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No Huddle – Times da NFL só poderão fazer training camps em suas próprias instalações

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No Huddle – O boletim de notícias de NFL do Quinto Quarto

– Os times da National Football League terão que fazer seus training camps, em julho, em suas instalações principais de treinamento por causa da pandemia do novo coronavírus. O comissário Roger Goodell deu a informação a todas as 32 franquias através de um memorando obtido pela ‘NFL Network’ e pela ‘ESPN’ norte-americana.

Além disso, as equipes não terão permissão para fazerem treinos conjuntos com outros times, segundo o memorando.

“A NFLPA foi fortemente a favor dessas duas decisões, que foram tomadas para limitar os riscos de exposição, evitando a necessidade de os clubes limparem e manterem duas instalações, limitando a necessidade de jogadores e equipes de clubes viajarem para outro local (às vezes localizado a uma distância considerável das instalações principais) e limitando as viagens e o contato entre jogadores de diferentes clubes no contexto de treinos conjuntos”, declarou Goodell, na nota oficial. “Essas medidas estão sendo tomadas para a pré-temporada de 2020 para atender às condições atuais e não se espera que estejam em vigor em 2021”, frisou o comissário.

Em 2019, dez times da NFL treinaram fora de suas instalações principais de treino. Entre eles o Carolina Panthers, que se preparou para cada temporada desde a primeira da organização, em 1995, no Wofford College, em Spartanburg, na Carolina do Sul.

O Dallas Cowboys e o Pittsburgh Steelers devem disputar o Hall of Fame Game, em Canton, Ohio, no dia 6 de agosto, na abertura da pré-temporada. E, então, essas seriam as duas primeiras equipes a se reapresentarem para os camps, no final de julho.

A liga anunciou no meio de maio que as equipes poderiam começar a reabrir suas instalações de forma limitada quando os governos estaduais e locais o permitissem. A próxima fase de reabertura começou na última segunda, com os clubes autorizados a reabrir bilheterias, lojas de varejo e outras instalações voltadas para o cliente, desde que as aberturas cumpram totalmente as regulamentações estaduais e locais.

– Uma semana após George Floyd morrer depois de ser capturado por policiais do Departamento de Polícia de Minneapolis, os protestos continuam ao redor dos Estados Unidos e do mundo. E dois linebackers do Minnesota Vikings resolveram se pronunciar sobre o comunicado emitido pela NFL no último sábado.

A declaração da liga expressou condolências à família Floyd; Breonna Taylor, que foi baleada e morta por policiais do Departamento de Polícia de Louisville em março; e Ahmaud Arbery, cuja morte em fevereiro está sendo investigada como um crime federal de ódio.

Na nota, a NFL abordou seu compromisso de usar sua plataforma “nas comunidades e como parte da estrutura da sociedade americana” e acrescentou: “abraçamos essa responsabilidade e estamos comprometidos em continuar o importante trabalho para abordar essas questões sistêmicas junto com nossos jogadores, clubes e parceiros”.

Mas Eric Kendricks e Anthony Barr, defensores dos Vikings e membros do comitê de justiça social do time, publicaram tweets idênticos denunciando a postura da liga.

“Sua declaração não disse nada. Sua liga é construída com atletas negros. Respostas vagas não fazem nada. Informem aos jogadores o que vocês realmente estão fazendo. E nós sabemos o que o silêncio significa”, disseram os atletas nas postagens.

– Matt Nagy, técnico do Chicago Bears, cancelou as reuniões do time para apoiar a Blackout Tuesday, movimento criado para dar apoios a George Floyd e demais negros que vêm sofrendo com as injustiças ao redor dos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela ‘ESPN’.

Celebridades, organizações e ativistas postaram caixas pretas sem dizeres nas mídias sociais e se abstiveram de postar mais nesta terça em apoio a protestos contra a brutalidade policial. As manifestações surgiram depois que George Floyd morreu em Minneapolis.

Na última segunda, George McCaskey, presidente dos Bears, emitiu um comunicado sobre a morte de Floyd.

“Há uma semana, outro homem afro-americano desarmado morreu nas mãos de um policial branco. Estamos testemunhando a raiva e a frustração em protestos em todo o país, incluindo Chicago”, disse o executivo, na nota. “Devemos fazer mais do que torcer as mãos e torcer para que isso não aconteça novamente. Como organização, abordamos isso internamente, oferecendo apoio incondicional à nossa família de funcionários, treinadores e jogadores, e hoje (o general manager) Ryan Pace e o treinador Nagy passaram as duas horas designadas para reuniões de equipe ouvindo e curando junto com nossos jogadores e comissão técnica”, frisou McCaskey, em trecho do comunicado.

– Brian Flores, head coach do Miami Dolphins, foi um dos principais nomes da NFL a se manifestar de forma mais contundente depois da morte de George Floyd. Flores, que é negro, emitiu um comunicado que, em parte, denunciou a falta de “INDIGNAÇÃO de pessoas influentes” em relação aos assassinatos de Floyd, Ahmaud Arbery e Breonna Taylor, que eram afro-americanos, e isso ressoou não apenas nos círculos da liga, mas nas plataformas sociais em que foi publicado.

E entre os que gostaram da atitude de Flores estão Devin e Jason McCourty, defensores que trabalharam com Flores no New England Patriots. Conversando com seu irmão Jason no podcast Double Coverage, Devin rasgou elogios ao seu ex-treinador e amigo.

Ele ocupa uma posição … uma posição que como jogadores, como as pessoas que assistem futebol americano sabem: precisamos de mais treinadores negros, precisamos de mais GMs negros, precisamos de mais pessoas nessa posição. Então, vê-lo ser franco – e conhecê-lo pessoalmente, ele sempre foi assim – para mim foi ótimo ver”, falou Devin. “Trata-se de liderar homens. É sobre homens vendo as coisas importantes. Nós não apenas jogamos futebol americano. Estamos um ao lado do outro, nos orientamos, tentamos nos derramar uns nos outros. Então, vê-lo ir lá e torná-lo público e dizer como ele se sentiu, eu pensei que foi realmente bom”, observou.

– Pessoas com sistema imunológico comprometido correm maior risco de infecção e complicações relativas ao COVID-19, mas o running back James Conner, do Pittsburgh Steelers, que é um sobrevivente de câncer, não está preocupado com o coronavírus quando ele finalmente retornar ao campo.

“Estou 100%. Eu tive um sistema imunológico fraco há quatro anos. Graças a Deus, não está mais fraco. Estou bem. Sou jovem e saudável. Passei pelo que passei”, falou Conner. “Eu não estou preocupado, eu pessoalmente. Nós vamos jogar de maneira segura, é claro. Não vou ignorar ou algo assim. Mas, em relação a estar com medo ou algo assim ou tentando tomar precauções extras por causa do meu histórico de saúde, isso foi há quatro anos. Meu corpo está curado. Acho que quando seguirmos nosso protocolo e diretrizes de saúde, ficarei bem”, frisou.

Atualmente com 25 anos de idade, Conner foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin em estágio 2 em 2015 e foi declarado livre de câncer em maio de 2016, após um regime de quimioterapia de seis meses de duração.

– A aposentadoria de Luke Kuechly foi oficializada. O Carolina Panthers colocou o ex-linebacker na lista de reservas/aposentados, tornando a aposentadoria efetiva nesta terça (2), conforme apurou Ian Rapoport, da ‘NFL Network’.

Kuechly anunciou sua aposentadoria no meio de janeiro, decidindo se aposentar do futebol americano profissional após oito temporada dedicadas à NFL. Ele mencionou as preocupações com sua capacidade de jogar o esporte com força, velocidade e imposição física.

O LB dos Panthers sofreu várias concussões durante sua carreira brilhante, na qual ele foi selecionado cinco vezes para o primeiro time All-Pro, sete vezes ao Pro Bowl e foi eleito o Jogador Defensivo do Ano da NFL em 2013.

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