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No Huddle – Tom Brady sobre deixar New England Patriots: “nunca me importei com legado”

Tom Brady, ex-quarterback do New England Patriots

No Huddle – O boletim de notícias de NFL do Quinto Quarto

– Em uma decisão que ainda choca muitas pessoas (inclusive nós aqui no Quinto Quarto), Tom Brady rumou para o Tampa Bay Buccaneers na free agency deste ano. Isso depois de duas décadas dedicadas ao New England Patriots.

Mas pouco tinha saído da boca do camisa 12 sobre seu divórcio com a franquia de Foxborough até agora. Isso mudou. Em uma entrevista de mais de duas horas de duração ao jornalista Howard Stern, nesta quarta-feira (8), o QB admitiu que ele sabia antes da temporada 2019 que o ano passado seria provavelmente o seu último com os Patriots.

“Acho que não houve uma decisão final até que aconteceu, mas eu diria que provavelmente sabia antes do início da temporada que era meu último ano. Eu sabia que nosso tempo estava chegando ao fim”, falou Brady, no programa de Stern na rádio ‘SiriusXM’.

O signal caller também frisou que ele achou que era o momento de partir para novos desafios na carreira.

“Houve um tempo antes da última offseason, eu tive um contrato que foi reestruturado e, basicamente, do meu ponto de vista, eu sabia que no final do ano eu me tornaria um free agent pela primeira vez na minha carreira. E eu tinha falado sobre isso com os proprietários do time, Sr. Kraft, e ele estava tranquilo com isso. Foi o que decidimos fazer. E se nós, ao longo da temporada e da offseason, não houve uma tonelada de conversas substanciais para continuarmos. Nós tivemos algumas. E nós dois pensamos sobre isso, e no final, foi apenas uma ótima maneira de terminar duas décadas. Tivemos uma ótima conversa (…) Eu disse isso antes, não há um fã maior da organização New England Patriots do que eu. Mas, ao mesmo tempo, isso não significa que eu poderia continuar jogando lá no mais alto nível. Sinto que quero provar para mim mesmo que ainda posso jogar no mais alto nível”, observou.

O astro ainda acrescentou que não tem nenhum ressentimento pelo fato de que não será um Patriot por toda a sua carreira.

“Não, absolutamente não. Não, porque essa é uma parte da minha vida para experimentar algo muito diferente. Há maneiras de crescer e evoluir de uma maneira diferente que eu não tive a oportunidade de fazer, que não está certa ou errada, elas apenas são certas para mim”, analisou.

O QB de 42 anos de idade ressaltou que não pensou em se aposentar e que atuar durante toda sua carreira em New England não era um objetivo.

“Eu nunca me importei com legado. Eu não me importo me*** nenhuma com (legado)”, disse Brady a Stern. “Nunca, quando estava no colegial, pensei: ‘Cara, mal posso esperar para ver como será o meu legado no futebol americano’. Esse não sou eu, essa não é a minha personalidade”, pontuou.

– E, do outro lado da moeda com Brady indo para o Tampa Bay Buccaneers, está Jameis Winston. O futuro dele como QB titular da franquia da Flórida chegou ao fim com a chegada do camisa 12.

Mas, mesmo sem saber o que os próximos meses reservam para ele, Winston vê o fato de ter sido substituído por um futuro Hall of Fame como algo a se ter orgulho.

“Bem, uma coisa que você pode saber sobre mim é a minha fé. Tenho uma fé tremenda em meu Senhor. Uma coisa sobre Tom Brady, é sabido que ele é o G.O.A.T (sigla em inglês para Melhor de Todos os Tempos). Você ser substituído por Tom Brady em uma cidade que você tanto ama, acho que é um elogio para mim”, falou Winston, durante uma participação na ‘FOX News’. “Mas no final das contas, é um esporte competitivo. Estamos todos no negócio. Estou empolgado com qualquer oportunidade que possa ter e, eventualmente, terei que jogar com Tom Brady, Patrick Mahomes e todos os outros grandes zagueiros. É assim que você ganha Super Bowls e é isso que eu quero”, completou.

– Nesta semana, Marty Hurney, general manager do Carolina Panthers, disse que dispensar o quarterback Cam Newton foi “uma das decisões mais difíceis” que ele tomou. E, agora, foi a vez de o novo técnico Matt Rhule falar sobre a saída do QB.

O head coach, que vai trabalhar com Teddy Bridgewater, novo QB da organização, deixou claro que o corte de Newton tem mais a vez com a chegada de Bridgewater do que com o rendimento de Newton em si.

“Não tenho dúvidas de que ele jogará bem”, disse Rhule sobre Newton, pela ‘ESPN’. “Ele é um grande quarterback e todos nós vimos o que ele fez. Penso que, à medida que avançamos, pensamos que este era o momento certo para nós. Vimos a oportunidade de pegar Teddy e realmente sentimos que ele era o encaixe certo para nós”, analisou.

– A free agency passa, a free agency voa, e Jadeveon Clowney ainda não encontrou seu time para a temporada 2020. E o jornalista Mike Garafolo, da ‘NFL Network’, frisou que as opções do pass rusher no mercado parecem estar diminuindo.

E, neste momento, um retorno ao Seattle Seahawks parece improvável.

“Os Seahawks tinham uma oferta muito forte para ele. Não sei quantos tipos diferentes de ofertas havia, mas sei que houve uma oferta de um ano, pelo que me disseram. Você me fez adivinhar isso antes e acho que adivinhei um pouco. Pelo meu entendimento, estava na faixa de US $ 15 milhões. Ele ainda está olhando nos olhos para US $ 20 milhões. Eu sei que os Browns estão envolvidos. Eu não sei o quão intimamente envolvidos eles estão, mas do ponto de vista dos Seahawks tentando fazê-lo, recuperá-lo, eles sentiram que não podiam esperar mais. Eu não quero dizer que eles estão desistiram dele, porque ninguém sabe o que pode acontecer. Clowney pode mudar de ideia e baixar o preço e quem sabe o quê. Mas eu sei que eles tiveram que passar para alguns planos de contingência, com Benson Mayowa sendo um deles”, disse Garafolo, na ‘Sports Radio 950 KJR’. “Não sei se ele voltará a Seattle. Eu diria que as chances são pequenas a nulas agora de que ele estará lá. Eles certamente fizeram o que podiam e, se não tiveram a oferta mais forte, certamente tivera uma que era extremamente competitiva. Nada no que Clowney quer, mas ninguém está nesse patamar agora, para ser sincero com você”, ressaltou o jornalista.

– O Atlanta Falcons revelou seus novos uniformes nesta quarta, revelando um novo look bem modernizado e capacetes preto ‘mate’. A primeira repaginação de Atlanta em 17 anos é uma “reformulação abrangente” que combina o estilo clássico dos Falcons com a “progressão” da moderna Atlanta, segundo a franquia.

“Como você sabe, parte da nossa promessa como organização é ouvir e responder. Está no cerne de quem somos. Repetidas vezes, ouvimos vocês pedirem novos uniformes ao longo dos anos e, no espírito de nossos valores fundamentais, ouvimos vocês e respondemos com o que eu sei que será uma emocionante nova era do futebol americano dos Falcons”, disse Arthur Blank, dono da franquia.

– O guard Brandon Scherff, do Washington Redskins, assinou sua franchise tag no valor de mais de US$ 15 milhões por uma temporada de trabalho. O anúncio foi feito de maneira oficial pela franquia.

Selecionado com a quinta escolha geral do draft de 2015, Scherff se torna apenas o quarto de 15 jogadores marcados com a franchise tag ou a transition tag nesta offseason a já ter assinado a proposta. Os outros são o guard Joe Thuney (franchise tag), do New England Patriots, e os running backs Derrick Henry (franchise tag), do Tennessee Titans, e Kenyan Drake (transition tag), do Arizona Cardinals.

Agora, Scherff e os Redskins têm até o dia 15 de julho para fechar um contrato de longa duração. Caso não cheguem a um acordo, o offensive lineman vai atuar em 2020 sob o contrato de um ano de duração.

– O quarterback Drew Brees, astro do New Orleans Saints, disse nesta quarta-feira (8) no The Ellen Show que acha que “o povo americano precisa de esportes agora”, referindo-se ao triste momento vivido devido à pandemia do novo coronavírus. O signal caller está ansioso para retornar aos gramados para a temporada 2020 e para enfrentar Tom Brady, agora seu rival de divisão NFC South no Tampa Bay Buccaneers.

“Sim, bem, a divisão ficou um pouco melhor, não é?”, disse Brees com uma risada, ao ser questionado sobre Brady ter fechado com os Bucs. “Além disso, Teddy Bridgewater – que jogou tão bem para nós com os santos no ano passado quando me machuquei – agora é o quarterback titular do Carolina Panthers. Portanto, nossa divisão tem Teddy Bridgewater, Tom Brady, Matt Ryan e eu com os Saints. Sempre foi uma divisão muito desafiadora, e apenas aumentou um pouco”, frisou.

Brees afirmou que espera que os esportes possam voltar em breve e fazerem parte do processo de recuperação deste problema mundial.

“Isso é tipicamente algo que realmente nos levou a superar muitas situações difíceis em todo o país. Eu acho que as pessoas foram capazes de se apoiar em suas equipes esportivas locais ou equipes nacionais para uni-las e tirar suas mentes dos desafios da vida cotidiana ou da luta diária. Nem sequer temos isso agora, e acho que essa é outra razão pela qual isso é tão difícil. E obviamente esperamos que o futebol americano volte ao normal – ou que volte ao normal para que possamos jogar futebol americano de verdade”, frisou.

– Chase Young é visto como principal jogador antes do draft de 2020 e, ao que parece, todos os times da NFL têm essa percepção. Tanto que o jornalista Ian Rapoport, da ‘NFL Network’, apurou nesta quarta (8) que nenhuma equipe além do Detroit Lions, que tem a terceira escolha geral no draft, entrou em contato com Young.

Isso porque todos sabem que o pass rusher sairá no top 3 do draft.

Considerando que o Cincinnati Bengals, dono da escolha número 1, deve selecionar o quarterback Joe Burrow, o defensor originário da Universidade de Ohio State deve ir para o Washington Redskins, na segunda escolha geral, ou no máximo para os Lions.

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