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No Huddle – Votação à alternativa ao onside kick é postergada

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No Huddle – O boletim de notícias de NFL do Quinto Quarto

– A alternativa ao onside kick, da situação de quarta descida para 15, não foi aprovada durante o encontro virtual de proprietários de times da National Football League, realizado nesta quinta-feira (28). O jornalista Tom Pelissero, da ‘NFL Network’, apurou que os proprietários arquivaram a proposta para um debate mais detalhado.

A proposta teria dado aos times uma alternativa ao onside kick, na tentativa de manter a posse de bola após uma pontuação. A regra teria dado a chance dos técnicos optarem por uma descida, sem tempo no cronômetro, para uma conversão de quarta para 15 da própria linha de 25 jardas. Se a conversão falhasse, o adversário teria a posse de bola no ponto onde a jogada terminasse.

A NFL tem procurado maneiras de melhorar as chances de uma equipe que está perdendo de manter a posse no final dos jogos, depois que o onside kick foi basicamente neutralizado nas últimas temporadas devido ás mudanças nas regras que ajudaram a tornar os kickoffs mais seguros.

Infelizmente, os proprietários decidiram que não era hora de fazer mudanças drásticas implementando a opção da quarta descida para 15. É possível, após uma discussão mais aprofundada, que essa mudança possa ocorrer no futuro.

Pelissero acrescentou que não houve votação oficial da proposta, mas foi feito um levantamento rápido durante a reunião virtual e a proposta em nenhum momento teve a quantidade de apoio necessária para, caso uma votação fosse realizada, ser aprovada. Qualquer proposta precisa de pelo menos 24 votos positivos das 32 franquias da liga (75% pelo menos).

Ainda que a alternativa da quarta para 15 tenha sido postergada, os proprietários aprovaram outras mudanças:

  • Uma mudança no estatuto aumentou o número de jogadores que podem retornar da injured reserve de dois para três por equipe;
  • Tornou permanente a expansão das revisões automáticas por replay para incluir jogadas de pontuação e turnovers anulados por uma falta, qualquer tentativa bem-sucedida ou malsucedida de ponto após o TD;
  • Expandir a proteção de jogador indefeso para um retornador de punt ou kickoff que esteja com a posse de bola, mas que não tenha tido tempo de evitar ou afastar o contato iminente de um adversário;
  • As equipes são impedidas de manipular o relógio do jogo cometendo várias faltas com a bola parada enquanto o relógio está correndo. A regra vai eliminar a capacidade das equipes de drenarem o relógio enquanto estiverem em formação, com mais de 5 minutos restantes no relógio do jogo, recurso que se tornou mais recorrente no ano passado.

– Enquanto os times da NFL seguem reabrindo gradualmente as suas instalações, a liga estendeu a janela para trabalhos longe das instalações, em meio à pandemia do novo coronavírus (COVID-19).

Roger Goodell, comissário da National Football League, anunciou nesta quinta que a offseason virtual da liga foi estendida por mais duas semanas. Anteriormente, o programa virtual de treinos de offseason ia terminar nesta sexta (29).

Em uma notícia bastante interessante divulgada em seu memorando, Goodell informou às franquias que os treinadores poderão voltar a frequentes as instalações a partir da próxima semana.

“Esperamos que na próxima semana os clubes tenham permissão para incluir membros de suas equipes de treinamento entre os funcionários autorizados a retomar o trabalho nas instalações do clube”, afirmou Goodell, em memorando obtido por Ian Rapoport, da ‘NFL Network’. “Estamos trabalhando ativamente com governadores e outras autoridades estaduais e locais nas estatísticas, que ainda não anunciaram planos definitivos, e confirmaremos a data exata em que os treinadores poderão retornar às instalações o mais rápido possível”, frisou o comissário.

Outro destaque após o término da reunião dos proprietários: um treinador de longa data na NFL está entrando no Departamento de Arbitragem da NFL. Perry Fewell foi nomeado vice-presidente sênior de administração de arbitragem e vai supervisionar as operações do dia-a-dia do departamento, além de servir como um tipo de ligação entre a liga e seus treinadores e general managers.

– Lamar Jackson é o atual MVP da NFL e é um jogador que ainda tem um potencial absurdo para ser atingido. E John Harbaugh, head coach do Baltimore Ravens, participou de uma sessão de perguntas e respostas com ticket-holders da organização de Maryland e falou sobre seu quarterback.

Harbaugh falou que um dos pontos-chave para a evolução de Lamar é aproveitar para lançar mais passes longos enquanto as defesas trouxerem mais jogadores para o chamado ‘box’, na tentativa de conter o forte jogo terrestre dos Ravens.

“Esses corners estarão no um contra um e esses safeties estarão no um contra um contra os receivers, especialmente em alguns lançamentos campo abaixo, e precisamos fazê-los pagar por isso. Nós absolutamente temos que fazê-los pagar”, falou o técnico.

– O wide receiver DeAndre Hopkins, agora no Arizona Cardinals, acredita que ele é o melhor recebedor da NFL, mesmo não tendo a mesma consistência em termos de quarterback que outros de seus companheiros de liga possuem. E, agora, Hopkins está feliz por estar junto a Kyler Murray, atual detentor do prêmio de Calouro Ofensivo da NFL, em um ataque feroz.

“Eu definitivamente acho que sou o melhor. Eu sei que sou o melhor. Mike é meu garoto. Eu amo (o wide receiver do New Orleans Saints) Michael (Thomas) (…) mas ele sabe que se eu tivesse Drew Brees em toda a minha carreira, quais seriam esses números. Julio Jones sabe que se eu tivesse Matt Ryan toda a minha carreira. Esse é o meu garoto. Também treinei com Julio. Ele sabe quais seriam esses números”, frisou Hopkins, no Jalen & Jacoby Show. “Esses caras são definitivamente abençoados por estarem em uma posição em que, durante toda a carreira, tiveram um quarterback de Pro Bowl – quarterback com o qual passaram várias temporadas. Mas eu não reclamo. Não dou desculpas. Eu vou lá e trabalho”, observou.

Hopkins recebeu passes de 10 quarterbacks diferentes desde que foi selecionado pelo Houston Texans, no draft de 2013, mas ele teve a melhor fase de sua carreira com Deshaun Watson, selecionado no draft de 2017.

Com Watson como QB dos Texans, Hopkins fez 268 recepções para 3.373 jardas e 25 touchdowns em 38 jogos.

– A franquia Madden continuará a fazer parte do universo dos games por, pelo menos, mais seis anos. Os proprietários da NFL aprovaram nesta quinta uma extensão do acordo com a Electronic Arts, dando sequência a um relacionamento de três décadas. A extensão de contrato também foi aprovada pela NFL Players Association (NFLPA), união dos atletas da liga.

O contrato atual deveria expirar após a temporada de 2021. A extensão significa que a EA Sports continuará sendo a produtora exclusiva dos jogos de simulação de futebol americano até 2026.

– Trent Williams teve um ano perdido em 2019 e seu relacionamento com o Washington Redskins foi para o vinagre. Ele passou por cirurgia para retirar um tumor de seu couro cabeludo, se recusou a se representar aos Redskins por meses, alegando que a equipe médica da franquia não fez um diagnóstico preciso, e acabou exigindo uma troca ou novo contrato depois de ficar de fora de toda a última temporada.

Em abril deste ano, ele foi trocado pelos Redskins com o San Francisco 49ers. E, em participação no podcast RapSheet and Friends, do jornalista Ian Rapoport, da ‘NFL Network’, o left tackle declarou que genuinamente estava disposto a jogar com a camisa dos Redskins em 2019.

Ele se reapresentou aos Redskins em outubro, depois do prazo final para trocas, mas acabou falhando no teste físico devido ao desconforto com seu capacete. Mas, a Rapoport, o offensive lineman revelou que estava esperando um novo capacete chegar, em novembro, quando então ele foi colocado na lista de reservas/lesões não-relacionadas ao futebol americano (NFI list) pelo time, oficialmente encerrando sua temporada 2019.

“O furor competitivo começou a fluir, então eu estava realmente preparado para voltar no ano passado. Eu sei todas as coisas que aconteceram e apenas estar naquela instalação, estar perto de colegas de equipe, estar perto dos caras com quem você brigou e sangrou por alguns anos. Era quase impossível para mim lutar contra o desejo de não apenas querer voltar ao campo. Eu estava literalmente esperando o meu novo capacete entrar. Eu estava me preparando para engrenar e isso seria uma surpresa para alguns, mas acho que as pessoas que me conhecem melhor sabem o quanto eu sou competitivo”, afirmou. “Fiquei com a impressão de que meu novo capacete chegaria naquela terça-feira e depois fui colocado na NFI naquele sábado, acredito ou sexta-feira, não me lembro. Fui colocado na NFI antes mesmo de conseguir o capacete para voltar lá. Foi chato, mas pensei que era exatamente como deveria acontecer”, completou Williams.

– O ataque do Green Bay Packers teve muitos altos e baixos durante a primeira temporada de Matt LaFleur como head coach. Agora, chegando à temporada 2020, o técnico espera que seu ataque mude, sobretudo em um ponto fundamental.

“Uma (área) em que realmente precisamos melhorar é na criação de jogadas mais explosivas. Fomos bem eficientes … mas ficamos em 23º em jogadas explosivas. Isso começa com as chamadas em jogo (e) talvez em dar mais algumas chances para ajudar a gerar essas jogadas campo abaixo”, falou LaFleur, no programa Wilde & Tausch, da ‘ESPN Wisconsin’.

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