes no primeiro semestre, incorporando o que poderia ser um número de até dez novos modelos esperados no mercado neste ano.

“Nós estamos empolgados e gratos pelas mudanças que vimos, e sentimos que essa diminuição não é uma variação aleatória, mas uma reflexão de que a abordagem baseada em dados causou impacto. Mas isso não é um projeto de um ano. É um compromisso contínuo de nossa parte para reduzir as lesões, não apenas concussões, mas também em outras partes do corpo”, observou Sills.

Além disso, Sills frisou que a liga vai adaptar seu plano de redução de concussões para resolver outros problemas de lesões. Lesões no ligamento cruzado anterior (57) e ligamento colateral medial (131) com taxas iguais em 2018, e o diretor médico disse que o objetivo da NFL é ter estratégias de redução para contusões no músculo posterior da coxa, joelho, pé e tornozelo até o final de 2019.

Os dados de lesões da National Football League são compilados pela Dr. Christina Mack, diretora de epidemiologia e resultados de saúde da IQVIA, uma empresa de ciência de dados.

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