NFL

No Huddle – Mike Tomlin se diz “ofendido” com acusação recente de Myles Garrett

Mike Tomlin, head coach do Pittsburgh Steelers

No Huddle – O boletim de notícias de NFL do Quinto Quarto

– O técnico Mike Tomlin, do Pittsburgh Steelers, emitiu um comunicado ao longo do final de semana para expressar seu apoio ao quarterback Mason Rudolph, depois que o defensive end Myles Garrett, do Cleveland Browns, reiterou sua acusação e alegou que o QB utilizou uma injúria racial contra ele antes do confronto que encerrou o jogo entre as duas equipes, em novembro.

E, nesta segunda, Tomlin saiu do seu padrão low-profile e deu uma entrevista contundente ao programa First Take, da ‘ESPN’ norte-americana.

“O mais recente, no final de semana passado, eu me ofendi, para ser sincero com vocês. Quando ocorreu pela primeira vez durante a temporada, não temos muito tempo para pausar e travar batalhas dessa natureza. Demos preferência à nossa paz. Cooperamos completamente com todas as partes envolvidas, a organização Cleveland Browns e o escritório da NFL. E então tivemos que seguir em frente. Tínhamos outro jogo nos esperando e queríamos ter um foco singular. Mas quando essas alegações retornaram no fim de semana passado, pensei que era apropriado que Mason fosse adequadamente defendido. Foi uma investigação completa feita por nós e pela NFL … essas acusações são graves. Não apenas em termos de caráter de Mason Rudolph, mas em suas atividades profissionais. Ninguém naquele campo corroborou o que foi dito por Myles Garrett. Isso foi fundado por nós e pela NFL”, disse Tomlin.

O head coach prosseguiu: “pessoalmente, eu estava em campo imediatamente após a briga e depois do jogo. Eu tenho muitas relações pessoais dentro dessa organização, lá em Cleveland. Em nenhum momento alguém dentro dessa organização se adiantou e disse: ‘Mike, atenção, temos uma situação aqui’ ou algo dessa natureza que você esperaria que venha com esse tipo de alegação. Apoio totalmente Mason Rudolph. Como organização, apoiamos totalmente Mason Rudolph e, para ser sincero, fomos cortados no que vimos neste fim de semana. Não especificamente de Myles Garrett, ele esteve na pista em que está, mas o que foi exibido pela ‘ESPN’ naquele painel. Do jeito que a situação foi apresentada, não acho que foi justo com Mason Rudolph e é por isso que estou aqui”.

O comandante dos Steelers explicou por que ele achou que o debate na ‘ESPN’ em torno da entrevista de Garrett foi injusto com Rudolph.

“Foi apresentada como uma situação ‘ele disse, ele disse’. Até hoje, foi apresentado como ‘ele disse, disse’, e acho que o escritório da NFL foi muito claro de que eles realizaram uma investigação completa entre todas as partes envolvidas, incluindo a entrevista de pessoas e a análise de tecnologia que estava naquele campo. E eles não encontraram evidências das alegações de Myles e acho que isso deve ser afirmado”, ressaltou Tomlin.

No último sábado, Rudolph postou em seu Twitter que a acusação era “1000% Falsa. Mentira deslavada” e o agente do QB emitiu uma nota frisando que ações legais podem ser tomadas contra o pass rusher dos Browns.

O técnico dos Steelers ainda fez questão de ressaltar que nunca duvidou de que Rudolph não usou uma ofensa racial.

“Ele disse o que ele sempre disse durante toda essa provação: que ele não disse e nem diria o que foi dito. E ele tem sido extremamente consistente desde o dia 0 nessa posição”, observou.

Para conferir a entrevista completa, clique aqui.

– Em um assunto bem mais ameno abordado na mesma entrevista à ‘ESPN’, Mike Tomlin expressou seu apoio ao quarterback Ben Roethlisberger enquanto ele se recupera da lesão no cotovelo direito sofrida no começo da temporada 2019.

“Cara, ele parece ótimo, mas não está fazendo nada. Ele parece incrível, cara, mas ele não foi convidado a fazer nada no que diz respeito à sua reabilitação. O processo do dia-a-dia está indo muito bem, mas não estamos em uma encruzilhada significativa e será preciso um número de dias consideráveis antes de estarmos”, ressaltou.

A declaração de Tomlin vai ao encontro com o que disse Art Rooney II, presidente dos Steelers, e o general manager Kevin Colbert. E os Steelers seguem apoiando Big Ben como QB. Mas o signal caller ainda precisa fazer avanços significativos em sua reabilitação.

Apesar disso, Tomlin acredita que o camisa 7 estará em campo na semana 1 da temporada 2020.

“Eu não tenho hesitação e eu baseio essa opinião na minha experiência e relacionamento com ele e em estar perto dele pelo número de anos em que estive. Esse cara é o maior competidor. Ele baixou a guarda, fez uma declaração de que está voltando e estou ansioso para vê-lo responder a esse desafio”, afirmou Tomlin.

– Philip Rivers vai testar o mercado na NFL pela primeira vez aos 38 anos de idade. E, ainda que no momento não haja um destino muito provável para o ex-QB dos Chargers, o Indianapolis Colts parece estar se desenhando como um destino interessante.

E o running back Melvin Gordon, um dos companheiros de equipe de Rivers nas últimas cinco temporadas, acredita que os Colts serão a escolha do quarterback. Contudo, ele ressaltou na entrevista às jornalistas Aditi Kinkhabwala e Andrea Kremer, da ‘CBS Sports’, que ele não tem nenhuma informação privilegiada.

“Eu acho que ele vai para os Colts. Eu não sei, é apenas a minha opinião”, afirmou Gordon.

Gordon apenas está ligando os pontos, já que Nick Sirianni, coordenador ofensivo dos Colts, trabalhou como assistente nos Chargers por cinco anos. E o relacionamento entre o QB e o treinador tornaria uma transição mais fácil para o signal caller, que só vestiu uma camisa até hoje em suas 16 temporadas na NFL.

“Ele tem (conexões). Nick … ele veio daqui, nós o tínhamos, e ele é o coordenador ofensivo lá. Eles utilizam o mesmo playbook, então seria fácil, ele poderia entrar e dizer aos rapazes o que fazer, ele já sabe o que está acontecendo”, ressaltou Gordon.

– O defensive end Leonard Williams entrou na NFL em 2015, quando foi selecionado com a sexta escolha geral do draft pelo New York Jets. Mas, apesar de ter jogado bem, ele nunca justificou uma escolha tão alta na NFL até agora. Ele foi trocado e agora está no New York Giants, onde também ainda não teve um desempenho assustador.

E, agora prestes a se tornar um free agent, ele está buscando ajuda com um ex-astro da NFL.

Atualmente com 25 anos de idade, Williams entrou em contato com Richard Seymour, ex-pass rusher do New England Patriots e do Oakland Raiders.

Seymour disse ao jornalista Mike Reiss, da ‘ESPN’, que está trabalhando com Williams na parte mental, em primeiro lugar.

“Eu trabalhei com cara no passado – não tanto em campo, mas apenas na mentalidade. Eis o seguinte: na minha opinião, qualquer um pode ser bom se tiver uma certa quantidade de talento. Mas o que eu tento dar aos caras é a mentalidade do que é preciso para ser ótimo e ser ótimo de forma consistente. Desenvolver uma mentalidade ao longo de sua carreira. Eu diria que Leonard tem todas as ferramentas necessárias para ser ótimo”, falou Seymour, atualmente com 40 anos.

Em cinco anos, Williams tem sido sólido, mas nada espetacular. Ele soma 17,5 sacks, 266 tackles e 254 pressões totais sobre os QBs.

 

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